Colocado em 2016-04-16 In Missões

Val di Zoldo, missão exaustiva

ITÁLIA, por Giorgio Romagnoli •

O Pe. Moreno deu, a um grupo de jovens universitários romanos e às suas famílias, a possibilidade de passarem os dias mais, espiritualmente, intensos do Ano Litúrgico, num vale com paisagens empolgantes e imerso na natureza em estado puro. Para além, do ar puro os jovens puderam respirar o estupendo ambiente acolhedor, com o qual, muitos habitantes do lugar os acompanharam nas celebrações litúrgicas.

O que acham os jovens?

Eramos um grupo de cinquenta pessoas, muitas das quais não se conheciam ou conheciam-se de vista na Paróquia: crianças, adolescentes, universitários, pais, em suma de todas as qualidades! Antes que aparecessem as perguntas sobre o que é que significava, verdadeiramente, fazer “Missão”, eram tantas, não sabíamos o que devíamos fazer, como nos devíamos relacionar com as pessoas da região e como nos acolheriam. A missão começou com um momento de recolhimento muito forte, o Pe. Moreno, juntamente, com o Pe. Alfredo benzeu durante uma pequena celebração, tantas cruzinhas que foram dadas nessa mesma noite aos componentes do grupo, mais do que um simples sinal de reconhecimento, sentimo-las como um elemento de pertença a um grupo de verdadeiros missionários. Nos seis dias de missão tocámos às portas das casas de muitos dos lugares de Val di Zoldo, algumas não nos foram abertas com “medo” deste numeroso grupo de jovens nunca vistos, outras, pelo contrário, escancararam-se e os residentes puderam apreciar o nosso calor de romanos!

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Encontro

Tivemos, inclusivamente, o prazer de sermos convidados a beber alguma coisa nas casas, de ouvirmos as histórias das pessoas, de conhecermos os hábitos e a história desta pequena realidade italiana. Neste período tão curto, mas tão intenso, para além de termos travado amizade com os habitantes do lugar, pudemos conhecer melhor os componentes do nosso grupo e, sobretudo, a nós próprios. O frio ajudou-nos a estar mais próximos e unidos na oração e, precisamente, esta última aqueceu-nos os corações. Como dizia Santo Agostinho “Quem canta reza duas vezes”, cantámos tão alto que, certamente, superámos o cálculo do Bispo de Ippona. As celebrações do Tríduo Pascal desenrolaram-se em maravilhosas e ornamentadas capelas, nas quais, a talha da madeira era a dona e senhora; para nós habituados ao cimento da capital foi um visitar de obras de arte e tocar-lhes com as mãos. Não faltaram, obviamente, parêntesis descontraídos: o famoso ditado “ uma bola de neve por dia, afasta o médico de nós”[1], foi respeitado: toda aquela neve ao nosso alcance era tão convidativa, nenhum de nós resistiu.

Esta nossa missão em nome de Deus

O nosso dia começava com uma oração matinal, muito cedo, e acabava, ao fim da tarde, com um agradecimento a Maria. Inclusivamente, a Maria, tínhamos confiado a Missão e, com a Sua Imagem fomos de casa em casa. Nossa Senhora de Schoenstatt, da qual, o nosso grupo é devoto, acompanhou-nos e esteve sempre próxima em cada momento. A organizadora desta missão, em nome de Deus, foi um farol para todos nós, foi impecável na resolução, tal como um pequeno Einstein, de todos os problemas que surgiram na gestão dum grupo de cinquenta pessoas, nada mal para uma “beata” de 24 anos. Tudo isto não teria sido possível sem a disponibilidade do Pe. Moreno para o qual, obviamente, vai o nosso maior e caloroso agradecimento!

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[1] Nós temos a expressão “uma mação por dia, afasta o médico de casa”. Mas aqui, por causa da existência da neve, a tradução tem que ser literal (NT)

Original: Italiano. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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