Colocado em 2017-04-09 In Vida em Aliança

Experimentar o Deus vivo

PARAGUAI, Pe. Antonio Cosp Fontclara •

De 13 a 16 de fevereiro, nós, os Padres da delegação Paraguai tivemos a nossa jornada de Delegação Paraguai. É uma maneira de nos renovarmos e de perceber aquilo que a Mater possa querer de nós. Convidámos dois especialistas que nos trouxeram a sua visão da sociedade e da Igreja paraguaia. Pascual Rubiani (economista, fundador e diretor de Mass Publicidad, agência de publicidade com 20 anos de trajetória no mercado paraguaio), destacou a forte descida do número de católicos, no Paraguai assim como noutros países da nossa América. Desde os anos 60, o seu número caiu de 90% para 69 %, e o protestantismo cresceu de 9% para 19 % no mesmo período. Sublinhou que entre os protestantes, 68 % antes tinham sido católicos e 81 % deles procuravam uma maior ligação pessoal com Deus como causa fundamental de terem mudado de religião.

Neste sentido, Rubiani dizia: “Pouco fazemos para promover uma experiência de fé e de Deus. Mantemos as tradições da nossa religião e tentamos cumprir os preceitos mas não conseguimos um  católico místico e fervoroso cujo entusiasmo missionário provenha da experiência de Deus”.

Estamos a falar de um dos pilares de Schoenstatt: a Fé Prática na Divina Providência. Um encontro permanente com o Deus da vida, da minha vida. Escrevo estas linhas ao ler o evangelho sobre a cura de um possuído, Mc 9,14-29: “Levaram a Jesus um menino que tinha um espírito mudo e, que em qualquer lado se apoderava dele, deitando-o ao chão, espumando pela boca, rangia os dentes e  deixava-o rígido”. Os quatro evangelhos estão cheios de casos como estes. Hoje, talvez de outra maneira, Deus intervém ativamente curando.

A cura nos nossos Santuários de Schoenstatt

Pergunto-me sempre, porque é que Tupãrendá e os nossos santuários são tão curadores? É uma experiência que faço diariamente. Respondo: a Mater ama os seus filhos e cura-nos. A pedido do Pe. Kentenich, Ela estabeleceu-se na capelinha abandonada e ali nos oferece o seu coração como lar – a primeira graça – e como boa educadora, transforma-nos e somos enviados. O Deus da vida atua sempre. Buscamo-lo também no nosso Santuário coração. Reservamos em cada dia um tempo para estar aí. Faço pausas para estar com Ele e perguntar-lhe: Que me dizes hoje, que queres de mim, que me ofereces? “Com fé eu te adoro e me ofereço a ti como instrumento; nada retenho para mim, a tua glória é a minha felicidade.” (Rumo ao Céu, 145). Fé é algo más que um ato racional. É unir-me cada dia ao Deus da vida e descobrir os seus passos na minha vida.

Fonte: Revista Tuparenda, março de 2017

Original: espanhol. 03.04.2017.Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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