Colocado em 2016-07-13 In Vida em Aliança

Encontro surpresa com testemunhas da unidade

ALEMANHA, por Mons. Michael Gerber, bispo auxiliar de Friburgo •

A última celebração da Eucaristia numa capela que no futuro não será mais capela, é uma triste ocasião. Contudo esta celebração deu lugar a uma perspetiva totalmente inesperada…

Por mais de 60 anos, o seminário St. Pirmin em Sasbach próximo de Achern, Alemanha, serviu para que jovens obtivessem o seu bacharelato. Aproximadamente160 foram ordenados sacerdotes. Entre eles, os Padres de Schoenstatt Heinrich Walter, Franz Widmaier e muitos outros. Inspirados pelo Pe. Tillmann Beller, encarregado nesses anos da juventude masculina de Schoenstatt, chegaram a St. Pirmin e aprofundaram a sua relação com o mundo de Schoenstatt. Deste modo, Padres de Schoenstatt ou sacerdotes diocesanos de Schoenstatt tomaram importantes decisões na capela do seminário. Um belo lugar de férias, também para o Movimento de Schoenstatt. Na véspera da solenidade de São Pedro e São Paulo, realizou-se pela última vez uma celebração eucarística nesta capela. Nos últimos anos, o número de seminaristas deste “seminário menor” reduziu-se de tal maneira, que os responsáveis a nível diocesano decretaram o seu encerramento. Para muitas pessoas vinculadas a este lugar, foi motivo de tristeza. De qualquer modo permanecerá ativo como lugar de importância o colégio católico Sasbach. A escola “Heimschule Lender”, existente há algumas décadas e vinculada com St. Pirmin, tem cerca de mil alunos. Entre eles há alguns que pertencem à juventude de Schoenstatt.

De onde veio o relicário de São Vicente Pallotti?

Como sinal para que em outros lugares continue viva a experiência da Igreja e a preocupação por novas vocações, no final da Eucaristia foram entregues importantes elementos aos responsáveis desses lugares. Ao fazer-se o inventário encontrou-se um relicário de São Vicente Pallotti. Ninguém sabia exatamente como tinha chegado a Sasbach esta relíquia. Devido à importância que São Vicente Pallotti tem para Schoenstatt, perante o encerramento da capela era natural confiar esta relíquia ao Centro de Schoenstatt em Oberkirch, a poucos quilómetros de distância de Sasbach.

Pouco antes da entrega da relíquia, resolveu-se o mistério da sua origem. Acompanhava-a uma nota que explicava que, como hábito romano, o cardeal Bea tinha recebido o relicário pelos seus serviços para a canonização de São Vicente Pallotti. Augustin Bea, natural da região de Baden Riedböhringen, também tinha sido estudante em Sasbach e sendo cardeal, visitou o seu colégio em 1961. E nessa visita ofereceu esta relíquia ao seminário que tinha sido recentemente fundado.

 “Juntos pela Europa” na mira

Para os schoenstattianos presentes na cerimónia de encerramento do seminário, a celebração foi também um encontro com São Vicente Pallotti e com a pessoa do cardeal Augustin Bea. De Vicente Pallotti, o Movimento de Schoenstatt herdou, entre outras coisas,  a Confederação Apostólica Universal (CAU). O cardeal Bea, como pioneiro do ecumenismo, também tem um grande significado para nós, porque participou no processo de reconhecimento do Movimento de Schoenstatt dentro da Igreja e portanto, a responsabilidade de Schoenstatt no caminho da Igreja depois do Concilio Vaticano II. Foi como se estas duas grandes figuras da história da Igreja tenham querido estar presentes pouco antes do encontro do congresso “Juntos pela Europa” em Munique (www.together4europe.org ) neste atual processo.

Com gratidão receberam esta relíquia o ex-aluno de Sasbach e agora diretor diocesano do Movimento de Schoenstatt, Pe. Lukas Wehrle e a aluna e colaboradora da Juventude Feminina de Schoenstatt, Johanna Gerber. o lugar onde encontraram a vocação tantos schoenstattianos, foi novamente o lugar em que se tornou evidente a vocação de Schoenstatt pela unidade e comunhão entre todos.

Pallotti-Reliquie 1

Fotos: Roland Spether

Original: alemão. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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