Colocado em 3. Fevereiro 2016 In Missões

Missão Cuba – sob a mirada da Virgem da Caridade

CUBA, por Juan Vicente e Juan Manuel, missionários em Cuba •

Missão Cuba é um projeto da Juventudade Masculina do Chile. Através do Convite do Padre Bladimir, da Federação dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt de Cuba, agora já é a segunda equipe de jovens schoenstattianos em Santa Cruz, perto de Camagüey, na paróquia onde o P. Bladimir está trabalhando com grupos de Schoenstatt. O Movimento iniciou em Cuba através da primeira geração Missão Cuba há 10 – 15 anos.

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Os primeiros missionários da equipe atual da Missão Cuba relatam:

Sem dúvida viajamos muito. No último relatório contamos que partíamos em aventura para conhecer a zona mais oriental e pobre da ilha de Cuba: Maisí. Sua fama da província do Oriente é importante: desde Santiago, a primeira capital, passando por Bayamo – onde se iniciou a luta pela independência – até Maisí, uma terra maravilhosa de monte e terra vermelha, de vegetação verde vibrante e céu azul forte.

Mas vamos começar desde o começo. Antes de conhecer o Oriente, viajamos de ônibus cubano até La Habana para conseguir nossa residência, despedir do Padre Bladimir que ficaria um mês no Chile para o encontro internacional da Federação dos Sacerdotes, e também conhecer a capital de Cuba, que não tivemos a sorte de conhecê-la. A estadia foi fantástica. Ficamos em uma casa muito boa dos padres e durante o dia, tínhamos como base operacional uma casa que ficava a alguns passos da catedral barroca de La Habana. Andamos pela cidade durante três dias e conhecemos as coisas boas e ruins da cidade, na qual a fachada era muito linda, alegre e viva. Mas mascarava uma realidade mais triste e escura.

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El P. Bladimir en Chile

Com o P. Rolando no Oriente

Então, voltando à história da nossa viagem a Maisí, de La Habana viajamos a Camagüey e aí nos encontramos com o Padre Rolando, um Padre Diocesano de Schoenstatt, que nos levou em sua camionete (que só andava quando a empurravam) e partimos ao Oriente. Passando por Guantánamo, chegamos a um lugar chamado Rio Seco, onde compartilhamos e dormimos esta noite com uma família muito carinhosa, bem pertinho do mar. No dia seguinte, junto com Yoni, o motorista do Padre (estávamos em sua casa), chegamos finalmente em Sabana, cidade onde está a Paróquia de Maisí.

Missão em Maisí

Como explicar Maisí… Seria dizer missão, uma missão intensa. Todos os dias visitávamos uma ou duas comunidades (pelo menos) e desde as quartas-feiras começávamos a passar o Evangelho e as missas de domingo. Andamos por rios, buracos, grutas, terra avermelhada e o melhor de tudo era ver a bondade das pessoas, que mesmo na extrema pobreza, eram extremamente generosas. Também conhecemos Baracoa, a primeira fundação de Cuba. Depois da estadia em Maisí, participamos de um encontro formador de sacerdotes em El Cobre, onde nos juntamos e compartilhamos momentos com muitos padres, e, sobretudo com a Virgem da Caridade, cuja imagem acompanhou toda nossa visita pelo montanhoso santuário. Com o Padre Rolando, Juan Miguel realizou um folder sobre a padroeira Virgem da Caridade em Cuba, e um cartaz sobre o Jubileu Mariano no Ano da Misericórdia para a conferência dos bispos, sendo uma linda contribuição da Missão Cuba para Igreja Cubana.

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En el semimaro de La Habana

Cuba é festa

Depois desta aventura que durou quase três semanas, viajamos junto com dois padres a Camagüey, passando por Bayamo, onde conhecemos o bispo que recentemente estava doente. Quando chegamos finalmente em Santa Cruz, uma paróquia nos esperava. O Padre dali ainda não tinha voltado, portanto trabalhamos em conjunto com as Irmãs Lauritas, ajudando em seus apostolados, celebrações e encontros. Passaram duas semanas de árdua missão, e finalmente o Padre Bladimir voltou do Chile depois de quase um mês e meio de ausência.

Mas antes do seu regresso, comemoramos o aniversário de Juan Miguel, e novamente a alegria e generosidade cubanas nos surpreendeu. Quando acordamos, estavam assando um pernil de porco para o almoço, e organizaram uma festa que nos manteve dançando toda a manhã. Um destaque especial merece o presente que Roberto (um senhor idoso e muito pobre) deu para Juan Miguel: uma cerveja que custava pelo menos 1/2 do dinheiro que recebia no mês…Quanta generosidade! Também uma pequena Apóstola Luzente de Maria, Lilita, organizou uma pequena surpresa pedindo à sua mãe que fizesse um bolo e pães com a ajuda das jovens da paróquia, para celebrar o aniversário que foi impressionante.

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Logo voltaremos…

Os últimos dias eram de carnaval, durante os quais Juan Vicente mostrou seus dotes de dançarino, que conseguiu dominar os passos cubanos de “casino” e outros estilos. O povo ficou três dias paralisado e com o pessoal da paróquia vimos as baterias e carros alegóricos, e festejamos junto com um cantor chamado JG, que é muito famoso aqui em Santa Cruz, dançamos e até participamos de um jogo tradicional chamado “El bamboleo”, do qual Charlie saiu muito tonto.

Agora só nos resta um mês e alguns dias de missão, que esperamos fechar com chave de ouro. Logo já é Natal, com seus presépios gigantescos e as pousadas. No Ano novo teremos uma nova viagem a El Cobre para visitar a Virgem da Caridade. Já estamos com “cheiro de avião”, como dizem aqui: logo voltaremos ao Chile.

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Original: espanhol. Tradução: Isabel Schmid L. e Agustín Lombardi, Guarapuava, Brasil

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