Colocado em 2016-01-17 In Missões

Tochas vivas levando fogo do santuário

PARAGUAI, Ricardo M. Acosta, Irmão de Maria de Schoenstatt, diocese de San Lorenzo •

O trabalho apostólico de “Schoenstatt para a igreja” se espalhou por diferentes âmbitos, uma de grande transcendência para a igreja em saída são as missões. As missões Tupãrenda 2016 (a segunda edição na cidade de Itá) congregou mais de cem pessoas na segunda semana do novo ano; 5 dias de um trabalho missionário muito intenso numa cidade situada a uns 15 quilômetros do santuário Nacional de Tupãrenda.

O paradigma eclesial e missionário da «saída» tem uma forte raiz antropológica: o ser humano se realiza na doação, na saída de si mesmo. Começaremos observando cada pessoa que sai de si mesmo para encontrar-se com os outros e com Deus.

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Missões Tupãrenda: compromisso, solidariedade e encontro

O COMPROMISSO de todo cristão é não se fechar em “seu” mundo e “suas” comodidades, mas sair para levar mensagens de esperança e de ternura a tantos lares carentes delas. O movimento de Schoenstatt, caminhando no segundo ano do novo século, oferece muitas oportunidades apostólicas para “aproveitar” as férias de verão de forma generosa para com outras pessoas.

O papa Francisco nos propõe: da «auto referência» a uma Igreja missionária; de uma Igreja «mundanizada» a uma Igreja «povo»; da «vaidosa sacralização da própria cultura» ao catolicismo inculturado; do centralismo a descentralização; do centro da sociedade a suas periferias; da preocupação da Igreja por si mesma à questão social; uma Igreja pobre e para os pobres. (Evangelii Gaudium).

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Cada um pode dar testemunho das infinitas graças recebidas nas centenas de santuários espalhados por todo o mundo. Isto nos convida a não ser egoístas ou acomodados, mas a nos mostrar solidários para com os demais. Esta SOLIDARIEDADE, o “doar-se” aos demais, não diminui o que tanto se recebeu, todo o contrário, “receberá cem por um e a vida eterna” (Mc 10, 28-30).

É uma experiência extraordinária ser partícipe da realidade de tantas famílias; sempre nos leva a olhar nossa própria realidade, a questionar nossos próprios problemas e olhar com misericórdia o outro. É também contemplar com a própria experiência as marcas de Deus naquelas pessoas.

A “loucura” para muitos é o entusiasmo e empatia para outros e no outro. Um espírito generoso não se toma como referência, mas se esquece de si e se doa sem nada em troca. Dona Celia nos contava a felicidade de ter seu pai de 103 anos ainda são. Como as pessoas sendo adultas “voltam” a ser crianças! Reflexionava. E que requerem todo o cuidado como uma criança nos seus primeiros anos de vida. Este testemunho nos ensinou que o “melhor asilo” é o lar e a família, especialmente para as pessoas que dependem de outros.

Este ENCONTRO de corações que se vive nas missões, rompe todo esquema e paradigma que podemos haver planejado. Porque em apenas 5 dias tua vida pode girar 180°, conhecer a centenas de pessoas que estão em sua própria busca e compartilham muitas delas tuas realidades. Quando falamos de encontro, não esperamos que todos nos aceitem ou nos “agradeçam, podemos ter experimentado inclusive a rejeição, mas por sobre tudo se vai para descobrir Jesus Cristo que vive em cada homem. É exigente, porque pressupõe esquecimento de si mesmo e um desprendimento sincero.

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Original: Espanhol. Tradução: Lena Ortiz, Ciudad del Este, Py

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