Colocado em 14. Setembro 2018 In obras de misericórdia, Projetos

“Cozinharemos para a prisão do Pe. Pedro”

PARAGUAI, María Fischer •

Cozinharemos para a prisão do Pe. Pedro” -é uma frase quase convertida em lema antes da visita do Pe. Pedro Kuehlcke em Villarrica. “Não é minha prisão nem vim para visitá-la, mas sim como assessor de Villarrica, comentou ele, embora que as vezes o Pe. Kuehlcke visita a prisão para menores. Para Villarrica as vezes enviam jovens da prisão de menores de Itauguá, perto do Santuário de Tupãrenda, onde ele é capelão e “Pa’i” e muito mais. O envio é uma forma de castigar os jovens por infrações cometidas. Ficam a cem quilômetros de suas famílias, privados dos vínculos e das esperanças que a Pastoral Carcerária “Visitación de María”fornece mediante o Pe. Pedro e uma equipe fiel e comprometida. O Pe. Pedro busca “seus” jovens também em Villarrica. —

Foi assim como os missioneiros da Campanha do Terço de Villarrica decidiram contribuir, e com o Pe. Pedro, a Auxiliar, muita comida e mais amor foram ao Centro Educativo “El Sembrador”, de Villarrica.

E como não pode ser de outra maneira, ocorreram encontros. Um jovem, depois de mais de um ano, lembra-se do Pe. Pedro, e se nota que o encontro de tanto tempo atrás ficou gravado no coração como algo bom, algo que dá animo em meio de tanta miséria. “Talvez a única boa memória de sua vida”, disse Pe. Pedro. De repente, apareceram dois jovens que ele conhece, e bem: estavam em Itauguá, saíram, porém caíram de novo no círculo vicioso de fome, abandono, roubo e prisão – só que esta vez primeiro para uma prisão de maiores, depois a prisão de menores em Villarrica.

“Eu fui seu sacristão em Tupãrenda”

Enquanto isso, o Pe. Pedro me conta do reencontro, da alegria e desespero de ambos, e daquele outro jovem que esteve alguns meses na Casa Madre de Tupãrenda e que voltou a cair nas drogas e na criminalidade, e ao vê-lo, disse com alegria: “Eu fui seu sacristão em Tupãrenda”, não posso evitar pensar no Bom Pastor que vai as periferias reais para buscar ao mais abandonados, rejeitado e esquecidos.

“Quando vamos celebrar as primeiras Alianças de Amor destes jovens?”, perguntei. “Quando a Mãe assim disponha”, respondeu.

Se a Aliança de Amor é algo assim como um grande abraço, então já temos centenas alianças e os missioneiros de Villarrica criam uma verdadeira cultura de aliança.

 

Original: Espanhol, 17.08.2018. Tradução: João Pozzobon, Santa Maria, Brasil.

 

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