Colocado em 2016-12-28 In Vida em Aliança

Decidimos, em família, dizer sempre SIM…

Paraguai, Mónica Martínez, Cristhian Díaz e Bruno Díaz Martínez   •

Há uma data tão importante para todos os schoenstattianos; uma data, Mãe, que fizeste com que fosse para a minha família a mais importante de todas, porque nos enviaste o presente mais bonito que a Mãe do Céu pode confiar: um filho! Não é coincidência que estejamos dentro deste Movimento, não é coincidência que nos tenhas enviado o nosso pequeno Bruno num 18 de outubro de 2013, quando na realidade o esperávamos para um 7 de novembro. Não é coincidência…

Desde pequena que me encarreguei da Imagem Peregrina que deram à minha mãe. Tinha 8 anos e fazia-a missionar como uma tarefa especial que a minha avó me tinha confiado.. Até que um dia cresci e afastei-me, sem saber porquê. Mas sei que a minha Peregrina continua a missionar até hoje com uma família que se encarrega desta bonita tarefa.

Estava a pedir-me que voltasse para Ela

Um dia entendi que com um puxão de orelhas, a MTA me pedia contribuições para o Capital de Graças. O nascimento do meu filho, numa data tão especial, era um sinal, e digo sempre” o meu filho nasceu no dia de Nossa Senhora de Shoenstatt”. Percebi que não quis só isso para nós, mas que com esse acontecimento tão importante, estava a pedir-me que voltasse para Ela, que voltasse ao Santuário de Tupãrendá, a esse lugar que quando era pequena percorria e conhecia cada canto desse pedaço do céu. A sua imagem para mim era a minha infância, a sua imagem para mim era o meu lar, era a minha família. Via-a na minha casa, via-a em casa da minha avó e das minhas tias, cresci com o seu olhar sempre atento e forte. Como deixá-la e afastar-me, se Ela só estava preparando um caminho bonito para mim. Como boa Mãe do céu pensou em tudo, e fez-me voltar e não sozinha, mas acompanhada da minha família, o meu esposo e o meu filho.

Entregámo-nos por completo aos seus pedidos e a tudo o que tenha a ver com o Movimento. Decidimos em família dizer sempre SIM aos seus chamamentos, e este ano pudemos ter a primeira experiência de amor mais bonita de todas.

Um sonho, uma viagem e a companhia próxima da Mater

Há 8 anos que conheci o meu marido e a sua história de vida comoveu-me sempre porque a sua mãe vive nos EUA, foi para lá quando tinha 14 anos, e ao marido conheceu-o quando tinha 18 anos.  Toda a evolução da nossa relação, o nosso casamento, o nascimento do meu filho, a minha sogra acompanhou passo a passo graças à tecnologia atual. Ela seguia cada avanço e aprendizagem do Bruno, não perdia nada.. Cumprem-se 16 anos da ida da minha sogra para os EUA e desde que conheci o meu marido, sonhámos em poder viajar e poder vê-la não só a ela como à sua filha de 10 anos, a irmã que o meu marido não conhece porque já nasceu nos EUA.

Surgiu a possibilidade desta viagem, quando o meu cunhado (esposo da minha irmã mais nova) encontrou uma promoção relativamente barata para nós. O mal da promoção era que terminava nesse mesmo dia às 12h, e nós não disponhamos desse dinheiro em tão pouco tempo. Não sei o que se passou com o meu cunhado (seguramente Ela estava a tocá-lo no seu coração) que sem duvidar, disse “eu compro as passagens, e depois pagam-me”. Foi assim tal e qual. Arriscámos, e sem ter o visa americano, comprámos as passagens. A partir desse momento entregámos-lhe esta viagem, e pedimos-lhe com o coração nas mãos que nos ajudasse a conseguir o visa. Uma imagem que nunca vou esquecer é a do meu marido rezando ajoelhado no Santuário Jovem, de Asunción, durante muito tempo (tinha sido operado ao joelho há três meses), e eu sabia que era um esforço muito grande para ele.

Tínhamos muito medo porque a minha sogra, apesar de ter passado tanto tempo, continuava sem conseguir os documentos. O risco era grande. No dia da nossa entrevista, uma tia schoenstattiana disse-me que não fosse sozinha, que fossemos acompanhados da Mater, que a entregássemos a Ela, que se Ela quisesse, essa viagem ia realizar-se. Levei uma pequena imagem no bolso e entrámos. É difícil explicar mas comoveu-nos ver as coisas predispostas como só uma Mãe do céu pode fazer pelos seus filhos, tivemos uma ajuda divina, que só podia vir d’ Ela.

Um abraço de 16 anos de amor guardado

A partir daí, tudo foi emocionante até que chegou o dia em que a minha sogra e o meu marido se voltaram a abraçar depois de 16 longos anos. Toda a nossa família, amigos e a nossa família de Schoenstatt viveram expectantes esse encontro. Claro, não era uma viagem de férias qualquer, eram 16 anos de amor guardado, de beijos poupados, de abraços não dados… 16 anos de lágrimas derramadas e de dizer sempre “algum dia voltaremos a abraçar-nos”.

E assim Ela o quis. Prometemos ir a um Santuário de Schoenstatt nos EUA., fomos ao Santuário situado em Staten Island, em Nova Iorque e pudemos sentir aquilo que contam sempre os que já tiveram o privilégio de visitar outro santuário. Ela esperava-nos com os braços abertos, e como toda a mãe exigente fez-nos peregrinar até ali mas não nos foi nada fácil encontrá-la. Mas estava ali, linda, à nossa espera. O meu marido entregou-se completamente a Ela, foi uma imagem que ficará para sempre no meu coração e na minha mente; ajoelhado chorando, agradecendo à sua Mãe do céu por ter feito com que ele pudesse voltar a abraçar a sua mãe da terra.

Fonte: revista Tuparenda 11/12 2016

Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

Etiquetas: , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *