Colocado em 26. Outubro 2016 In Vida em Aliança

Corramos para…Belmonte

ROMA BELMONTE, Maria Fischer •

“Corramos para a cidade de David…” Por acaso o autor desta linda canção alemã de Natal se viu, alguma vez, no meio do colapso diário dos engarrafamentos do tráfico romano, olhando para o GPS que, mostrava como a hora de chegada indicada avançava, de modo, cada vez mais ameaçador para a hora do início da Missa de Aliança no Centro Internacional de Roma Belmonte, enquanto o copiloto dizia em voz alta: “rápido, rápido, rápido”? Fazendo caso omisso de todas as normas de trânsito não romanas, atravessávamos finalmente o portão de entrada do Centro, pontualmente, às 17h 30m, enquanto o copiloto pronunciava, provavelmente, o melhor elogio nunca antes obtido: “Isto foi à italiana”. Quarenta e cinco minutos desde o Vaticano, para-choques com para-choques, ou como o explicava o passageiro alemão: fisicamente não é possível que dois carros estejam em movimento no mesmo sítio na rua. Embora não fossem dois, pelo menos o nosso. Corremos. E, finalmente chegámos.

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Unidos a todos que se consagraram a Ti…

Corramos para Belmonte, é o que queríamos dizer às pessoas em todo o mundo que, de algum modo, se sentem profundamente vinculadas com este Santuário, especialmente, os Missionários da Mãe Peregrina das quarenta Ermidas na Argentina, Bolívia, Chile, Portugal, Áustria e Paraguai que, expressaram a sua vinculação a Belmonte enviando uma fotografia da sua Ermida para a Sala Pozzobon e, a todos os outros que ainda o farão. No nosso coração levávamos as 40.000 pessoas que celebraram em Tupãrenda a sua Aliança de Amor e os schoenstatteanos no Santuário Original, agradecemos pelos 10 anos do Colégio Monte Tabor em Madrid que ali celebraram esse dia, aos mais de 100 missionários da Mãe Peregrina que, nesse dia, selavam a sua Aliança de Amor na Sicília e, os muitos outros que, nesse dia selavam ou renovavam a Aliança de Amor. Através dela, Schoenstatt põe-se ao serviço da Igreja e do mundo, sempre de um modo novo.

O hall de entrada da Casa do Peregrino, Domus Pater Kentenich, estava muito iluminado e cerca de 50 schoenstatteanos italianos e amigos do Santuário rezavam o último mistério do Terço neste 18 de Outubro de 2016, o 18 de Outubro do Ano Santo da Misericórdia; ali em Roma, onde no Domingo anterior, o Santo Padre tinha canonizado sete pessoas, que foram testemunhas desta Misericórdia do Pai para com o próximo, cada um no seu modo de ser.

Os missionários da Mãe Peregrina trouxeram as suas Imagens, muitas delas adornadas de maneira muito bonita com Terços, coroas, flores. Andrea, chilena e membro do Instituto Secular de Nossa Senhora de Schoenstatt que trabalha em Austin, Estados Unidos e, que está em Roma a estudar durante este semestre, pôs a sua Imagem da Mãe Peregrina junto das outras, quando chegou, pouco depois da Primeira Leitura…o autocarro onde vinha também tinha estado metido no engarrafamento!

Os três sacerdotes que concelebraram, o Pe. Georg Egle, o Reitor, Pe. Daniel Lozano e o Pe. Simon Donnelly, vinham de três continentes: África, América e Europa. Entre os participantes da Missa de Aliança estavam brasileiros, uruguaios, chilenos, alemães…e, claro, italianos, muitos deles peregrinos diários do Santuário. No início da Missa, o Reitor, Pe. Daniel Lozano saudou, brevemente, todos os que tinham chegado.

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A Aliança de Amor

O Pe. Georg Egle presidiu a Santa Missa. A Homilia foi uma catequese concisa da Aliança de Amor nas suas dimensões de longitude, altura, profundidade e largura, tal como o Pe. Kentenich a explanou na Terceira Acta de Fundação em 18 de Outubro de 1944.

À frente do Altar estavam duas Talhas: uma da Costa Rica e outra do Chile. À esquerda do Altar, estava uma grande Imagem de Nossa Senhora; sobre a mesa em frente d’Ela, havia papelinhos para se escrever as contribuições ao Capital de Graças. De vez em quando, alguém se aproximava para escrever alguma coisa num dos papelinhos. Algo de graça, de contacto com o Céu e com os corações era perceptível sobre a comunidade que cantava e rezava. Ali, sentiu-se a Aliança de Amor, nesse momento concreto, foi um encontro profundamente pessoal, um compromisso pessoal, um envio pessoal.

Para renovar a Aliança de Amor, todos se dirigiram, em peregrinação, ao Santuário, cantando a canção Mãe Peregrina, enquanto o Santuário brilhava com o pôr-do-sol, num céu que já escurecia. Iam as Talhas com as contribuições ao Capital de Graças, as Imagens da Mãe Peregrina… Todos juntos renovaram a Aliança de Amor, naturalmente em italiano e, pelo meio, ouviam-se as palavras sussurradas em inglês, espanhol, alemão…

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Cultura do encontro

Alguns dos visitantes “internacionais” ficaram um bocado a conversar. Andrea do Chile estuda na mesma Universidade que o Pe. Rolando Montes de Cuba que, por causa do horário não pôde chegar a Belmonte. Ela gostaria de apresentar o Pe. Rolando aos outros sacerdotes, aos quais falou sobre Schoenstatt. O Pe. Simon Donnelly, da África do Sul, contava à Gertrud e ao Norbert Jehle da Alemanha, como viveu aqui a Bênção do Santuário e, eles falaram-lhe sobre a sua experiência durante a celebração da colocação da Primeira Pedra em Belmonte, na qual estiveram presentes.

Para alguns, a festa da Aliança acabou depois de uma viagem com muito menos aventuras, com passageiros sul-africanos, alemães e chilenos, em Pietrini, perto do Vaticano, com muitas ideias, sonhos e histórias de Belmonte e da sua missão e, com algumas fotografias do 18 de Outubro que do “Santuário de todos nós” foram enviadas a muitas partes do mundo via whatsapp! Corramos para Belmonte!

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Mais Fotografias:

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Original: alemão. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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