Colocado em 25. Julho 2018 In Aliança solidária

Vamos rezar com toda a igreja para o povo da Nicarágua

NICARÁGUA, Agência Fides e redação •

A tensão na Nicarágua não se alivia após a celebração do 39º aniversário da revolução sandinista que marcou o fim do ditador Anastasio Somoza. Na comemoração de 19 de Julho, não houve a grande massa de pessoas como em outros anos, e o presidente Daniel Ortega descreveu uma situação de conflito completamente alheio à realidade, acusando os bispos da Nicarágua de ser “conspiradores” e “golpistas” e acrescentou ironicamente: “Eu pensei que eles eram mediadores, mas eles pediram ao presidente para sair, eles são parciais, eles manobraram um golpe contra o governo.”—

Então, o presidente acusou a comunidade católica: “Eles nunca convocaram manifestações pacíficas, e se a polícia entrou nas igrejas é porque são quartéis, escondem armas”.

Desde o dia 18 de abril se registraram manifestações na Nicarágua contra o presidente Daniel Ortega, no poder desde 2007 e reeleito em 2016 nas eleições questionadas pela oposição. Em janeiro de 2014, a Assembléia Nacional aprovou a reeleição indefinida do ex-guerrilheiro. As manifestações foram reprimidas pela polícia e paramilitares, com mais de 300 mortos.

Embora a Igreja participe como mediadora e testemunha no diálogo nacional convocado pelo Ortega, grupos simpatizantes do governo atacaram em 09 de julho ao Cardeal Leopoldo Brenes, o Núncio Apostólico, Mons. Waldemar Stanislaw Sommertag, e Mons. Silvio Baez, durante uma visita pastoral a Diriamba.

A Arquidiocese de Manágua (Nicarágua) denunciou que paramilitares e a polícia atacaram durante a noite de 14 julho a paróquia Divina Misericórdia, onde vários estudantes estavam refugiados, matando a um jovem e deixando vários feridos.

No dia seguinte, o carro do Bispo de Estelí, Dom Abelardo Mata, foi atacado por multidões pró-governo. O Prelado refugiou-se numa casa próxima e pôde retornar à sua diocese graças à intervenção do Cardeal Brenes.

Rezemos pela Nicarágua

A reação da comunidade católica é internacional: várias Conferências Episcopais organizaram dias de oração e jejum para a Nicarágua, CELAM convocou todas as Igrejas da América realizada no domingo, 22 de julho como um dia de oração para a Nicarágua: ” Domingo, 22 de julho, é nosso desejo e pedimos que em todas as nossas celebrações, em todas as comunidades de fiéis de todos os nossos países, seja feita uma oração especial pelo povo da Nicarágua “, diz o texto enviado à Agência Fides.
Há muitas organizações católicas têm expressado solidariedade com a comunidade católica e o povo da Nicarágua: Fides recebeu, entre outros, declarações do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), a Confederação Latino-Americana de Religiosos (CLAR) de várias ordens religiosas e congregações, como os Redentoristas, que têm missionários que compartilham os sofrimentos do povo nicaragüense em algumas paróquias que foram atacadas.

Podemos acrescentar a isso o chamado do Pe. José Luis Correa à Família de Schoenstatt da Costa Rica para unir-se em oração com o povo da Nicarágua, onde o primeiro grupo de casais se prepara para selar a Aliança de Amor.

 

Imagem circulando na Nicarágua: “Sagrado Coração de Jesus e do Coração Imaculado de Maria, continuem a cobrir o Nossa Pátria e os Srs.Bispos da Conferência Episcopal da Nicarágua, que em missão confiada acompanham ao povo e continuarão a acompanhar, anunciando a esperança e denunciando as injustiças. 

Costa Rica abre os braços para receber refugiados da Nicarágua

No plano político, vários países se declararam a favor da mediação dos Bispos para seguir o caminho democrático do diálogo e encontrar uma solução pacífica. A Organização dos Estados Americanos também se pronunciou a esse respeito da mesma maneira (veja Fides 19/07/2018).
Infelizmente, a violência do governo continua e, em alguns lugares, consegue impor terror e medo, a tal ponto que as famílias começam a pensar em deixar o país como uma solução extrema. Costa Rica, um país na fronteira com a Nicarágua, abriu dois locais para acomodar o crescente número de migrantes que fogem da Nicarágua. De acordo com o chanceler Epsy Campbell, na última semana, todos os dias “entre 100 e 150 pessoas chegaram pela primeira vez na Costa Rica”.

Original: Espanhol. 21 de Julho 2018. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

Em aliança solidária com a Nicarágua, desde Costa Rica e todo Schoenstatt

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