Colocado em 29. Agosto 2017 In Vida em Aliança

Como fui seguindo a construção de Belmonte graças à Internet

ROMA BELMONTE, Claudia Echenique •

Cheguei a Roma como final de uma peregrinação à Terra Santa. Já em Itália, tinha estado dois dias em Assis e numa segunda-feira muito cedo, apanhei o comboio até à capital italiana. A maioria dos passageiros iniciava a sua semana laboral, alguns trabalhavam nos seus notebooks, outros liam o jornal. No meu caso, para além de olhar a paisagem, ia repassando todos os mapas de metro e autocarros de Roma que tinha descarregado da Internet, e que me permitiriam conseguir o meu objetivo para essa segunda-feira, 12 de maio de 2014: chegar ao Centro Internacional de Roma Belmonte.

Depois de uma hora de viagem desde a estação Termini, ao sair do autocarro logo se reconhece o lugar pois no portão há duas bandeiras: uma do Vaticano e outra de Schoenstatt Internacional. Nesse primeiro instante sente-se: “Já estou em casa”. Desde a entrada na esquina da Via di Boccea e S. Gemma, percebi que havia muita atividade de construção. Muitas máquinas, operários, azulejos, canos, cabos e. claro, muito pó da obra.

Na sua pequenez, Ela dá-nos as boas-vindas

Mas há algo pequeno que se pode ver no centro e à frente da construção: é a ermida da Mater Ter Admirabilis. Ela é a primeira que, na sua pequenez, nos dá as boas-vindas em Belmonte.

Com o meu pobre italiano, perguntei a um operário pela pessoa que me guiaria para conhecer o lugar e, fundamentalmente, chegar ao “Santuário de todos nós”. À medida que ia caminhando para o interior, ia desaparecendo o ruído da avenida e dos seus automóveis para começar a desfrutar do silêncio da natureza do parque de Belmonte.

A Casa Padre Kentenich chama a atenção pela sua construção com formas semicirculares e os desníveis. Não tem a típica forma das casas tradicionais que tinha visto em Florencio Varela ou na Alemanha. O seu desenho foi, para mim, uma novidade.

Enquanto caminhava para o Santuário, recordava o vídeo que tinha visto em Buenos Aires, do dia em que o Padre José Kentenich visitou este mesmo lugar em 1965. Não havia nada naquele dia! E contudo, a presença do Pai Fundador com esse pequeno grupo que o acompanhava foi um marco na vinculação de Schoenstatt com a Igreja.

Os símbolos próprios deste Santuário

Ao entrar no Santuário, o olhar vai primeiro para o quadro da Mater e seu Filho. Sempre chegamos em busca do seu abraço que nos acolhe e nos recorda: “É o meu terreno, é a minha terra de Schoenstatt!”. Depois o olhar começa a descobrir cada um dos objetos e símbolos que ali se encontram: o quadro Avé Maria, a estátua de São Miguel, o olho do Pai, a Cruz da Unidade… E surgem comparações sobre as características dos símbolos com os de outros santuários que se frequentam ou se visitam. A cor da madeira, o metal, os vitrais, o tipo de cruz… Em Belmonte, existem a imagem da Sagrada Família à esquerda e as talhas que cada país ofereceu para a bênção no ano de 2004.

Estive várias horas nesse dia no Centro Roma Belmonte e dois dias mais tarde regressei à Argentina. Desde então, fui vendo crescer o Centro e a Casa Padre Kentenich através dos artigos que lia em schoenstatt.org e ao receber o Boletím de Roma Belmonte.

Como fui seguindo a construção de Belmonte

A poucos meses da minha visita, passaram por ali os jovens que iniciavam a Fackellauf (Corrida da Tocha) até Schoenstatt. Três semanas depois, chegaram os peregrinos de todo o mundo que vinham de celebrar o Jubileu dos 100 anos de Schoenstatt na Alemanha e, antes de reunirem com o Papa Francisco, passavam pelo Santuário de Belmonte. A Casa preparou-se especialmente para os receber. Organizaram-se espaços para o encontro e para tudo aquilo que corresponde a uma peregrinação: refrescos, café, compras de livros e recordações.

Depois fui-me inteirando dos projetos de ajuda para que o Centro Roma Belmonte seja realmente “de todos nós”. Assim conheci as iniciativas “Um quarto para cada país”, “Apadrinhando portas e janelas” e a corrente das Ermidas.

Belmonte é de todos nós!

No ano 2015, segui mais de perto as atividades e o crescimento de Belmonte pois o Reitor foi o Pe. Daniel Lozano, um sacerdote argentino, a quem conhecia dos eventos de Schoenstatt no meu país. No dia em que assumiu disse uma frase muito reveladora para mim: “Belmonte não é alemão, não é italiano, não é argentino, mas é de todos nós!”.

Naquela altura, já não era necessário alugar tendas pois as missas celebravam-se no hall da Casa. Começaram a chegar os objetos para decorar os quartos e cada visitante queria ver como ia a preparação do quarto do seu país e para onde dava a janela do mesmo.

Mais tarde, definiram-se também os nomes das três Salas de reuniões: Sala “Gertraud” (pela Gertraud von Bullion, a primeira mulher em Schoenstatt), Sala “Reinisch” (pelo Pe. Franz Reinisch, destinada à juventude) e Sala “João Luiz Pozzobon”, na qual se está a compor, com as fotos das ermidas de todo o mundo, a grande imagem da Virgem Peregrina de Schoenstatt.

Jovens alemães em ação – agosto 2017

As pequenas historias que constroem a grande historia

Uma noticia pequena que passou despercebida para muitos mas que chamou a minha atenção foi a de uma dezena de jovens, um sacerdote e um casal que no ano 2016 doaram um tempo das suas férias de verão para ir trabalhar para Belmonte para transportar, colocar paralelípedos e martelar com força para converter um terreno arenoso e desigual num espaço nivelado para ser usado como estacionamento de automóveis e autocarros.

Também conhecemos outros relatos como “os tomates de Belmonte”, as criativas jornadas na Alemanha para dar a conhecer Belmonte ou as historias de Gianni e de Elena, os quais com o seu singelo trabalho contribuíram para a construção deste centro schoenstattiano em Roma. Todos podemos contribuir. Cada pessoa, cada oração, cada minuto, cada doação, tudo soma para a construção do Centro Intern2017: Abre-se a casa Domus Pater Kentenich

Em 2017 o Pe. Marcelo Cervi assumiu como Reitor e surgiram alguns vídeos como forma de comunicar as novidades de Belmonte. Na Quaresma colocou-se o quadro do Papa Francisco no Santuário para manifestar que “Aqui rezamos todos os dias pelo Santo Padre Francisco”.

O programa pastoral continua com atividades para abrir Belmonte à Igreja universal, e já tem o seu calendário definido até agosto de 2018.

 

Com o último boletím, chegou a noticia: A casa Domus Pater Kentenich abre as suas portas no próximo 16 de novembro de 2017!

Na carta enviada em 4 de julho passado pelo Reitor Geral Pbro Dr. Christian Löhr e o Reitor de Belmonte Pe. Marcelo Cervi, expressam com muita alegria que “Finalmente, chegou o momento! O presente que a Presidência Geral da Obra de Schoenstatt prometeu ao Padre Kentenich, agora pode ser cumprido completamente. Passaram mais de 50 anos até ser construído o que o nosso Pai Fundador recebeu pelo seu octogésimo aniversário em 16 de novembro de 1965, expresso então numa maqueta. É uma alegria e uma honra poder convidá-lo pessoalmente através desta carta para a inauguração da Casa Internacional do Peregrino Domus Pater Kentenich em Belmonte. Nesse dia queremos celebrar a conclusão dos trabalhos do Centro Internacional de Schoenstatt em Roma, junto a muitos amigos que até agora patrocinaram e apoiaram Belmonte, entre eles muitos dos jovens que ajudaram na construção”.

Voltar a pisar o Centro Roma Belmonte, por agora, é um anelo para mim. Não sei quando poderei concretizá-lo. Mas estou convencida de que cada vez que ponho um papelinho com a minha contribuição ao Capital de graças no meu Santuário Lar, na Aliança de Amor com Maria, estou também a pôr na talha do Santuário de Belmonte.

 


Para pedir reservas: Elena Buosi, [email protected]

www.roma-belmonte.info

Original: espanhol. 26.08.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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