Colocado em 2020-06-21 In Madrugadores, pastoral prisional, Schoenstatt em saída

Estive preso e visitaste-me

ARGENTINA, Juan Barbosa •

Uma oração extra do “Terço das 18 e 30” que os madrugadores têm meditado diariamente desde 31 de Março, foi rezada pelo Bispo de Mar del Plata, Monsenhor Gabriel Mestre, com os reclusos da Unidade Penitenciária de Batán daquela cidade. A Irmã Helena, responsável pela Pastoral penitenciária, foi a ligação e, após um trabalho dedicado de acompanhamento e organização, mais de 25 Madrugadores se associaram a este momento de oração que, de acordo com o que disseram, foi um estrondo!—

 

Procurando destinos, encontrando realidades

A fantástica coesão que as pessoas que rezam encontram naquele momento, esperado todos os dias, levou-as a pensar no seu destino como uma “comunidade virtual”, porque se recusam a acabar com a oração diária e precisam de uma projecção. Um deles começou a planear e a executar uma oração com os prisioneiros, como forma de fazer carne o “Eu estive preso e tu visitaste-me”.

Com singular sucesso iniciou esse caminho e, sem querer, despertou outro que também o tinha iniciado em Mar del Plata. “Escrevi ao nosso Bispo oferecendo uma oração semanal com os reclusos de Batán e ele, não só respondeu com a sua total aprovação, como também me disse que se juntaria de bom grado ao lançamento”. Dom Gabriel Mestre tinha celebrado uma Missa no Encontro Nacional que os Madrugadores tiveram em 2019 em Mar del Plata e identificou-se fortemente com esta corrente de vida, que já tem 30 anos de história desde a sua fundação no Chile e 18 na Argentina.

Anseio, projecção e acção!

As mensagens diárias do Ricardo chegavam ao grupo do Terço com cada coisa nova que acontecia. Com dedicação minuciosa fez avançar o projecto e a Irmã Helena, responsável pela Pastoral, deu todo o seu apoio e espalhou a palavra no meio para que, muitos soubessem desta possibilidade que se oferecia: a oração do Santo Rosário com o Bispo e um grupo de Madrugadores da Argentina (La Rioja, Tucumán, várias Dioceses de Buenos Aires, Mendoza Entre Rios, CABA e Córdoba), Costa Rica e México.

O dia e a hora foram estabelecidos e, desde duas semanas antes, essa intenção teve lugar no Terço diário, certos de que Maria lhes permitiria chegar aos reclusos para se unirem em oração, já que não lhes compete avaliar a sua situação, mas aproximar-se de Jesus Cristo num momento de oração.

 

Uma realidade que marcou profundamente cada um de nós

A oração, extremamente ordenada e minuciosa, foi muito sentida e o clima de respeito que foi vivido naquela sessão de videoconferência foi, segundo um dos oradores, sublime. O Bispo Mestre acolheu com muita atenção e dedicação todos os que participaram, desde a sua “pequena porção da tela” até Jesus Cristo. A sua bênção iniciou a tão esperada oração, à qual se juntaram também outros sacerdotes e agentes pastorais. Os 37 “ecrãs”, que foram ultrapassados pelos participantes, ofereceram um impacto visual verdadeiramente acolhedor. Maria estava lá!

O fim aproximava-se e ninguém queria que ele viesse, e embora “tudo tenha um fim, tudo acaba”, como diz uma velha canção, vai continuar!

Quando propuseram aos “rapazes” uma oração semanal do Santo Rosário, levantaram as mãos com sinais de alegria e aprovação, e surgiu um grito espontâneo e a sua resposta: “Viva Maria! Viva!

Os Madrugadores terão então uma oração semanal com esta unidade prisional, à qual esperam acrescentar outras a curto prazo e para o qual estão a trabalhar arduamente.

Eu estive preso e visitaste-me!

Artigo sobre a unidade prisional de Batán (ES)

Original: espanhol (18/6/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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