Colocado em 16. Outubro 2019 In Aliança solidária

Em Aliança Solidária urgente com o povo do Equador

EQUADOR, Redacção schoenstatt.org •

“Pedimos-te que peças a toda a Família que se una em oração pelo Equador neste Domingo 13 (e até o conflito estar terminado). Uma só Família no coração do Pai”, escreve Erika Cerdeño, de Guayaquil, Equador. Equador em chamas de violência, as pessoas com medo, recorrendo à oração, à espera que se possa chegar a um diálogo em vez de confrontos sangrentos.—

 

Tem havido protestos cada vez mais violentos por causa da vontade do governo em eliminar o subsídio à gasolina e ao diesel. Os preços dos combustíveis são uma das questões mais sensíveis para os consumidores, quer sejam ou não proprietários de um veículo. O quanto se paga por um litro de combustível não só determina quanto gasta uma pessoa que usa o carro, mas também influencia os preços dos bens básicos e é um factor que gera inflação. Enquanto em muitos países os consumidores pagam impostos ao comprar combustíveis e, assim, pagam um preço que é em parte muito superior ao do mercado internacional do petróleo, outros países – como o Equador até agora – oferecem um preço subsidiado pelo Estado, ou seja, inferior ao do mercado internacional. Esta política, entre outras, levou o Equador a uma dramática crise económica. Mas qualquer que seja a razão, se é compreensível ou não: cada aumento de preço que toca a vida diária, magoa e muitas vezes leva a protestos. Protestos que logo ganham um auto- dinamismo que faz crescer a espiral de violência e faz acrescentar temas, raivas, objetivos políticos e protagonistas e acções que nada têm a ver com a indignação inicial.

É o que está a acontecer no Equador agora. Há violência em todo o país: pilhagem organizada, destruição de empresas, hortículas, escassez de alimentos, sequestros. Todo o gabinete (entre eles um schoenstatteano, ministro da Agricultura) se mudou para Guayaquil na segunda-feira passada para evitar confrontos sangrentos com os manifestantes.

A sede do diário equatoriano El Comercio e o canal de televisão Teleamazonas foram atacados no sábado, 12 de Outubro, em Quito, e no mesmo dia as manifestações levaram ao ataque ao prédio da Controladora-Geral, que foi incendiado e saqueado por manifestantes encapuçados. O quartel-general ficou envolto num espesso fumo…

Desde que rebentaram as manifestações morreram 6 civis e foram registados 2.100 feridos e detidos, de acordo com o mais recente balanço da Provedoria do Povo.

 

2/10., oração no Santuário de Quito (cidade)

O milagre do diálogo e da paz

“Ajudem-nos a pedir o milagre do diálogo e da paz para o país que, foi consagrado ao Coração de Jesus. Que Ele estenda o Seu manto sobre o governo, os militares, os povos indígenas e os nossos Santuários”, pedem do Equador.

“Hoje cedo (12/10.), cerca de 20 pessoas foram ao nosso Santuário Cidade para rezarem um Terço, e muitas estradas em toda a cidade de Quito estavam fechadas”, conta Jorge Durán-Ballén no chat do CIEES. “Em resumo, ficaram ‘presos’ ali, que é também a residência dos Padres, e ao lado está a nossa escola para os pobres do bairro. Muito tempo para rezar.

O Papa Francisco disse hoje, 13 de Outubro, que está preocupado com a onda de protestos que o Equador vive há dez dias e pediu “paz social, com especial atenção às populações mais vulneráveis, aos pobres e aos direitos humanos”.

Momentos antes da oração do Angelus, o Papa disse estar “preocupado” com a situação do país juntamente com os participantes do Sínodo dos Bispos da Amazónia que o Vaticano está a celebrar este mês.

A Conferência Episcopal Equatoriana e as Nações Unidas anunciaram Domingo à tarde (13/10) que as conversações entre os líderes dos protestos e o governo equatoriano terão início às 15h (hora local) de Domingo.

Um comunicado do escritório da ONU no Equador disse que os funcionários das organizações estiveram em contacto com ambas as partes e que “confiamos na vontade de todos para estabelecer um diálogo de boa fé e encontrar uma solução rápida para a complexa situação do país”.

 

Rezemos pelo povo equatoriano, pelas vítimas da violência, e que a Mãe de Deus não só proteja os dois Santuários de Schoenstatt de Quito e a Escola de Schoenstatt de Quito, mas que dos seus Santuários se manifeste como Mãe do povo e como Rainha da paz e do diálogo.

Original: espanhol (13/10/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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