Colocado em 2020-06-08 In Casa Mãe de Tuparendá, obras de misericórdia, pastoral prisional

A visita ao Vaticano tem implicações cada vez mais amplas…

SCHOENSTATT SOCIAL, Maria Fischer  

“A visita ao Vaticano tem implicações cada vez mais vastas…” escreve o Padre Pedro Kühlcke. A visita ao Vaticano ocorreu quando ele foi convidado para o Encontro Internacional da Pastoral Carcerária Católica através de Pamela Fabiano do Dicastério do Serviço de Desenvolvimento Humano Integral. Durante a audiência final com o Papa, deu-lhe o livro “Liberdade na Prisão”, no qual descreve as suas experiências com a pedagogia do Padre Kentenich no seu trabalho na prisão. Os textos do livro estão disponíveis em cinco línguas no site schoenstatt.org. A sua presença no Vaticano teve outra consequência: foi entrevistado por um jornalista do Vatican News. Esta entrevista, com o título “Descubro Jesus em cada jovem na prisão“, tem implicações cada vez mais vastas. —

Por exemplo, tem implicações na Áustria, especificamente na revista das Obras Missionárias Pontifícias allewelt (em todo o mundo), na qual a mesma jornalista Ines Schaberger também escreve. O Vatican News autorizou a publicação em allewelt de excertos da entrevista.

É assim que os austríacos conhecem agora estes jovens da classe mais pobre do Paraguai que acabam num reformatório, porque a fome e o abandono os transformaram em ladrões. Estes jovens, cujos pais desapareceram frequentemente e cujas mães trabalham nalgum país estrangeiro ou estão também na prisão e que, na idade em que outras crianças recebem a sua primeira Playstation, estão na rua e têm de sobreviver.

Jovens com cicatrizes no corpo e na alma. Jovens que anseiam fortemente por outra vida, jovens para quem um pacote de cacau é um tesouro que esperam semana após semana, e que respondem a um abraço com um sorriso tão brilhante, tão sincero e puro, que é imediatamente guardado nos seus corações para sempre, porque Deus, sem dúvida, também os guarda no seu coração. Em cada jovem na prisão descubro Jesus, diz o Pe. Pedro. Eu também. E todos aqueles que vão com o Pe. Pedro Kühlcke à prisão todas as semanas o dizem.

Na entrevista, naturalmente, falou-se também do que vem depois da Pastoral Prisional e que, na realidade, faz simplesmente parte dela: a preocupação com os jovens que saem da prisão e querem começar uma nova vida. A Casa Mãe em Tupãrenda é o seu objectivo e a resposta do Padre Pedro à sua pergunta: O que vou fazer a seguir? Estarei de novo totalmente só?

 

Casa Madre de Tupãrenda

Eles resistiram

“A sua situação foi alterada pelo Coronavírus. Através do site deduzi que o centro teve de fechar em Março. Como evoluiu a situação? Tem uma ideia de quando vai reabrir e como estão os jovens que estavam no seu programa de formação? E como estão eles nesta situação?”.

“Quando os dois primeiros casos de COVID-19 foram confirmados no Paraguai no início de Março, o governo adoptou imediatamente medidas de quarentena severas e fechámos o nosso Centro como medida de precaução. Mantemos o contacto diário com todos os jovens, apoiando-os com chamadas, comida ou dinheiro. É surpreendente que, até agora, quase todos tenham resistido bem, embora não possam vir ao nosso Centro. Um sinal de que connosco aprenderam muito para as suas vidas e que os “cuidados de longa distância” são importantes. Queremos retomar o programa pouco a pouco e fazer máscaras na área da costura. É um grande desafio para nós, continuarmos a financiar o programa nestas circunstâncias”, diz o Pe. Pedro Kühlcke.

Entretanto, os primeiros jovens regressaram à Casa Mãe de Tupãrenda. Esperemos que em breve os jovens que se encontram na prisão possam ser visitados e haverá sempre pessoas que continuarão a apoiar o Padre Pedro, a equipa da Pastoral Prisional e os colaboradores da Casa Mãe de Tupãrenda e, sobretudo, os jovens, com contribuições para o Capital de Graças e sim, também com donativos.

 

 

Fonte: Revista das Obras Missionárias Pontifícias, “allewelt”, Áustria, https://www.missio.at/alle-welt/ . O Vatican News autorizou a publicação da entrevista original em “allewelt”, sob o título “Perguntas para Todos”. A reprodução em schoenstatt.org foi feita com a gentil permissão da autora.

“Por que devo cuidar-me, se não quero ou não posso servir os outros?” pergunta-se a freira. “Se eu não estivesse na prisão, a minha vida consagrada não faria sentido.”

Foi o que disse uma freira espanhola numa entrevista. Durante os meses de confinamento devido ao Coronavírus, ela preferiu permanecer no seu pequeno gabinete na prisão de mulheres do que no seu convento. Embora o Pe. Pedro não estivesse na prisão, não precisa de dizer expressamente que teria preferido ficar com os “seus” rapazes.

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Para fazer donativos – pois realmente precisam:

 


Para transferências bancárias

Nome: Schönstatt-Patres International e. V.
IBAN: DE91 4006 0265 0003 1616 26
BIC/SWIFT: GENODEM1DKM

Ao cuidado de: Pe. Pedro Kühlcke, Casa Mãe de Tupãrenda

 

Original: alemão (2/6/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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