Colocado em 3. Fevereiro 2019 In Missões

Aqui estou porque você me chamou – Missões em Balcarce

ARGENTINA, Facundo Gauto via schoenstatt.org.ar •

No dia 26 de dezembro, depois de uma missa de despedida no Colégio Carmen Arriola de Marín, 220 missionários partiram de Buenos Aires acompanhados pelo Pe. Manuel López Naón, Pe. Tomás Dell ‘Oca, o seminarista Juan Molina e a Irmã. Rafaela, com destino a cidade de Balcarce e seus arredores.—

Um lema em nossos corações tornou-se ação: “Aqui estou porque você me chamou”.

Fomos sete comunidades no total, dos quais três ficaram em Balcarce (eles ficaram em alojamentos, mas levavam a cabo suas atividades nas capelas de San Cayetano, Maria Auxiliadora e María Luján) e os outros seguiram para os povoados vizinhos, visitando assim Pinos, San Agustín, Mechongué e a parada do Capricho.

 

Casa por casa

Durante 10 dias convivemos com as pessoas da região fazendo visitas às casas de manhã, avisando da nossa estadia e as nossas atividades.

Mates e conversas profundas compartilhadas com pessoas que recém havíamos conhecido sabia, momentos de orações à Virgem pedindo pela saúde e para as suas famílias, e agradecimentos que recebemos pelo simples fato de nossa presença, são algumas das experiências que ressoavam dessas manhãs.

As atividades dos quais informávamos aos habitantes da cidade consistiam em dinâmicas para crianças, jovens e adultos que se realizavam em alguma praça central da vila e eram de 17 h até 19:30 h, momentos em que rezávamos um rosário com as pessoas da cidade que queriam participar. Já pelas 20:00h uma missa ou celebração da palavra em comunidade com o povo que tinham seu protagonismo, atividade sempre realizada pelo sacerdote, seminarista ou religiosa que nos acompanhava.

Um dia, uma pequena peregrinação, com cantos e performances dos diferentes mistérios do dia, antecedeu a missa às 20h00.

A partir das 21 horas, retornávamos à escola, à casa paroquial, à escola ou ao jardim em que estávamos hospedados, para terminar de preparar a comida e jantar.

Nossas noites terminaram com orações, durante as quais contemplamos e apreciamos o dia vivido e as guitarras e a música terminaram acompanhando o que as palavras de cansaço e alegria não diziam.

 

Com Deus e a Santíssima Mãe como o motor

A intenção do detalhe é comentar como a espiritualidade esteva presente durante toda a missão, considerando a Mãe Rainha e a Deus como o motor da MTA.

Chegando no dia 31, várias famílias dos missionários começaram a conviver com as diferentes comunidades. Até então, já havia 250 pessoas trabalhando no dia-a-dia.

No dia 31, a missa justamente foi celebrada à noite, para assim começar o Ano Novo no meio da celebração (um costume das missas da MTA) e no primeiro dia do ano celebramos com todas as comunidades de missionários da comunidade na Paróquia San José, em Balcarce, Missa que foi realizada pelo Monsenhor Gabriel Mestre.

Para o dia 2 de janeiro, nas diferentes cidades e comunidades, foi realizada a chamada Noite Jovem, que consistia em uma noite em que procuramos celebrar com as pessoas dos povoados e, pouco a pouco,ir marcando nossa despedida. Por mais que o nome seja Noite Jovem, todas as pessoas de todas as idades foram convidadas, e qualquer tocador de violão , comediante ou artista foi convidado para ir a um palco montado por nós em algum lugar que a cidade nos cedeu. Tudo terminou em risadas e diversão entre nós e as pessoas, o que gerou uma união e uma atmosfera de felicidade que só podem detalhar a experiência.

No dia 4 de janeiro, nosso último dia, todos nos reunimos novamente na paróquia de San José e nos despedimos de Balcarce não com um “adeus”, mas com um “até logo”.

 

O coração queima

Para concluir, partilhamos um trecho do Evangelho dos discípulos de Emaús, que pode retratar um pouco o sentimento de cada um dos missionários MTA 2018/2019:

Lc 24,13-25

Chegaram perto da aldeia aonde iam e Ele simulou que continuaria caminhando; mas eles insistiram, dizendo: “Fica conosco, porque é tarde e a noite está caindo”. Ele entrou para ficar com eles. Sentado à mesa, ele pegou o pão, pronunciou a bênção, partiu e deu a eles. Eles abriram os olhos e o reconheceram. Mas ele desapareceu de suas vistas. E eles disseram um para o outro: “Não ardia nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Quando Jesus nos fala, nem sempre são palavras claras, nem sempre é uma imagem religiosa e nem sempre é algo que nós entendemos, mas sim o coração arde diante de uma experiência, e que sem dúvidas é Ele, que está presente.

Só me resta dizer que, tanto para a comunidade quanto para o povo, naqueles dias o coração de 250 pessoas arderam.

E repito: não é um “adeus Balcarce, é um” até logo “.

 

Fonte: www.schoenstatt.org.ar

Original: Espanhol. 20 de janeiro 2019. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

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