Colocado em 2020-01-25 In Projetos

Celebrando os frutos do ano

URUGUAI, através de  www.providencia.org.uy •

Antes das longas férias de verão, foi realizada a cerimónia de encerramento do ano no Liceu Providência em Montevideu, Uruguai, e a formatura dos alunos que terminaram o ciclo básico no Liceu Providência. No total, em 2019, 645 crianças e jovens foram acompanhados nos cinco programas educacionais da escola.—

Juntamente com as famílias dos 180 alunos do liceu, partilhámos um momento para agradecer e celebrar as realizações partilhadas, e para nos despedirmos e felicitarmos os 60 alunos que se formaram no final do ciclo básico. “Famílias, professores, alunos, todos estavam lá, e nós estávamos muito emocionados e divertimos-nos muito”, partilhou Aldana do primeiro ano do liceu.

Durante a cerimónia de encerramento, “retomámos o lema potenciador que orientou os nossos projectos e desafios académicos durante 2019: voar alto“, diz Marcos Tambesco, um aluno do segundo ano do liceu. Para isso, no último dia de aulas tiveram um espaço para parar e reflectir e partilharem as suas realizações. “Pedimos às crianças que escrevessem num pedaço de papel o que achavam que tinha sido o seu êxito pessoal, algo que tinham conseguido e, ao mesmo tempo, procurámos juntos as realizações que eram de todos nós”, explica Marcos.

 

Durante o evento, partilhámos com educadores, alunos e famílias cada um destes objectivos alcançados, para os celebrar e partilhar com alegria. “Voamos alto cada vez que nos levantamos cedo e que, apesar da chuva, do cansaço ou da falta de vontade, fomos, cumprimos, participámos, e esse já foi o primeiro passo para voar alto. Já o víamos como uma conquista, e depois avançámos e passámos por cada uma das áreas. Nos desportos, quando jogávamos futebol, no atletismo, nas olimpíadas de matemática, entre muitos outros espaços onde soubemos dar o nosso melhor para voarmos alto e nos superarmos a nós próprios”, diz Marcos.

Além disso, aproveitámos um momento para partilhar os projectos que foram reconhecidos por outras instituições: o Prémio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos Monsenhor Oscar Arnulfo Romero, pelo nosso projecto transversal de participação, e o prémio de Educação Solidária 2019, durante a Jornada Nacional de Aprendizagem e Serviço Solidário do Uruguai, o nosso projecto ambiental “Triciclo”.

“Concentrámos-nos na revisão dessas realizações e em pedir às crianças para se levantarem durante o evento se tinham participado nalgum desses projectos”. A ideia era poder aplaudir, reconhecer que valeu a pena e agora é hora de todos nós, famílias, estudantes, educadores, reconhecermos isso e celebrarmos ter assumido o desafio de caminharmos juntos e alcançarmos os nossos objectivos”, explica Marcos.

 

Êxitos de todos e partilhados por todos

Depois, houve um momento para reconhecer as realizações pessoais. “Através do voto dos membros da escola, reconhecemos os esforços individuais através da atribuição de diplomas a um aluno por geração: pelo desempenho académico e pela atitude Provi. Este último é para aqueles que, apesar de terem diferentes desafios diários que dificultam a passagem pela escola, conseguiram alcançar a meta, por isso é uma recompensa pela perseverança”, explica Marcos.

Por sua vez, foi concedido um diploma a todos os alunos que não tiveram faltas durante o ano, valorizando a responsabilidade, a perseverança, o estar e o cumprir sempre, e um reconhecimento final aos alunos que se destacaram pela sua atitude de serviço, àqueles que em situações quotidianas estão atentos ao apoio aos seus pares e às diversas actividades propostas. “Aplaudimos tudo o que fizemos durante o ano, nós, as outras classes e o que cada um havia conseguido”, partilha Aldana.

Foi um momento vivido com muita alegria, e particularmente para os alunos que estão a terminar o terceiro ano do liceu, terminando uma etapa e iniciando uma nova. “É a minha vez de partir e tenho de enfrentar novos desafios. Dizemos-lhes que o Provi está disponível, que o Centro Juvenil está lá e que estaremos aqui sempre que eles precisarem, mas agora é a vez deles voarem alto noutros lugares”, diz Marcos. “O encerramento foi muito bom, quase comecei a chorar, porque vou sentir falta dos meus colegas durante o verão, e dos alunos do terceiro ano que provavelmente não vou ver tanto, embora eu espere que eles venham visitar o Provi com frequência”, partilha Aldana.

A cerimónia de encerramento e formatura é um momento fundamental para agradecer a todos os membros da comunidade pela sua contribuição na construção do nosso centro educativo. “Provi é para aqueles que passaram, para aqueles que estão e para aqueles que virão. Estamos juntos, somos família, estamos em constante comunicação com educadores, alunos e famílias, e é graças ao trabalho em rede e em equipa que Providência trabalha e que hoje celebrámos as muitas conquistas que nos propusemos fazer e que alcançámos. A base é o trabalho de equipa”, conclui Marcos.

 

Tornar a participação visível como um direito humano

Este ano recebemos da Organização dos Estados Ibero-Americanos o Prémio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos Monsenhor Oscar Arnulfo Romero pelo nosso projecto de participação transversal.

Em Novembro, estudantes e educadores participaram na terceira edição da atribuição dos prémios, realizada na Câmara Municipal de Canelones, onde diferentes centros educativos e ONGs foram reconhecidos pelas suas práticas de convivência, inclusão e promoção dos direitos humanos, incentivando o intercâmbio. Com base neste reconhecimento, a assistente social do Liceu e responsável pelo projecto de participação, Carolina Naya, foi ao México para representar o Centro Educativo Providencia. “Consistiu na participação no Seminário Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos. Uma jornada de intercâmbio entre os projectos vencedores a nível nacional e um segundo dia de atribuição de prémios para os vencedores internacionais e exposições sobre o tema”, explica Carolina.

A participação neste encontro internacional é uma grande oportunidade para continuar a aprofundar e a crescer na promoção dos direitos humanos. “Para entender as diversas realidades da América Latina, a necessidade de adaptar os projectos ao contexto, de trabalhar em rede, de enriquecer experiências com conteúdos que dêem explicação e sentido”, diz Carolina.

 

Levar a aprendizagem a todos

É uma oportunidade de partilhar com outras instituições educativas de diferentes partes do mundo as nossas práticas, “para apresentar a nível internacional uma das experiências desenvolvidas no Providência, para partilhar materiais teórico-metodológicos e experiências inovadoras que contribuem e enriquecem o nosso trabalho diário”, explica Carolina.

É um reconhecimento do esforço diário da escola para motivar os alunos e promover o exercício do direito à participação. “A nossa contribuição é partilhar uma nova experiência, que se realiza numa realidade diferente, que nos permite visualizar um direito fundamental, como o direito de participar e exercer a democracia, muitas vezes invisível ou não explícito nas propostas educativas sobre direitos humanos”, explica Carolina.

Este reconhecimento encoraja-nos a continuar a crescer profissionalizando os mecanismos que explicitam o exercício dos direitos humanos, fortalecendo a aprendizagem que acompanhará os alunos ao longo das suas vidas no exercício da sua cidadania. “Queremos continuar a crescer nas definições teórico-metodológicas, a fortalecer os espaços já definidos para o projecto, a articular melhor o projecto ao nível de todos os programas e a gerar novos espaços”, conclui Carolina.

 

Fonte: www.providencia.org.uy

 

Original: espanhol (23/1/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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