Colocado em 17. Maio 2019 In Missões

Alimentados pelo seu amor, loucos por Schoenstatt!

ARGENTINA, Priscila Farías e Nacho Sanguinetti •

Na Semana Santa, um grupo de jovens deixa tudo de lado para viver as Missões Universitárias “Ita Pater, Ita Mater” – MUIPIM -.

As missões universitárias pertencem ao Movimento Apostólico de Schoenstatt. Os jovens desta comunidade se refugiam durante a Semana Santa em diferentes partes do interior do Chaco para viver e sentir uma Semana Santa diferente, longe da vida cotidiana e próxima de Deus. A base das missões universitárias, não está radicada nas atividades que os jovens realizam dentro da escola, mas o mais importante é a saída “Aliança na saída” porque o primeiro objetivo é levar Jesus e Maria pelas ruas e casas dos povoados.

Este ano, os jovens visitaram para o terceiro e último ano consecutivo os locais de San Ramón, Maria Auxiliadora e Campo Grande de  Colônia Elisa, localizada cerca de 88 quilômetros da capital do Chaco, desde Quarta-feira 17 de Abril até o domingo de Páscoa.

Missionando em Campo Grande

Deixar o conforto e o dia a dia

Os missionários durante essa semana moram nas escolas da região, onde dormem, cozinham e passam os dias procurando e compartilhando o sentido da Páscoa e o espírito da ressurreição que tanto marcam esses dias. Com a particularidade de que, neste ano, muitos jovens, levaram bicicletas para fazer seu recorrido do dia, e armam barracas para tirar uma soneca reparadora, e logo continuar missionando. Também no tempo livre, as crianças das comunidades eram convidadas a brincar, com jogos organizados pelos missionários e sem esquecer os almoços e lanches compartilhados com eles.

O serviço torna-se carne e a entrega realidade, quando esse sangue jovem é encorajado a deixar o conforto e o cotidiano para ir a lugares desconhecidos, com confiança em Deus e procurando transmitir só um pouco do amor que eles mesmos recebem .

 

Missionando em San Ramón

Um toque de aventura

No sábado, dia 20, apesar de todo o dia estar chuvoso, os missionários saíram em missão todos encharcados, cheios de lama, com clima hostil, mas felizes, cumprindo a missão. Uma vez finalizada a missão em cada local, passou a buscar-lhes um trator da comunidade, que além de saírem fortalecidos da missão, teve seu toque de aventura e cheio de vida e alegria.

Domingo, 21 de abril, às 10h, fechando a MUIPIM 2019, os missionários compartilharam a Santa Missa de Páscoa, celebrada na capela Santa Rosa de Lima em Colônia Elisa, presidida pelo Padre Marcelo, missa muito emotiva, com um dia muito chuvoso, mas alimentados por amor a Maria, loucos por Schoenstatt!

 

Missionando em uma bicicleta

Um Sim sem manuais

A continuação, compartilhamos testemunhos:

Um sim com medos, dúvidas, ansiedades; um sim sem manuais. Um sim acreditando-se incapaz de tal honra.
Um sim como arriscado, como o de Maria, confiando e entregado por completo, um “que seja feita em mim e em  nós Tua vontade”.
Por acaso dar vida transforma um coração?

Presentear meu tempo, meu cansaço, horas sono, renunciar a passar tempo com minha família, e amigos, preocupar-me pensando como tem que estar tudo. Será que tudo isso teria uma recompensa? Ser-lhe fiel na tempestade, nas dificuldades, unir-nos como equipe para superar cada prova, não deixar-nos levar pelo desastre, confiar. Quero recordar, que sim “é tempo de cruz, é tempo de fidelidades”.

Lembrar que somos apenas instrumentos e que isso não depende de nós, depende de quem pode tudo, que é sua missão e que estará presente para cuidar-nos. Propor-nos “ser pais”, como nosso pai fundador, que sem haver sido biologicamente, generosamente deu amor, abrigou e formou uma família. Corrigindo fraternalmente, sendo firme quando devia e amando sem medidas.

Servindo com humildade e simplicidade, desfrutando plenamente de nossas funções, sendo crianças, nos deixando preencher por todas as graças que a Virgem Maria quisesse dar-nos, como recompensa. Servir com nossa humanidade, com o que somos com a nossa história, sem disfarçá-la; Oferecer-lhe o que somos.
Tudo isso seria possível?
Esta missão foi um milagre; um milagre de amor imenso. Deus se manisfetou em cada pessoa, em cada gesto.
Deus colocou seus planos e fomos dóceis a eles.
Deus nos  mostrou que não devemos esperar milagres físico ou visível, que Ele é na simplicidade.
“Quando chegamos ao topo eu entendi, é por amor”
E assim eu voltei para a minha casa “alimentada por seu amor e louca por Schoenstatt” abrigando minha pequenez em suas mãos, e completamente agradecida por tanto amor.

 

Priscila Farías

Por que vamos nos sujar no barro, molhados e dormir pouco?

Eu sou Nacho, tenho 25 anos e realmente não sei por onde começar descrevendo tal loucura. Sou missionário há vários anos, mas nunca pensei que viveria uma missão tão incrível como a que tive durante a Semana Santa. Mais uma vez fui ao Céu por quatro dias, um Céu onde 150 jovens puxaram para o mesmo lado, com a mesma loucura, sendo instrumentos de Maria e Jesus. 150 jovens que não guardaram nada, nem o bom nem o mal, demos tudo e nos apoiamos entre todos. Quatro dias em que todos os problemas terrenais passaram para o segundo plano, onde Jesus e Maria caminharam entre nós, estavam em cada mímica, em cada abraço, em cada sorriso e choro e nunca nos deixaram sozinhos!

Se hoje me perguntarem, por que estamos indo para a missão? Porque vamos nos sujar no barro, molhados e dormir pouco? Eu lhes diria porque somos loucos, não há outra explicação. Louco por ver sorrindo a quem temos ao lado, loucos por compartilhar e ajudar, loucos por ser os pés de Maria e de Jesus.

Hoje mais do que nunca estamos vivos e somos loucos!

Espero ter expressado um pouco de tudo que meu coração sente quando digo: “Ita Pater, Ita Mater” (sim Pai, sim Mãe).

 

Nacho Sanguinetti

 

Misa de encerramento das missões

Original: Espanhol, 29 de Abril 2019. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

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