Colocado em 24. Julho 2016 In Vida em Aliança

Belmonte: Uma interação das melhores forças e convicções da nova Igreja

Uma entrevista ao Pe. Christian Löhr, Instituto de Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt •

O que representa Belmonte?

160719_belmonte_foto_fischer_schoenstattorg-00Como schoenstattianos dizemos imediatamente: é a visão de futuro do nosso Pai e Fundador o Padre José Kentenich. Mas hoje, durante a nossa reunião com os colaboradores profissionais de recolha de fundos e comunicação, percebemos, como responsáveis das obras e do funcionamento, que há que examiná-la pormenorizadamente: O que é então esta visão de futuro? Esta é a pergunta: como é a Igreja “futura”? Como se pode reordenar a colaboração entre sacerdotes e laicos, de maneira que, estando uns ao serviços dos outros, se estimulem os carismas, para que a Igreja realmente se impregne deles e muitos possam partilhá-los e trazê-los.

Schoenstatt tem 200 santuários. Para que se necessita do Santuário de Belmonte?

O Santuário de Roma é realmente como o delta de um rio. As múltiplas correntes dos últimos anos e décadas, que estão também nos diferentes santuários filiais, culminam, confluem no Santuário de Roma, em Belmonte, encontram de novo a sua expressão original, ou seja, cada santuário filial deve-se reencontrar e refletir ali de novo. Ser uma abertura para a Igreja e o mundo: oferecemo-nos, tal como queria o Pe. Kentenich, à Igreja e ao mundo, para contribuir a dar forma à Igreja e ao mundo a partir do Santuário de Roma com a nossa original Aliança de Amor, quer dizer, com o que há de mais especial em Schoenstatt.

O Pe. Kentenich fala muito de uma Igreja renovada, de uma Igreja nova. O Santuário de Roma tem, neste sentido, uma missão especial?

A visão vinculada a isto é que, talvez pela primeira vez na história de Schoenstatt, em Belmonte torna-se visível, de maneira exemplar, o viver e atuar juntos de schoenstattianos de diferentes ramos e comunidades.

Ou seja, existe a esperança de que aqui se estabeleça muita vida, que não dependa tanto das estruturas dos ramos e comunidades, mas que aqui chegue o melhor dos diferentes ramos e comunidades numa colaboração e convivência exemplar visível e fecunda para todos, tanto para os que passem por aqui como hóspedes, como para os que permaneçam mais tempo, e assim esta presença de diferentes schoenstattianos se converta também num presente para a igreja universal.

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Reunião dos responsáveis das obras e funcionamento com os colaboradores profissionais de recolha de fundos e comunicação: Martin Emge, Hans-Martin Zipfel, Torsten Schmotz, Maria Fischer, Christian Maria Löhr, Peter Lauer (de izq.)

Palavra chave: universal. Falamos do Centro Internacional de Schoenstatt em Roma. Na sua opinião em que se reconhece o internacional de Belmonte?

Não se trata de um santuário individual situado no centro, mas que Belmonte é efetivamente o lugar onde se encontram as nações, as filiais, numa interação das melhores forças e convicções e onde se enriquecem reciprocamente com grande intensidade. Não se trata de que se extinga algum carisma, mas de chegar a um grande enriquecimento através do contacto de uns com os outros.

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Hoje falou-se que a Domus Pater Kentenich se inaugurará (possivelmente) em 1 de janeiro de 2017. Qual é o seu desejo para 1 de janeiro de 2018?

Seria bonito que, passado um ano, houvesse uma pequena e boa permanência – o reitor da casa, uma pequena comunidade de Irmãs de Maria, talvez também os Padres de Schoenstatt, tenham uma pequena permanência. Mas também que viessem por uns dias, um mês ou mais tempo, estudantes que vêm a Roma ou outros schoenstattianos para conviver e que cada um, individualmente, deixasse a sua marca em Belmonte no tempo em que permaneçam aqui. Também os hóspedes, que cá venham, por exemplo, de dois em dois anos, experimentem em Belmonte cada vez mais a igreja nova através dos schoenstattianos que aqui estejam presentes. Essa seria a minha visão favorita!

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Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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