Colocado em 2017-07-28 In Vida em Aliança

Às vezes os milagres levam tempo

PARAGUAI, redação da Revista Tupãrenda •

Com oito meses de gravidez, Alicia e Nelson, recordam hoje os seus momentos de desilusão e desânimo como algo muito longínquo. Como todo o casal recém casado, viveram os primeiros dias e meses no meio da emoção e dos detalhes próprios da “lua de mel”. Pouco tempo depois de terem unido as suas vidas começaram a ter o desejo de serem pais, desejo que aumentava cada vez mais.

Passaram os primeiros três anos de casamento e o entusiasmo continuava intacto. Nos últimos tempos, as tentativas para engravidar foram muitas, e apesar de clinicamente não existirem impedimentos, já tinham passado quase 8 anos de casamento e vários de tentativas incessantes.

Sofreram muitas deceções seguidas, mas por alguma razão, nunca desistiram. “Tive um falso positivo ou uma perda precoce. Nessa altura a desilusão foi mais pronunciada. Só Nelson e eu sabíamos o que estávamos a passar. Depois de cada deceção falávamos de continuar tentando ou não, e com um olhar cúmplice pensávamos, mais uma vez! Sabendo que Deus teria a última palavra” recorda Alicia.

Depois de cada momento doloroso visitavam juntos o Santuário Jovem. Essa visita fazia com que se sentissem apoiados e fortalecidos, por isso, segundo referem, a sua vida de casal nunca foi afetada por esses episódios de angustia.

Nessas idas e vindas, consultas, exames médicos e análises laboratoriais, contemplaram a possibilidade de adotar. “Ambos sabíamos que ser pais se pode manifestar de diferentes formas, sem necessidade de ser pais biológicos. Não descartámos, em nenhum momento, a possibilidade de adotar, ao contrário víamos tantas crianças necessitadas a quem poderíamos dar carinho, proteção e tudo o que devem ter como direito existencial. Mas pela grande burocracia, sempre protelávamos para quando as possibilidades de ser pais biológicos fossem realmente nulas”, comentam.

Ajuda celestial

Há um ano, especificamente em abril de 2016 o casal resolveu ir a Tupãrenda, onde pediram que a Virgem de la Dulce Espera que os acompanhasse durante uns dias na sua casa. Tiveram-na consigo até15 de maio e durante esse período, decidiram entregar-lhe todos os seus anseios, preocupações, saúde e estados de ânimo, pedindo sempre que se cumprisse a vontade de Deus.

Ao fim de cinco meses receberam a noticia tão esperada, Alicia estava grávida!, foram invadidos por una imensa felicidade e gratidão. Automaticamente todos os momentos tristes se desvaneceram, ao confirmar que sempre tinham sido ouvidos pela Mãe Maria.

O milagre da vida foi possível e vivem a gravidez sem complicações, Alicia e o seu bebé gozam de bem-estar e saúde. Nelson pela sua parte é um marido e pai comprometido e exemplar.

O que anelaram com o coração foi concedido a esta família, que diariamente renova o compromisso de manter a fé e jamais separar-se de Maria, que com o seu olhar misericordioso se torna luz entre as sombras e bálsamo para todos os nossos pesares e dores

 

 

Fonte: Revista Tupãrenda, junho de 2017

Original: espanhol. 23.07.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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