Colocado em 2016-04-30 In Missões

Missões Familiares à Romana! Uma história de fundação

ITÁLIA, por Martin Candia, Misión Roma •

A arte de bater às portas. A Mãe Peregrina. A vida comunitária. As liturgias com o povo. Maria como Rainha da Missão. A alegria de ser missionário. Contamos o que se viveu nas Missões Familiares 2016 com a juventude de Roma.

Primeiro… o querer de Deus

À Juventude Masculina do Paraguai, no ano 2014, apresenta-se um grande desafio: ser promotores da fundação da JM (Juventude Masculina) em Roma, Itália. Sem dúvida um grande presente ! Em consequência, pusemos mãos à obra durante todo o ano do Centenário para ir dando forma e estrutura à proposta. De forma silenciosa também se forjava a coragem e o espírito dos três missionários universitários, para enfrentar um ano longe de casa. Com a proposta feita abre-se o caminho aos sonhos. O sonho de partilhar com eles as nossas experiências de Fé, o amor a Maria, as graças do Santuário e a convicção de uma vida orgânica quotidiana. Neste sentido, unidos ao Padre Alfredo Pereira -principal assessor de Misión Roma– pôs-se em marcha o projeto, no início de 2015. Três missionários paraguaios deram o salto no vazio.

Ao chegar a Roma, as aventuras eram muitas… cada atividade, cada retiro, cada proposta tinha a adrenalina de um novo “fechar os olhos e confiar” pelo facto de estar no período de fundação. As folhas em branco começaram-se a encher com a história das Missões Familiares, na sua primeira edição, ano de 2015.

Juan en la visita a la casa de Reposo.

O trabalho humano e a providência = Missões Familiares

O Padre Alfredo, numa conversa casual, lança a proposta a um casal, (a família Bauro), de aproveitar a Semana Santa para fazer algo diferente. A tradução de fazer algo diferente é Missionar. Passou um tempo até que Francesco Bauro lhe confirmou a vontade de fazer a Missão, uma coisa que nunca tinha feito, mas a que estava disposto, pelo amor de fazer coisas novas. Destes vários desejos nascem as Missões Familiares de Roma. Tendo a confirmação da família Bauro, começaram a convidar outros jovens líderes dentro do grupo paroquial. Grande foi a surpresa quando todos, à exceção de um, recusaram o convite, alegando que já tinham outros planos para essa Semana Santa. Esse jovem foi instrumento de Maria para convencer outros.

Na primeira edição, com os três missionários do Paraguai, o Padre Alfredo, dois casais e cerca de15 rapazes, foram ao norte de Itália, a aproximadamente 700 Km de Roma, para viver algo totalmente novo para uns e “um velho conhecido” para outros.

Depois da primeira… a segunda!

Depois da excelente primeira experiência, foi-se difundindo boca a boca o que se viveu. No há melhor maneira de contagiar do que os comentários dos primeiros. Para este ano, a missão fortaleceu-se com a presença de quatro famílias de Roma: Bauro,Turani, Minici, Zara; também com dois casais espanhóis e com cerca de 30 jovens, incluídos os 4 novos missionários do Paraguai.

O ambiente foi puramente familiar, com o bom humor e o serviço dos casais. O grito e a interminável energia dos mais novos, a notável predisposição dos jovens e a participação constante dos sacerdotes, fizeram desta semana uma incrível experiência de comunidade. Todos juntos, sem importar idades, saímos a bater às portas com a Mãe Peregrina, no meio da montanha com baixa temperatura. A neve fazia com que fosse uma missão atípica. Também, no santuário, se refletia a entrega quotidiana do capital de graças. O motor da missão Verso L’ Alto, indicava que o caminho era para cima, para Deus!

O lava-pés, a Última Ceia e a instituição do sacerdócio marcaram o início litúrgico da Semana Santa. As celebrações nas igrejas que datam de 1300, o nosso aguerrido italiano para nos comunicarmos, a partilha nas casas, as canções em latim, a fé apesar da distância, entre outros pontos, fazem parte da mística de uma semana que tinha muito de conhecido e também muito por conhecer.

Tanto no início como no fim do dia, reuníamos no santuário para cantar, rezar e consagrar a Maria o nosso dia. Depois de cada oração da noite, os jovens ofereciam um terço à Mãe três vezes Admirável. Os mistérios eram guiados pelo Padre Alfredo, que em todo o momento utilizou a imagem de Maria como a exemplar missionária. O Padre Angel –convidado para a missão- e o Padre Alfredo, davam o sacramento do perdão.

Com o decorrer dos dias, a vinculação entre as pessoas foi acontecendo, com cada casal, com cada criança e cada jovem. Quando uma comunidade se torna forte internamente, chega com mais força às pessoas; com esta vitalidade animámos as missas, com as leituras, os cantos e ritos.

Chegou a Páscoa e o coração de cada missionário recebeu a alegria da ressurreição. Nessa tarde a alegria foi dupla, ao comer uns bons gelados que é a especialidade de Val di Zoldo. Com o agradecimento pelos dias vividos e o descobrir o “angelito” (Nota de Redação: trata-se do “amigo invisível”. Muito provavelmente influiu aí a tradição das Irmãs de Maria, transmitida à Juventude Feminina no Paraguai, e dali à Juventude Masculina. O angelito é o que reza anonimamente pelo amigo e dá um presente nas festas de Natal ou Páscoa.) ia terminando a missão com a paz que só Deus nos pode dar. Abraços de despedida, ao mesmo tempo que entrávamos no autocarro e voltámos para Roma.

Claramente, para todos, foi um tempo de Deus. Torna-se impossível não imaginar a próxima edição com mais jovens, mais peregrinas e com mais zelo missionário.

Com o desejo de que rezem pelo projeto Misión Roma, nos despedimos!

Com Cristo seu Filho, nos abençoe a Virgem Maria!

Celebracion de la Liturgia del Viernes Santo

 

Original: italiano. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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