bolsas de caridad

Colocado em 2021-07-07 In obras de misericórdia, Schoenstatt em saída

Sacos de caridade: Passar da opinião a ter Jesus no coração

EQUADOR, Pe. Rafael Amaya/mf •

Há muitas pessoas necessitadas, que ainda são afectadas pela pandemia. É por isso que ainda há longas filas de pessoas em frente ao Santuário de Quito, e é por isso que os sacos de caridade ainda estão a ser distribuídos. Porque, como disse o Papa Francisco a 29 de Junho de 2021: “As testemunhas não se perdem em palavras, mas dão fruto. As testemunhas não se queixam dos outros ou do mundo, elas começam por si próprias. Eles lembram-nos que Deus não deve ser demonstrado, mas mostrado pela própria testemunha; não anunciado por proclamação, mas testemunhado pelo exemplo. A isto chama-se “arriscar a vida”. —

Fazem-no desde o Advento de 2020, todos os meses. Entregam sacos de caridade a pessoas necessitadas, afectadas pela pandemia e pelas suas consequências económicas. Há vários voluntários que enchem os sacos e os distribuem. “Deus deu-me muitas coisas na vida”, diz uma jovem mulher, “incluindo o dom de conhecer Schoenstatt e selar a Aliança com a Mãe”. Eu faço este apostolado para ser as Suas mãos”.

“Passar da opinião a ter Jesus no coração: testemunhas. Não eram admiradores, mas imitadores de Jesus. Não eram espectadores, mas protagonistas do Evangelho. Não acreditavam em palavras, mas nos actos”, diz o Papa Francisco sobre S. Pedro e S. Paulo e todos aqueles que, seguindo os seus passos, se autodenominam e se sentem apóstolos. O apostolado de que tanto falamos em Schoenstatt e que temos no nosso nome – Movimento Apostólico de Schoenstatt – vem de apóstolo. E o apóstolo é aquele que não fala sobre a missão, mas aquele que vive a missão, com as suas mãos e pés, com o tempo, a criatividade e o cansaço.

Nós somos Igreja

As filas em frente do Santuário falam de um lugar onde o Evangelho é vivido. Onde as pessoas podem experimentar a Igreja Mãe. Onde Schoenstatt é Igreja.

“Graças à Igreja”, dizem as pessoas que recebem os sacos e provavelmente não sabem que é assim que dizem a coisa mais bela de Schoenstatt: Igreja. Isto é: um Schoenstatt que cumpre o Dilexit Ecclesiam do seu fundador. É a Igreja que sai ao encontro de Jesus em cada irmão e irmã que sofre.

Gastar a vida pelo Senhor e pelos irmãos

bolsas de caridadOs Santos que hoje celebramos fizeram esta passagem, tornando-se testemunhas. Passar da opinião a ter Jesus no coração: testemunhas. Não eram admiradores, mas imitadores de Jesus. Não eram espetadores, mas protagonistas do Evangelho. Não acreditavam em palavras, mas nos actos. Pedro não falou de missão, viveu a missão. era pescador de homens; Paulo não escreveu livros eruditos, mas cartas vivas, enquanto viajava e testemunhava. Ambos gastaram a vida pelo Senhor e pelos irmãos.
E provocam-nos. Pois corremos o risco de permanecer na primeira questão: dar pareceres e opiniões, ter grandes ideias e dizer belas palavras, mas nunca nos colocarmos em jogo. E Jesus quer que nos coloquemos em jogo.
Quantas vezes, por exemplo, dizemos que gostaríamos de uma Igreja mais fiel ao Evangelho, mais próxima do povo, mais profética e missionária, mas depois, na prática, nada fazemos! É triste ver que muitos falam, comentam e debatem, mas poucos testemunham.
As testemunhas não se perdem em palavras, mas dão fruto. As testemunhas não se queixam dos outros e do mundo, mas começam por si próprias. Lembram-nos que Deus não deve ser demonstrado, mas mostrado com o próprio testemunho; não anunciado com proclamações, mas testemunhado com o exemplo. A isto chama-se “pôr a vida em jogo”.

Papa Francisco, 29/6/2021

Original: espanhol (4/6/2021). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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