Colocado em 2020-11-19 In Projetos, Schoenstatt em saída

A Caravana Juvenil

ARGENTINA, via AICA •

A tradicional Caravana Juvenil Mariana, que tem lugar todos os anos na Diocese de São Luis, teve uma nova versão este ano devido à pandemia: A Caravana Juvenil Mariana, que teve lugar no domingo, 15 de Novembro, às 17 horas. Que bela altura foi quando recebemos as notícias e testemunhos desta caminhada directamente, quando nos pediram para espalhar a palavra! Esta geração já não está aqui, mas felizmente há uma nota divulgada pela AICA que podemos partilhar. —

Os participantes da Caravana, na sua maioria jovens, reuniram-se à porta da Igreja de Nossa Senhora del Rosário del Trono e partiram numa caravana de carros para os terrenos do futuro Santuário de Schoenstatt, no bairro de Cerros Colorados, de Juana Koslay. A imagem do Santo Cristo de la Quebrada acompanhou todo o percurso. Houve uma paragem no Hospital Central de San Luis, onde o Bispo de San Luis, Monsenhor Gabriel Barba, rezou durante alguns minutos pelos doentes e pelas pessoas afectadas pelo Covid-19.

É importante seguir Jesus

Após o momento de oração, a caravana continuou até aos terrenos de Nossa Senhora. Ali, às 19 e trinta, a Missa foi celebrada pelo Bispo, acompanhado por sacerdotes, seminaristas e colaboradores.

Na sua Homilia, o prelado sublinhou: “Na primeira leitura de hoje quero recordar uma pequena frase com a qual celebramos a Caminhada Caravana Juvenil, e que dizia no Livro dos Provérbios: ‘O encanto é enganoso, e a beleza é vã. Nesse sentido, considerou: “A juventude é uma doença que é curada com os anos. Por isso, infelizmente, todos nós estamos curados”. Por isso, aconselhou: “Divirtam-se enquanto têm essa bela doença que é a juventude, mas vivam com esta luz do Evangelho. Nem tudo o que reluz é ouro. Nem tudo o que parece belo é assim.

Depois, sustentou : “É por isso que é tão importante conhecer Jesus, seguir Jesus, não ter medo de carregar a cruz, reconhecermo-nos como Deus nos reconhece, amarmo-nos como Deus nos ama”, e acrescentou: “Deus não me ama amanhã, ele ama-me hoje. Deus quer que eu seja santo, mas Ele já me ama embora eu seja pecador, porque foi por isso que Ele deu a Sua vida”.

A diferença é um valor

Referiu-se então ao Evangelho e à parábola dos talentos e salientou a importância de “nos reconhecermos na diferença”. A diferença é um valor, ser diferente, com capacidades diferentes, com pensamentos diferentes, é um valor”.

A seguir, disse que este valor nos distingue como pessoas únicas e irrepetíveis, “nós a partir da fé e chamados à comunhão para sermos um em Cristo, iluminados por Cristo com as nossas diferenças, em comunhão. Esta é a riqueza da Igreja”.

Mais adiante, expressou “a unidade é o amor, é o espírito, é o dom de Deus” que com as diferentes realidades, os diferentes dons, as diferentes capacidades, enriquece a Igreja na variedade, na unidade.

“Estes jovens receberam um talento que não era para eles próprios e nem todos responderam da mesma forma. Os dois primeiros fizeram-no produzir e multiplicar-se, e houve um último, aquele que tinha recebido apenas um talento, e o que fez com o seu talento? Enterrou-o porque teve medo”.

“O medo – reflectiu – pode paralisar os corajosos, pode impedir-nos de arriscar, mas se não arriscarmos, nunca seremos homens e mulheres de Deus. E afirmou que este último, “não compreendeu Deus, e é Deus quem nos dá os talentos”.

“Pergunto-me, em que ponto estamos, o que fazemos com as dádivas que Deus nos deu, se as pomos em prática, se superamos os nossos medos”, e afirmou: “O medo é superado pela confiança na Providência, que é o que todos os grandes santos fizeram.

“Em que Deus acreditamos? Acredito num Deus que acredita em mim? Acredito num Deus que confia em mim? Abandono-me realmente a Deus? Este que enterrou o talento não compreendeu Deus”, disse ele.

Perante as diferentes realidades, Monsenhor Barba perguntou: “Será que acreditamos no mesmo Deus? Eu penso que não. Creio no Deus de Jesus Cristo, naquele que dá a vida, naquele que ama o pecador, aquele que veio para salvar, não aquele que veio para condenar, para acusar”. E acrescentou: “É por isso que não quero enterrar o talento e estou disposto a cometer um erro, porque quero arriscar e terei a certeza na força e na graça de Deus, porque confio nele”.

Dia Mundial dos Pobres

Antes de concluir a sua Homilia, o prelado disse que este Evangelho nos convida a responder à chamada “sabendo que somos administradores”. Vamos todos ter de prestar contas perante Deus”, e acrescentou que “numa só coisa seremos julgados no Juízo Final: no amor.

“Oxalá, possamos colocar estes grandes dons que todos nós recebemos, ao serviço dos outros e, em última análise, ao serviço de Deus, para nos tornarmos verdadeiramente nós próprios como Deus nos sonhou na Sua infinita misericórdia.

O Bispo também se referiu ao Dia Mundial dos Pobres, pois em várias paróquias da Diocese houve gestos de solidariedade, e pediu a Deus que os pobres tenham sempre um lugar no nosso coração.

Mais adiante, o Bispo agradeceu a todos os que colaboraram nesta 22.ª Caravana Juvenil Mariana, aos vários grupos paroquiais, aos seminaristas, entre outros, e continuou com a oração de consagração a Nossa Senhora. Antes de concluir, o prelado deu a bênção final.

Foto de título: primeira pazada em Juana Koslay, 2017

Original: Espanhol (18/11/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

Etiquetas: , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *