Colocado em 2020-08-09 In Aliança solidária

Em aliança solidária com Beirute e o Líbano

ALIANÇA SOLIDÁRIA, Redação •  

A imensa explosão ocorrida na terça-feira 4 de agosto em Beirute, Líbano, segue revelando números alarmantes. Mais de 100 pessoas morreram e mais de 4.000 ficaram feridas, segundo o ministro da Saúde. O incidente foi tão forte que pôde ser sentido em Chipre, a centenas de quilômetros de distância, e ocasionou um movimento sísmico de magnitude 3,3 na capital libanesa. Mas também se notou um movimento de solidariedade. Também nós queremos ser parte desse movimento, em aliança solidária com o povo do Líbano, onde várias imagens de Mães Peregrinas percorrem as casas de cristãos e onde também existem santuários lares. —

 

Fonte: Twitter

No final da audiência geral, a primeira depois do recesso de verão, o Papa Francisco nos convidou a rezar pelas vítimas da explosão no porto de Beirute:

“Ontem, em Beirute, na área portuária, fortes explosões causaram dezenas de mortos e milhares de feridos, além de muitas destruições graves. Rezemos pelas vítimas e suas famílias; e rezemos pelo Líbano, para que, com o compromisso de todos os seus componentes sociais, políticos e religiosos, possa enfrentar este momento trágico e doloroso e, com a ajuda da Comunidade internacional, superar a grave crise que está atravessando”.

 

Família no norte do Líbano

Várias conferências episcopais enviaram saudações de solidariedade e prometeram ajuda, como também o fizeram vários chefes de estado. A Assembleia de Ordinários Católicos da Terra Santa expressou sua solidariedade e apoio ao Líbano depois da explosão no porto de Beirute: “A Igreja da Terra Santa reza pelo Líbano e expressa solidariedade para com seus cidadãos. Acompanhamos com grande preocupação e dor a explosão que atingiu o porto de Beirute na tarde de ontem, especialmente os relatos de dezenas de mortos e milhares de feridos”.

O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, expressou apoio às vítimas da explosão. “A União Europeia expressa sua total solidariedade e apoio às famílias das vítimas, ao povo libanês e às autoridades após as violentas explosões que atingiram Beirute neste dia”, disse Borrell em sua conta oficial no Twitter.

O Presidente do Conselho da UE, Charles Michel, também disse no Twitter que seus pensamentos estão “com o povo do Líbano e as famílias das vítimas da trágica explosão em Beirute”. “A UE está pronta para fornecer assistência e apoio. Mantenham-se fortes”, acrescentou o funcionário europeu.

Na noite de quarta-feira, a Prefeitura da cidade de Tel Aviv, em frente à Praça Rabin, foi iluminada com a bandeira do Líbano, em uma mensagem de solidariedade para com o país vizinho pela trágica explosão que até agora causou 135 mortes e quase 5.000 feridos em Beirute. “A humanidade vem antes de qualquer conflito e nosso coração se dirige ao povo libanês após o terrível desastre que o atingiu”, disse o prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai.

 

Egito

A comunidade local dos Focolares, juntamente com a Associação “Humanité Nouvelle”, começaram a trabalhar para atender às necessidades mais urgentes das pessoas afetadas pela catástrofe. Com a ajuda da comunidade local do Movimento, o Centro Mariápolis “La Sorgente” na localidade de Ain Aar, perto de Beirute, foi colocado à disposição de todos aqueles que perderam suas casas. Grupos de jovens e adultos se mostraram disponíveis para ajudar as famílias e as pessoas mais afetadas e informaram sobre todo tipo de necessidade: alimentos, material para limpeza das casas e alojamentos em geral.

A Coordenação de Emergência do Movimento dos Focolares foi ativada e intervirá através das organizações AMU e AFN. Para quem desejar colaborar, as seguintes contas correntes foram ativadas:

 

Azione per un Mondo Unito ONLUS (AMU)
IBAN: IT58 S050 1803 2000 0001 1204 344
Código SWIFT/BIC: CCRTIT2T
em Banca Popolare Etica

 

Azione per Famiglie Nuove ONLUS (AFN)
IBAN: IT11G0306909606100000001060
Código SWIFT/BIC: BCITITMM
em Banca Intesa San Paolo

 

“A cidade de Beirute, no Líbano, é muito bonita. Infelizmente, a explosão de ontem deixou 300.000 pessoas desabrigadas, assim como em Hiroshima. Pode ser que não tenhamos muito que fazer, mas pelo menos vamos rezar pelo Líbano”, lê-se em uma conta do Twitter. Sim, rezemos por Beirute, rezemos pelo Líbano, rezemos por este povo que foi atingido pela guerra, pelo corona vírus e agora por esta explosão.

 

Beirute, antes da explosão

O país parou e estamos vivendo um pesadelo

“É uma situação terrível e desastrosa e agora estamos no meio de uma confusão total”, disse à Caritas Internacional, Rita Rhayem, diretora da Caritas Líbano, cujo pessoal tomou medidas imediatas para ajudar as pessoas afetadas pela explosão.

“A situação é crítica e esta é a primeira vez que enfrentamos uma emergência desta magnitude, mas não vamos parar e continuaremos a ajudar todas as pessoas em dificuldade”, destaca. “Há muitos mortos e muitos feridos e, do ponto de vista sanitário, é provável que a situação piore rapidamente devido aos efeitos dos gases tóxicos. A Caritas Líbano está se preparando para esta eventualidade, mas nossos centros de saúde não têm os meios para enfrentá-la e as operações de resgate são ainda mais difíceis devido à falta de eletricidade”.

“O país parou e estamos vivendo um pesadelo”, diz o presidente da Caritas Líbano, Padre Michel Abboud. “Não temos nada para ajudar a população. Beirute está arrasada e estamos totalmente impressionados com a magnitude dos acontecimentos.”

“Nossos voluntários se mobilizaram imediatamente para localizar e ajudar os feridos, que estão sendo levados para nossos centros de primeiros socorros, embora infelizmente já estejam transbordando e incrivelmente lotados, assim como os hospitais. Há falta de tudo, inclusive alimentos para sustentar a população afetada”, diz Rita Rhayem.

“As explosões causaram mais um dano a um Líbano que já estava de joelhos devido à crise econômica e política, à violência, à pandemia de Covid-19 e às consequências das sanções econômicas impostas à Síria”, destaca Aloysius John, secretário geral da Caritas Internacional. “Não devemos nos esquecer do quanto os efeitos das sanções econômicas e da violência enfraqueceram este país e estão atingindo fortemente o Líbano, que também enfrenta hoje uma grave crise alimentar”. Aloysius John urge “à comunidade internacional a intervir urgente e incondicionalmente para ajudar o povo e a agir decisivamente para aliviar o sofrimento dos libaneses, eliminando de imediato as sanções econômicas”.

Para mais informação sobre o pedido de Caritas  -> https://www.caritas.org/donation/lebanon-appeal/ (Inglês)

Não podemos fazer muito. Ou podemos? Podemos rezar, contribuir com o capital de graças e também convidar outras pessoas a fazerem o mesmo.  

Com material de Fides

Original: Espanhol (6/8/2020). Tradução: Luciana Rosas, Curitiba, Brasil

Etiquetas: , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *