Colocado em 2015-09-02 In Vida em Aliança

Entrevista do Pe. Juan Pablo Catoggio com a ACIprensa: Os desafios a 100 anos da fundação de Schoenstatt

Entrevista com a ACIprensa, publicado em 25 de agosto, por Martha Calderón e Walter Sánchez Silva •

Na primeira entrevista que concede logo a seguir à sua eleição como Superior Geral dos Padres de Schoenstatt, o sacerdote argentino de 61 anos, Pe. Juan Pablo Catoggio, fala dos desafios desta família espiritual marcada por um profundo amor à Virgem Maria e que está presente em mais de 90 países.

O sacerdote argentino, o segundo latino-americano no cargo, sucede ao Pe. Henrich Walter, o qual presidiu à instituição durante 12 anos.

Em diálogo com a ACI Prensa em Schoenstatt (Alemanha), comenta que a sua eleição o surpreendeu porque “não o esperava, não o procurava. Em segundo lugar, também me assustei um pouco com a tarefa, mas confio que Deus dá as forças e as graças necessárias para as tarefas que Ele nos confia”.

Sobre o centenário desta família espiritual celebrado em 2014, o Pe. Catoggio afirma que este é um tempo de “renovação no espírito do fundador, no seu carisma, na sua missão. Foi uma experiência de internacionalidade. Nunca o movimento se tinha reunido de modo tão multiforme e tão colorido, com representantes de tantos países, de tantas culturas, de tantos lugares novos” como a Índia e alguns lugares de África. “Depois de 100 anos Schoenstatt tem um rosto novo, uma geografia nova”.

O Superior Geral recorda que “Schoenstatt nasceu com um acontecimento, não foi uma decisão ou um projeto de gabinete do Padre (José) Kentenich, o fundador, mas sim o resultado de um processo de vida, de uma irrupção do Espírito Santo, de um acontecimento da graça que nós chamamos: ‘a aliança de amor com Maria’. O Pe. (José) Kentenich, o fundador, era um homem que, permanentemente, buscava a vontade de Deus. Para ele a vontade de Deus não era uma verdade para contemplar mas sim um plano que tinha que se descobrir e realizar”.

Para o fundador, continuou o sacerdote “o amor a Maria não era simplesmente um deixar-se mimar pela Virgem, para ele sempre teve o carácter de um compromisso mútuo. Por isso dizemos em Schoenstatt, chamamos à consagração de Maria, aliança de amor. Uma aliança, recíproca, mútua. ‘Nada sem ti, nada sem nós’ dizemos muitas vezes em Schoenstatt.

Isto, prosseguiu, “é um intercâmbio onde há um compromisso mútuo, que é amor por amor, que é compromisso por compromisso e onde, portanto, esse amor a Maria não é simplesmente afetivo e devocional mas tem também consequências na vida”.

“Tem consequências pedagógicas, digamos, porque transforma a nossa vida, deixamo-nos educar por Maria, que quer sempre plasmar Cristo em nós e que quer que o Evangelho se torne vida em nós”.

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O Santuário de Schoenstatt

Schoenstatt foi fundado em 18 de outubro de 1914 pelo Pe. Kentenich e um pequeno grupo de seminaristas do antigo seminário dos padres palotinos como um caminho de renovação espiritual dentro da Igreja Católica. O nome do movimento vem de uma pequena aldeia que faz parte da vila de Vallendar, próximo de Coblenza, Alemanha, na qual fica o Santuário Original de Schoenstatt que se converteu num lugar de peregrinação mundial.

O Pe. Catoggio explicou à ACI Prensa que “o Santuário não foi uma decisão estratégica ou uma genialidade de ‘marketing’ do Pe. Kentenich. Realmente ajuda bastante a identificar Schoenstatt em todos os lugares, mas é algo muito mais profundo do que isso”.

“O santuário é o nosso mistério, se podemos dizer assim, o Santuário é a fonte de graças porque foi ali que Maria se estabeleceu, de onde nos chama e é a partir dali que a nossa espiritualidade e toda a nossa força para a missão e para o apostolado se alimentam”.

Portanto, continua, “a rede de santuários, que não surgiu desde o começo, aconteceu porque a vida se foi manifestando assim e se foi abrindo ou foram mostrados novos caminhos. Na América do Sul, concretamente no Uruguai, foi onde surgiu a iniciativa das irmãs de Maria de construir uma réplica exata do santuário original”.

“Quando o fundador, estando no campo de concentração, soube disto, apoiou-o de imediato. Além disso descobriu que não era estratégia, mas que era estratégia de Deus, que Deus queria realmente oferecer este presente, este carisma de Schoenstatt ao mundo inteiro, precisamente através dos santuários, porque sem santuários não se pode entender Schoenstatt”.

ESO Pe. Cotaggio disse que “essa Igreja, pela qual o Pe. Kentenich viveu, morreu, trabalhou, sofreu, sonhou, é a Igreja que o Papa Francisco nos propõe a que ele tem no seu coração, a que anuncia por todo o lado e por isso creio que o encontro com ele (no dia 26 de outubro na Sala Paulo VI no Vaticano) foi um encontro de compromisso, com ele, com a Igreja e foi um encontro de envio. De um envio”.

“Creio que o maior fruto dessas celebrações, do encontro com ele, é que a partir das nossas origens, a partir da nossa fonte, temos que estar em saída”.

Para concluir, o novo superior geral dos Padres de Schoenstatt disse à ACI Prensa que “usando as palavras do Papa, temos que sair ao encontro de todos. Schoenstatt em saída, é um ‘pouco a palavra que entendemos agora como nosso programa”.

Fonte: Aciprensa

Todas as fotos: Perfil de Facebook do Capitulo Geral dos Padres de Schoenstatt

Nota: corrigimos o erro no nome do Pe. Juan Pablo Catoggio.

Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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