Colocado em 10. Agosto 2018 In Missões

Missionar e ser missionado

COSTA RICA, Gaby Yglesias de Tous •

Esse ano atendi ao desejo da minha filha adolescente de ir a missionar a Virgem Peregrina. Ela já tinha tido a oportunidade de assistir uma Semana Santa em Guanacaste e tinha adorado. Eu… achava que fosse uma atividade incômoda o fato de ir batendo às portas de casas de desconhecidos e invardir-lhes sua vida. Mas nada mais longe da realidade! —

Primeiro me preparei com uma palestra muito interesante sobre o legado de João Pozzobon, quem iniciou a Campanha em 1950 quando sentiu um chamado da Virgem a visitar casas, levando a pé por mais de 140.000 kilômetros a Mãe de Deus às famílias, hospitais, colégios e prisões. Esse apostolado cresceu rapidamente e se propagou por diferentes países, Ele motivava a rezar a Maria, a grande missionária, especialmente o santo Rosário, como arma para mudar o mundo de hoje, pois Ela obrará milagres.

Já para este momento me encontrava surpresa pelo amor heróico deste grande homem. Já queria andar com Ela e deixar que Deus fosse me moldando mais e mais a almas, transformando meu interior.

Em uma segunda reunião nos explicaram o objetivo e o programa a seguir.A emoção aumentava! Mas o coração batia nervoso questionando-me se eu poderia cumprir.

Esse contato humano com gente completamente desconhecida me inquietava. Me perguntava se seria capaz de sair da minha área de comforto e compartilhar “sem um manual“ a bela experiência do amor de Deus.

Sair ao encontro

Foi novamente a nobreza e pureza do coração da minha filha que me fez ver que este era o momento de seguir esta corrente de vida. Pensei no chamado do Papa Francisco a não “olhar da varanda” a vida, e sim, entrar nela. E foi assim que fiz, sai de mim mesma para encontrar em outros um crecimento do meu proprio ser.

Com uma atitude alegre, serena, respeitosa, sem emitir juízos iniciamos nosso caminho por  ruas pré estabelecidas em Sarapiqui.

Visita a visita eu percebia a grande necessidade das pessoas em serem escutadas, a agradável surpresa que os causava receber a um grupo de missionários: crianças e adultos, em frente sua casa e talvez até convidá-los a entrar.

Mas não todos eram católicos, o qual não foi inconveniente para rezar, pois existem vários caminhos que conduzem a Deus. Falou a linguajem do amor!

As histórias desse próximo, primeiramente desconhecido, foram nos envolvendo e interessando. Seus testemunhos de vida nos incentivava. Juntos nos unimos e rezávamos a Deus e à nossa Mãe. Abençoamos cada casa, cada membro da família e para minha surpresa, nos abençoavam de volta.

Me senti feliz por ter sido um instrumento fiel de Maria, reconhecendo minha pequenez e lançando-me ao vazio em um salto que merecia audácia e confiança.

Finalmente, não fui a missionar, fui eu a quem terminei missionada!

Original: Espanhol. 17 de Julho  2018. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

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