Colocado em 2016-05-17 In Seminário de Comunicação Kentenijiana, Vida em Aliança

Primeiro Encontro de Comunicação kentenijiana

PARAGUAY, por Sandra Lezcano •

A casa de retiros José Kentenich, próxima do Santuário de Schoenstatt de Tupãrenda – situada entre as cidades de Itauguá e Ypacaraí – foi sede do primeiro Encontro de Comunicação Kentenijiana no qual participaram comunicadores schoenstattianos da Alemanha, Brasil, Chile e Paraguai.

O Encontro foi inspirado e levado a cabo como celebração do centésimo aniversário da revista MTA – criada pelo Padre José Kentenich – e baseado na tese da licenciada em comunicação Maria Fischer. Realizou-se nos dias 29 e 30 de abril e 1 de maio.

É um sonho tornado realidade, desejado há muito tempo. O P. Juan Pablo Catoggio, presidente da Presidência Geral de Schoenstatt expressou o seguinte na sua mensagem dirigida aos participantes:

13125030_592896947531541_1617176622486001758_n“Alegro-me que realizem este Encontro de comunicação kentenijiana. Quero felicitar e encorajar, por esta iniciativa, a todos os que participam e a todos os que a tornam possível.

Muitas vezes magoa-nos que Schoenstatt e a mensagem do Padre Kentenich não sejam mais conhecidos. E, na verdade, deve-nos magoar. E, sobretudo, deve-nos fazer refletir sobre os caminhos da comunicação de hoje em dia. Temos muito que dizer e não sabemos como fazê-lo.

A história da fé é a história da sua transmissão e comunicação: o próprio Jesus comunica-nos a Palavra do Pai, é a “Boa Nova” que os evangelistas e apóstolos – os “mensageiros e “enviados” – difundiram por toda a terra. Por isso, São Paulo pergunta: “Como, pois, invocarão aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?”(Rom 10,14).

Sem dúvida temos de estar convencidos para transmitir a nossa mensagem, mas também temos de ser convincentes. Isso exige uma atitude, mas também saber como fazê-lo”.

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P. Antonio Cosp, impulsionador do Encontro

Comunicar vida

María Fischer soube transmitir aos participantes quais são os pilares da comunicação kentenijiana. Explicou que se trata de um modelo de comunicação que, para além de transmitir uma ideia, deve transmitir vida, entusiasmo.

Falou-se da importância de um comunicador estar plenamente convencido do que diz, do que sente. O seu entusiasmo é o que dará ou não resultado. Sempre respeitando a liberdade do outro de aceitar ou não a sua ideia ou contributo.

O P. Antonio Cosp comentou durante a conversa: “O entusiasmo é divinização, é um espírito de alegria, é algo divino que se transmite ao outro”.

Para contagiar este entusiasmo é preciso experimentá-lo primeiro e depois saber transmiti-lo. A comunicação que faz nascer vida deve levar os outros a fazer a mesma experiência. Então, conseguir-se-á um resultado positivo.

No se pode comunicar algo que não motiva, que não entusiasma o próprio comunicador.

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O Padre Kentenich: o melhor modelo de comunicador

A motivação do Padre Kentenich para fundar a revista MTA foi a sua reação à necessidade de uma mudança.

O Padre Kentenich foi descobrindo que o coração dos primeiros congregados ardia por distintos motivos: alguns, pela comunicação, outros pela missão, outros pela oração. A riqueza de Schoenstatt dava-lhes a liberdade de que cada um trouxesse o seu entusiasmo para o que o apaixonava. E isto continua a ser assim.

Durante a guerra surgiu a necessidade de encontrar um meio de comunicação que permitisse manter os laços entre os jovens e Schoenstatt. O Padre Kentenich não perdeu tempo esperando tempos melhores ou que terminasse a guerra. Começou a escrever cartas aos soldados e foram estas cartas e as suas respostas as que depois dariam forma à revista MTA.

Sabe-se que o Padre Kentenich, em dois anos, chegou a receber cerca de quinze mil cartas dos jovens congregados,.

É esta experiência que procura novamente hoje o comunicador schoenstattiano: despertar vida através das vivências de outros. Encurtar distâncias por meio dos artigos que nos levam a experimentar situações vividas por schoenstattianos e não schoenstattianos em distintas partes do mundo.

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Ecos do encontro

No encerramento do encontro os participantes foram expressando algo do que levavam consigo depois desta primeira jornada vivida em Tupãrenda. A seguir, alguns destes ecos:

“O desafio de imitar o Pai Fundador, ele era o centro da comunicação, era o coração da comunicação. Transmitia a mensagem de todos sem alterar a essência dos outros. Respeitava o entusiasmo de cada um”.

“Emocionou-me a misericórdia do Padre Kentenich. Pude perceber um forte poder. Respeitava as expressões dos seus filhos espirituais mesmo que contrariassem a sua ideia predileta”.

“Encontro na comunicação kentenijiana uma estratégia de liberdade e amor. Sem excluir ninguém”.

“O Padre Kentenich converteu a revista MTA numa carícia da Mater para quem a recebia”.

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Uma comunicação que respeita a liberdade do outro

Na comunicação kentenijiana não se grita, não se impõem ideias.

Não se transmite como uma verdade absoluta, mas como algo experimentado por mim ou por outra pessoa. É importante que esta comunicação mantenha um interesse pessoal, que seja capaz de ver una nova ideia de importância nas coisas, e estar plenamente convencidos de que por trás de cada pessoa há uma história vinculada com Deus.

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Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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