Colocado em 2020-04-19 In A Aliança de Amor Solidaria em tempos de coronavírus

Ó Senhora nossa…

ALIANÇA DE AMOR EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS, Patricio Young •

“Ó Senhora nossa…” Sim, parece-vos estranho, estamos habituados a rezar Ó Senhora minha… —

Numa altura em que o mundo inteiro enfrenta esta pandemia, a solidariedade de destinos torna-se muito real, evidente e palpável. As nossas vidas, como nunca antes, dependem de todos. Hoje em dia, não há lugar para o individualismo, o egoísmo ou a auto-suficiência. A minha vida depende de ti e a tua depende de mim.

Todos estão preocupados com a família alargada, que há já algum tempo só é vista na Internet; ou com os vizinhos; ou ainda com os idosos que não têm apoio. Também para aqueles que fazem o serviço de limpeza, para as forças de segurança, para o pessoal de saúde e para tantos que põem as suas vidas em risco pelos outros.

Todos nós dependemos uns dos outros

Esta pandemia, que nos confronta com a morte como nunca antes, torna claro que todos nós dependemos uns dos outros. O vírus não tem limites e não discrimina ninguém e por nenhum factor. Não vale a riqueza, o poder, a sabedoria… É verdade que os recursos públicos e privados determinam o nível de condições para enfrentar a pandemia. Mas se num país ou num sector do país, a propagação é incontrolável, no final afecta todo o país e também o mundo. Que paradoxo: os Estados Unidos, o país mais rico do mundo, está a ser o mais afectado por este vírus.

Com esta crise, tornou-se claro para nós que só a solidariedade vale a pena. Não há outra alternativa possível para viver nesta casa comum, que também temos de tratar de forma solidária. Sim, é tempo de solidariedade. Deus está a ensinar-nos que este é o único caminho possível para a humanidade.

A nossa Aliança não é um caminho individual

Da mesma forma, a nossa Aliança não é um caminho individual. Vivemo-la e realizamo-la juntos. A vossa aliança e a minha estão indissoluvelmente unidas na missão comum. Não esqueçamos que se trata de uma “Aliança de Amor” e, portanto, nunca se pode cumpri-la sozinho, porque o amor é intrinsecamente comunitário; com os outros e para os outros. O próprio Deus, representado na Santíssima Trindade, é, em si mesmo, amor e comunidade.

Era assim que Deus queria que fosse o caminho da salvação. No amor, salvo-me contigo. É por isso que o “nós” é a linguagem da oração de Jesus: o Pai Nosso. Quando rezamos à nossa mãe, dizemos “roga por nós”.

Com e na oração, estamos a gerar uma cultura de solidariedade. É a partir daí que se manifesta a nossa coerência e consistência de vida. Recordemos o que nos ensina o Pe. Kentenich: que as transformações vão de dentro para fora. A oração é a coisa mais pessoal e profunda. A partir daí, deveríamos também construir juntos este mundo de solidariedade que ele nos pediu que construíssemos.

Rezar juntos pelos outros

Rezar juntos pelos outros irá sem dúvida enriquecer o nosso carisma, recordar-nos a nossa missão de transformar o mundo e aumentar a nossa solidariedade. Em resposta a este tempo, rezemos no plural.

Obrigado, Senhor, pelo que nos estás a ensinar hoje. Muito unidos à nossa Mãe, num verdadeiro espírito de Aliança, convida-nos a rezar pelo mundo, juntamente com todos os schoenstatteanos desta terra:

Ó Senhora nossa, ó nossa Mãe, nós nos oferecemo todos a Ti. E, em prova da nossa devoção para convosco, Te consagramos neste dia e para sempre, os nossos olhos, os nossos ouvidos, as nossas bocas, os nossos corações e, inteiramente, todo o nosso ser. E, porque assim somos vossos, ó incomparável Mãe, guardai-nos e defendei-nos como coisas e propriedades vossas, lembrai-vos que vos pertencemos terna Mãe, Senhora nossa, ah guardai-nos e defendei-nos como coisas próprias vossas. Amén

 

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Material não exclusivo. Publicação com autorização do autor

Original: espanhol (16/4/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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