Colocado em 2020-12-03 In Artigos de Opinião, Schoenstatt em saída

Alea Jacta est!

BRASIL, RUY ALBERTO KAERCHER •

Temos confiança total naquilo que o nosso Pai-Fundador nos presentou, ou seja, nosso ato de fé na nossa missão conforme suas palavras: “Nesta Obra e Instrumento de Deus, eleitos para a configuração mariano cristã do mundo”. Nos tempos atuais somos fortemente desafiados a crer nisso com todas as nossas forças. Somos fortemente desafiados pelo comportamento de muitos co-irmãos e co-irmãs, que insistem em promover ações de massa, em relativizar decisões, se contrapondo a riqueza do princípio federativo ideado pelo nosso Fundador. Diz nosso Fundador: “Não fomos fundados para o hoje, nem para o amanhã, mas para o depois de amanhã.” —

São João Paulo II, em suas palavras proferidas por ocasião da audiência do Centenário, em 20 de novembro de 1985 afirmou: “Precisamente na comunidade e pelo bem da Igreja, que vive e cresce, ela mesma, na fé que constantemente se renova no seu Divino Fundador.” Ressaltando desta forma, a volta às origens, a “mens fundatoris”. E esta missão pertence a toda a Família de Schoenstatt. Somos uma família “federativa”, cuja vida frutifica a partir de uma rica pluralidade de Comunidades e da profícua condução das tensões que desta dinâmica resultam.

Nenhuma pessoa ou comunidade isolada, nenhum ramo ou grupo, por si só, possui a plenitude desse dom profético de Cristo, também concedido profusamente a nosso Pai-Fundador. Portanto, ninguém, repito, ninguém, em Schoenstatt está apto a ler e interpretar sozinho com acerto, de modo unilateral, os sinais de Deus vivo no tempo atual, e por todo o sempre. Em tempos onde nosso Fundador recebe ataques, a melhor resposta que podemos dar, por ele, para ele e com ele, é fazer viva sua obra, em toda sua plenitude.

Alea iacta est

Toda a Família de Schoenstatt participa deste carisma profético do Fundador

É toda a Família de Schoenstatt que participa junto com seu Fundador, deste carisma profético, enquanto permanece em aliança de amor com ele e sua Obra. E, assim como ele recebeu este dom, este carisma, para ser intérprete dos novos tempos, para que todos e todas alcancem a “nova margem do tempo”, nos cabe no momento atual, como Família Diocesana de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul-RS, exercer em conjunto com ele esse dom profético, para que essa Igreja particular de Santa Cruz exerça com ele esse mesmo dom profético, para que possamos colaborar para que a nossa Igreja Particular também cumpra sua missão Evangelizadora, e deste modo, unir-se ao orbe católico a partir das bases, fiel às normas do Vaticano II, aos demais documentos do Magistério e do episcopado Latino-Americano, e em unidade com nosso bispo diocesano.

São Paulo em 1 Cor 12, 4-30 nos alerta, que há diversidade de dons, embora todos os carismas conduzam à unidade, pois provêm do Espírito Santo. Deste modo, cabe aos Assessores, aos dirigentes, à Central de Assessores e a todos aqueles que possuem cargos de direção nas estruturas e Comunidades schoenstatteanas, uma parcela maior de responsabilidade no exercício desse dom profético. Devem, portanto, fazer uma leitura e interpretação correta dos sinais dos tempos, pois se não for assim, estaremos consolidando a omissão na condução da Família de Schoenstatt, família esta que se propõe, de acordo com o pensar do Fundador, a ser alma de um Apostolado Universal que congregue todas as forças apostólicas da Igreja.

Alea iacta est

O Movimento Apostólico de Schoenstatt Brasil e o Santuário Imaculata Dilexit Ecclesiam!

O Movimento Apostólico necessita dar uma resposta ao chamado de Cristo, corresponder ao chamado da Igreja, para atender a nossa missão de instrumentos de evangelização, a serviço dos homens do tempo atual. E qual o motivo que nos leva a esta reflexão: os últimos acontecimentos envolvendo o Santuário Imaculata Dilexit Ecclesiam! Santuário que há 44 anos faz parte da história do Schoenstatt santa-cruzense, do Movimento Apostólico aqui existente. O Santuário está profundamente enraizado na cultura religiosa local, desde sua construção e inauguração conta com uma romaria anual, centro irradiador de graças e de inúmeras bençãos para toda a cidade de Santa Cruz, e para toda a diocese.

Este processo todo, conforme já é sabido, iniciado e conduzido por um dos Institutos de Schoenstatt, fere os princípios do pensar Kentenichiano. E o que mais nos entristece, é o modo como as grandes e maiores lideranças do Movimento no Brasil, no nosso Estado, e no nosso município, agem como se nada de grave estivesse acontecendo nesse, digamos assim, “processo de desmanche do nosso Santuário”.

Está nos sendo colocada a pecha de que estamos tratando esta questão de forma “ad extra”, pela imprensa, quando nos exortam que deveria ser tratada “ad intra”. O que se constata é que após várias assertivas junto a vários dirigentes de nível nacional, os mesmos até o momento não se manifestaram, e o que nos restou, foi sensibilizar a família de Schoenstatt para o que aqui acontecia, através da mídia, que mostrou interesse em divulgar o caso, sempre objetivando um bem maior pela reflexão que a divulgação proporcionaria. Outrossim, relembro que nós schoenstatteanos ficamos sabendo da decisão abrupta da transferência do Santuário através de uma “Carta Aberta” mandada publicar pelas portadoras jurídicas, na imprensa local.

Alea iacta est

Algo inaudito na história do Schoenstatt brasileiro

Creio, é inaudito na história do Schoenstatt brasileiro, como também na história do Schoenstatt Internacional, um processo dessa natureza, sendo conduzido da forma como está sendo feito aqui em Santa Cruz do Sul. Ato este que vai na contramão do pensar do Fundador, ato este que está destruindo de modo implacável vínculos naturais, sobrenaturais, familiares e comunitários. E esse modo de agir, unilateral, sem respeitar o pensar da Família como um todo, foge do princípio familiar, e levará inexoravelmente à esterilidade e ao aborto da vida.

Não é possível querer construir uma nova sociedade sobre o alicerce da negação da familiaridade do organismo de vinculações e de outros pontos fundamentais do pensar Kentenichiano. Portanto, este caso necessita de uma atenção especial das instâncias decisórias do Schoenstatt Internacional.

Para nós leigos de Schoenstatt, que somos agraciados com uma pedagogia e espiritualidade mariano-trinitária, esta construção vai além: trata-se de construir toda uma nova cultura baseada na Aliança de Amor. Um Movimento, uma sociedade, uma cultura não baseada, no diálogo e na colegialidade, está fadada a sucumbir. A falta de transparência, o acobertamento de decisões, formada e tomadas de forma unilateral, é abuso de poder, desrespeito ao organismo de vinculações tão prezado e vivido pelo padre Kentenich.

As atitudes que presenciamos na atualidade, aqui em Santa Cruz, demonstra justamente o contrário desejado pelo Fundador que combateu com tenacidade o coletivismo, o pensar mecanicista, que tanto estrago trouxeram e trazem a sociedade humana. Neste contexto se situa também nosso Santuário Imaculata Dilexit Ecclesiam, devemos como leigos engajados no Movimento ser portadores por excelência da Aliança de Amor. Pois é no Santuário que reside nossa força apostólica, é ali que alimentamos nossas vinculações de caráter sobrenatural e natural.

Alea iacta est

Qual nossa posição, como filhos e filhas de Schoenstatt, diante do que estamos vivenciando?

Aqui em Santa Cruz são 44 anos da presença e atuação da Mãe e Rainha. Creio, que com tudo isso a Mãe de Deus quer voltar a colocar sobre nossos ombros, a herança que nos foi vivida e legada pelo padre José Kentenich.  É esta uma situação local, ou uma situação que apresentou manifestação local, mas, devido às suas causas alastra-se para todo o Brasil, podendo eclodir, cedo ou tarde, em outros locais? Qual nossa posição, a atitude a tomar, como filhos e filhas de Schoenstatt, diante do que estamos vivenciando? Cabe a nós como filhos e filhas de nosso Pai Fundador, fortalecer o espírito familiar e inspirar uma mudança de atitude daqueles que estão investidos nos elevados cargos aos quais foram conduzidos, não para realizar anseios de ordem particular, mas sim defender o pensar do Fundador, e estimular a manter-nos fiéis a nossa missão.

Se, as portadoras jurídicas não quiserem mais se manter a frente da missão que cabe ao nosso Santuário, queremos nós leigos e leigas, cerrar fileiras para defender para todo o sempre o brado de nosso Pai: Dilexit Ecclesiam. Imaculata Dilexit Ecclesiam. Lutando sempre pelas diretrizes do Fundador, alinhados ao seu ensinamento, construindo e aspirando um “Novo Schoenstatt”, onde reine o autêntico espírito familiar, unidos e vinculados, sem ressentimentos, sem ódios, sem prevalência deste ou daquele, mas abertos e alegres, semeando esperança, unidos na Aliança de Amor.

Alea Jacta Est!

PRÓ PERMANÊNCIA E TOMBAMENTO SANTUÁRIO DE SCHÖENSTATT – SANTA CRUZ DO SUL -RS –

Pedimos a todos que se sentirem incomodados com a situação, apoiarem nosso chamando!

http://chng.it/FTpCBs4DzM

https://www.change.org/p/ao-minist%C3%A9rio-p%C3%BAblico-pr%C3%B3-perman%C3%AAncia-e-tombamento-santu%C3%A1rio-de-sh%C3%B6enstatt-santa-cruz-do-sul-rs

 

Tiraram-nos o Santuário…

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