Colocado em 2016-06-29 In Campanha

O Santuário Omnia Matri Ecclesiae de Belmonte: Um grande desafio para a Campanha da Mãe Peregrina

Por Cristina White, assessora leiga da Campanha na Diocese de Nueve de Julio, Argentina, por ocasião do aniversário do falecimento de João Pozzobon •

Em Setembro de 2004 uma amiga convidou-me para a peregrinação a Roma para a Bênção do Santuário de Belmonte. No dia da chegada, véspera da Bênção, todos os peregrinos de Schoenstatt Internacional se congregaram na Praça de S. Pedro para uma grande celebração que, teria lugar nos Jardins do Vaticano, na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes.

Eu, como missionária da Campanha, levava comigo uma Peregrina que o Pe. Esteban Uriburu me tinha entregado há muitos anos. Era das primeiras de Seu João no Brasil e, em cuja Imagem ele próprio escreveu uma oração à Mater.

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Como um mar de Imagens Peregrinas

Reinava um espírito de recolhimento e de alegria entre os milhares de pessoas que estavam reunidas à volta do andor que levava a Imagem da Mater que, no dia seguinte seria colocada no Santuário. À espera do início da peregrinação até à Gruta, que o dito quadro encabeçaria, aconteceu algo impressionante que nos deixou a todos atónitos: sem uma gota de vento, nem um mínimo movimento que o justificasse, o quadro da Mater que estava bem pregado ao andor, caiu ao chão e partiu-se em mil bocados… No meio dum silêncio e espanto geral, os missionários que levavam as suas Peregrinas, imediatamente as levantaram. Foi como um mar de Imagens que enchiam a Praça. Uma destas Peregrinas foi posta no andor onde, anteriormente, estava o quadro e, para encabeçar a procissão pediu-se a Terceira Imagem Auxiliar Internacional que estava presente neste evento.

Ao chegar à Gruta, onde os sacerdotes encarregados, pronunciariam as suas mensagens a toda a Família, de repente, uma amiga aproximou-se de mim e, sem me dar tempo para pensar entrega-me a Peregrina que levava que, era nem mais nem menos que, A que Seu João tinha mandado ao Pe. Kentenich em 1968, dizendo-me que, me pusesse com as duas Peregrinas ao pé da Auxiliar e das autoridades, na Gruta porque, Elas deviam lá estar…

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A Campanha encabeçando a peregrinação de Schoenstatt

São situações, das quais, nunca se está à espera. Para mim, teve um grande impacto, visto que, estávamos de frente para todo o Schoenstatt Internacional. A seguir aos discursos começou, novamente, a procissão de regresso pelos Jardins, rezando o Terço. A experiência foi indescritível, visto que, pelos caminhos da Providência levando essas Peregrinas, coube-me encabeçar a marcha, com os portadores da Imagem Auxiliar. Atrás, vinham os sacerdotes e os milhares de peregrinos e, tudo isto, no coração da Igreja!!

Houve muitas interpretações sobre a queda repentina e a quebra do quadro do Santuário. Pessoalmente, desde o princípio e, vendo-o cada vez mais claramente, foi como um pedido da Mater a todos, dizendo-nos que, sem nós, Ela não pode agir, que tem muita pressa e precisa de mais entrega e, que no meio do coração da Igreja, nos mostrava o Seu coração ferido e ansioso. Também, foi um forte sinal que, as Imagens da Campanha levadas pelos leigos, fossem à cabeça desta importante celebração.

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Há um grande nexo entre Belmonte e a Campanha

Sem dúvida, há um grande nexo entre Belmonte e a Campanha. Nas palavras que o Pe. Kentenich pronunciou por ocasião da Bênção da Pedra Fundamental de Belmonte, mencionou a importância duma Igreja que, como rocha peregrina, se movesse em direção ao povo; isto é o que, desde um princípio, Deus nos ofereceu através da Campanha: um Schoenstatt que sai ao encontro, a Mater apressada que empreende esta Nova Visitação aos Seus filhos como a grande portadora de Cristo e, como a Mãe e Educadora do povo. A Campanha, para levar por diante esta missão de Schoenstatt, da configuração mariana do mundo, em Cristo, precisa de líderes que, no espírito de Seu João que, tinha esta visão internacional da Campanha, creiam neste mistério e se arrisquem, heroicamente por Ela. Aqui está o grande desafio.

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A visão dum Movimento Popular de Peregrinos

Numa carta aos Homens da União, de 21/12/1933, o Pe. Kentenich dizia: “Devemos dar o passo, dum Movimento de dirigentes para um Movimento popular, sem descurar por isso, a educação e a organização dos dirigentes”. Mais à frente: “somos responsáveis, como portadores dum Movimento popular mariano”, também: “Queremos levar o povo a vincular-se, espiritualmente, com fé, ao nosso Santuário” e, mais adiante, acrescenta: “o nosso ano popular deveria encontrar-nos a trabalhar, para formularmos estas verdades, dum modo popular e de as propagarmos” e, para o fim da carta diz: “Santidade da vida diária! Há já muito tempo que nos nossos círculos estamos a lutar por esse Ideal. Agora, é preciso familiarizar o nosso povo com esta aspiração”.

Nessa altura, ainda não existia a Campanha. Hoje, podemos afirmar, com a vida, que ela é uma concretização daquele anseio do Padre Kentenich. Pessoalmente, tive a graça de trabalhar muito de perto com o Pe. Estaban Uriburu, de ser trestemunha da sua paixão por esta Corrente de Graças que, surgiu em Santa Maria e, que ele descobriu e difundiu, assim como também, deu a conhecer a pessoa e o espírito de Seu João. Sempre dizia que, aquilo de que tínhamos percepção era só a ponta do iceberg e, que havia muito mais…

 

Apaixonado por Schoenstatt via a Campanha como o veículo veloz da Mensagem de Schoenstatt e, não se cansava de ver expressado nela, o Ideal de Schoenstatt para o mundo, para a renovação da Igreja. Com grande ardor e entusiasmo ia descobrindo nesta nova irrupção da Graça, cada palavra e cada mensagem do Padre Kentenich, encarnados na visão profética do Pai para a Igreja das Novas Praias. A carta mencionada anteriormente, e um nunca acabar de conferências do Pai eram, para ele, afirmações de que a Campanha era a resposta aos anseios do Pai para estes tempos. Cada dia, à luz da Fé Prática na Divina Providência, fazia uma nova descoberta que lhe ateava o coração e contagiava os que estávamos com ele. Nele, Deus ofereceu-nos um instrumento predilecto, um autêntico filho líder do Padre Kentenich que, nos fez apaixonar pela Campanha e, nos deixou um legado que é fogo puro e arde nos nossos corações. Algo que, nos deixou marcado, foi o seu espírito internacional. O Padre Kentenich, por causa disto, disse-lhe uma vez que ele era o “Cristóvão Colombo de Schoenstatt, da Mater”. Hoje, seria o primeiro a dar-se todo pela missão de Belmonte e, do Céu, continua a inspirar-nos para que nós o façamos. É incrível a força da Comunhão dos Santos, porque eles, não descansam e graças a Deus nos ajudam nesta aventura.

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De Belmonte um Schoenstatt em saída

Como missionários de coração aberto ao mundo, como o tinha Seu João, acredito que assumindo a missão do Santuário de Belmonte e dando-a a conhecer, através da Campanha, poderemos encher de Capital de Graças, este Santuário, sermos verdadeiras oferendas vivas e, assim, colaborarmos com a Grande Missionária, na Sua tarefa da educação do Homem Novo na Nova Comunidade que, é a Igreja que, é o mundo e, deste modo, gerarmos este movimento “em saída”, rumo aos nossos irmãos necessitados como nos pede, permanentemente, o Santo Padre Francisco.

http://www.roma-belmonte.info/pt

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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