Colocado em 2015-08-25 In Dequeni, Projetos

Os presidentes sonham para Dequení…

PARAGUAY, revista jubilar de Dequeni •

Dequení completa 30 anos, e ao longo de sua história, quatro presidentes lideraram seu conselho diretivo: Alberto Sallustro, Alberto Gross Brown, Fernando Talavera e Beltrán Macchi. Este é um momento especial. Dequení os convida a um encontro com as crianças na “Casa de Acolhida”, e eles compartilham emoções e experiência. São empresários, mas em Dequení são, antes que nada, voluntários.

Alberto Sallustro é presidente de Sallustro y Cía. “Tenho 5 filhos, 10 netos e, em Dequení, muitas crianças” nos conta “Babbio” com uma alegria que irradia satisfação. Quando fala sobre o início de Dequení, lembra de sua esposa Ivonne. É que Dequení, assim como seus filhos, os une na dedicação.

“O Senhor tocou meu coração. Ingressamos ao Movimento de Schoenstatt em 1984, e com monsenhor Claudio Giménez e os jovens da rama masculina e feminina iniciamos Dequení, primeiro em frente à Universidade Católica (no centro de Asunción) com as crianças que “cuidavam” carros; depois, em Eusebio Ayala e Calle Última, na paróquia Medalha Milagrosa”. Babbio foi presidente da Fundação durante 15 anos.

Alberto Gross Brown é engenheiro e lidera a empresa de construções AGB. Uniu-se a Dequení quando o convidaram a uma reunião de apresentação da Fundação. “Nunca mais me fui”, comentou. “Para mim foi uma bênção encontrar-me com Dequení. Estive 8 anos como presidente num período de transição, tínhamos que transformar uma iniciativa mantida principalmente por uma família (os Sallustro) em uma organização de propriedade da sociedade paraguaia. Foi uma linda experiência”.

Seguiu-lhe no cargo outro engenheiro, Fernando Talavera, sócio da empresa Talavera & Ortellado. Fernando foi presidente do conselho durante 4 anos, apesar de que com sua esposa Verónica levam mais de 16 anos como voluntários. “Foram momentos muito lindos. A fundação foi “um cabo a terra” para mim que me permitiu entender que, além de minha empresa, tinha outras coisas pelas quais trabalhar”.

O atual presidente da Fundação é Beltrán Macchi. Ele também é Presidente da Câmara de Comércio e membro do diretório de Visión Banco, tem uma ampla trajetória em organizações civis e de Igreja. “Tenho 5 anos a frente da Fundação, e outros tantos de participar no conselho diretivo”. A experiência que vive em Dequení o simplifica em “voltar a empreender”. Renovar atividades, como a Caminhada da Solidariedade ou a Cena de Pão e Vinho como espaços de solidariedade têm sido desafios numa Fundação que, em 30 anos, teve que renovar-se e adaptar-se constantemente.

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Trabalhar no conselho de Dequení como voluntário

Em distintos momentos da organização, cada um deles assumiu importantes desafios. Porque Dequení enfrenta-se diariamente com “não abastecer”. A pobreza afeta a mais famílias do que podemos alcançar. Partindo de seu conselho, a Fundação se mobiliza com a vontade e a solidariedade das pessoas.

“Certamente, Dequení requer dedicação, mas o mais importante é acompanhar as pessoas”, destaca Babbio sobre o trabalho voluntário dos integrantes do conselho. “A pobreza dói em mim, e em Dequení sinto-me útil ao ajudar as pessoas”.

A experiência de Alberto Gross também foi de grande entrega: “Dediquei muito tempo a Fundação por motivos pessoais; eu diria que foi o melhor que me aconteceu”. Alberto sente-se agradecido pelo apoio que recebeu de diferentes setores da sociedade para fortalecer a Fundação institucionalmente.

Para Fernando Talavera, os voluntários devem assumir um compromisso. “Creio no voluntariado responsável, no rol que cada um ocupe. Ser presidente de Dequení é um lindo labor, exige compromisso, mas tem seu pagamento de satisfação multiplicada”.

“O voluntariado em Dequení tem uma força extraordinária para sustentar a fundação” enfatiza Beltrán. “Talvez, o ativo mais importante que tem seja este. O voluntariado é o que move o mundo e a Dequení de maneira muito particular”.

A estes empresários os une um sonho de país e Dequení é o lugar onde trabalham em comum. A pergunta foi: O que sonham para Dequení?

  • “Sonho com uma fundação fortalecida, com maior alcance, não somente diretamente às crianças, mas também capaz de mostrar o caminho a outras organizações, ou ao Governo. O desenvolvimento social não tem apenas que ver com obter receitas, mas também, com ter capacidade de empreender e desenvolver seu potencial como pessoas”. – Beltrán Macchi.
  • “Pode-se superar a pobreza. Meu sonho para Dequení é que as pessoas em situação de pobreza possam realizar seus sonhos, suas esperanças e desejos e que não exista mais pobreza em Paraguay”. – Babbio Sallustro.
  • “Sonho para Dequení que siga crescendo, em qualidade e quantidade. Sonho que deixe nas pessoas marcas para bem e com o tempo, uma marca muito profunda no país”. – Alberto Gross Brown.
  • “Meu anseio é que a Fundação deixe de ser tão necessária, porque conseguimos repercutir nas políticas públicas, de maneira tal que o Estado assuma o rol que lhe corresponde na educação e formação de nossos filhos”. – Fernando Talavera.

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