Colocado em 2016-10-20 In Missões

Missões “TOTUS TUUS” 2016 no Morro de Montevidéu

URUGUAI, via schoenstatt.org.uy, Testemunho de Josefina, Missionária do Totus Tuus 2016 •

Sou Josefina, no ano passado tive a sorte de viver as primeiras “Totus Tuus” no Uruguai. Este ano fiz parte de um pequeno grupo dentro da organização. Lembro-me do dia que criaram o grupo do whatsapp dos missionários 2015. Estava por vir a segunda Totus Tuus e com isso, começávamos com a nova organização. Nunca pensei que ia poder ajudar a organizar uma missão. Participei do nada na missão passada, tive pouca noção do que era o Movimento e levei quase um ano para cair na realidade, tomar consciência de todas as coisas incríveis que presenciei ali.

Achei que esta missão seria igual a anterior, com todas as dinâmicas, vivências e atividades. Ir, viver, voltar “empolgada” contando a todos, e com o passar do tempo, ser apenas uma recordação incrível, que valeu a pena mas que era passado. Mas, a Totus 2016 foi algo diferente. Mais ainda porque o Movimento já é algo diferente. Nós missionários continuamos em contato e não só isso, mas, ao surgir outra missão, abriram-nos as portas para fazer parte da organização. Entrei no grupo da espiritualidade. Sabia que era muito difícil, mas também que era o mais bonito. Custou bastante tempo, muita dedicação, muita entrega, compromisso, mas ter chegado na missão e ter visto, dia após dia, os resultados me deixou sem palavras.

“Por acaso não arde nosso coração? ”

O lema da Totus Tuus 2016 foi “Por acaso não arde nosso coração? ”. Durante os dias de missão, queríamos não só aproveitar ao máximo o tempo, se não também absorver o que estávamos vivendo. A cada pouco, ficava alguns segundos quieta olhando cada um dos missionários. Transmitiam tanto que era inevitável não se emocionar. Muitos contaram como foi difícil sair, de se animar ao encontro e dar seu sim. Mas também, foram vendo como faz bem, de tempos em tempos, sair da sua zona de conforto, do sofá, da rotina, ir ao serviço do outro. Sentiram que foram chamados por Deus e isso foi uma das coisas mais bonitas que escutei de muitos. Tudo saiu perfeito. As orações da manhã que te recarregavam a energia para o dia agitado que se vivia, os cafés da manhã deliciosos, os envios que recebíamos a Mãe para sair ao encontro e onde víamos euforia, gritos, pulos. Também encontros inesquecíveis com os vizinhos da Providência, rodas de violão, atividades com crianças, jovens e também dinâmicas entre missionários. Formamos um grupo que não se separa mais, porque quando o que te une é algo tão grande como Deus, é impossível estragar os laços.

No começo, disseram-nos que não teríamos muita sorte pois não eram de abrir a porta e conversar com gente desconhecida, mas se enganaram. Chegávamos de missionar e todos tinham milhões de histórias distintas e muitas pessoas que nos abriram as portas e nos marcaram. Cada grupo dizia que tinha pego o melhor grupo missionário… que interessante que não tiveram queixas sendo tantos: 63 jovens! Todos sempre com muita alegria, bom humor. Era incrível, dávamos risada até se algo não saía bem. Os organizadores também, eles deram tudo para que saísse mais que perfeito, e conseguiram!

 

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Sempre atrasado

Depois de missionar, sempre nos encontrávamos na Providência, o Colégio do Movimento de Schoenstatt em Montevidéu em uma hora marcada, mas ninguém chegava pontual. Sempre atrasado. Chamou-me a atenção porque se notou que missionar não tem um fim se não que é para a vida toda. Sempre vai encontrar alguém que te abra as portas da sua casa, e compartilhem uma ou várias palavras. Era gente simples, no começo abriam devagar a porta, perguntado quem éramos, com um pouco de medo. Mas depois te davam tudo: abraços, beijos e pediam “Por favor, voltem”. Inclusive escutei de alguns vizinhos que diziam “são anjinhos que Deus nos mandou. ”

Chegou o último dia e muitas lágrimas caíram. Era estranho, chorava porque tudo terminou e também por tudo de grandioso que tinha vivido.

Nota-se que sentimos saudades quando vemos como não param de falar nos grupos do whatsapp que se formaram. Já surgiu um reencontro, e pensar que só passaram três dias. Foi forte, era notável como reconhecemos a Deus e ardeu nosso coração: A Mãe nos conquistou!

Até o ano que vem!

 

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Original: Espanhol. Tradução: Isabel Lombardi, Guarapuava PR, Brasil

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