Colocado em 4. Outubro 2016 In obras de misericórdia, Schoenstatt em saída

Quando Jesus reparte sanduiches…

MÉXICO, por Massy González •

Poucos meses depois de entrar na Liga de Mães de Schoenstatt, um grupo de amigas me convidou para fazer parte de um apostolado dirigido a familiares dos doentes da Clínica 25 do Seguro Social. Foi uma excelente oportunidade porque estava buscando algo para contribuir com o Capital de Graças. Foi assim que comecei este maravilhoso serviço, de mãos dadas com a Mãe e me oferecendo por completo a Ela.

Nosso trabalho consiste em levar mais de duzentos cafés da manhã – sanduíches, bolachas, frutas, água fresca e café – aos familiares dos doentes neste hospital público de Alta Especialidade. Encontro neste trabalho uma grande satisfação, já que muitas vezes quando ajudamos na rua as pessoas que pedem dinheiro, não sabemos aonde termina esta doação. Já aqui, é incrível ver como as pessoas chegam cansadas e famintas, muitas delas viajam de longe, dormem muito pouco e em condições de grande incômodo. Depois de comer um simples sanduíche, tomar um pouco de café sentadas na mesa, conversar e descansar um pouco, ganham mais energia e  agradecem com um sorriso. Assim vejo o reflexo do meu trabalho.

Minha vocação por mais de dezoito anos

Hoje posso dizer que aquilo que começou como uma simples contribuição ao capital de graças, sem perceber se transformou em minha vocação por mais de dezoito anos.

Este apostolado passou por quatro diretores no hospital; tivemos muitas dificuldades no caminho. Muitas vezes cheguei a pensar que já era o final deste serviço, por todos os obstáculos que nos apresentaram. Mas, a Mãe não nos abandonou e permitiu seguir levando a tantas pessoas um pouco mais de consolo por meio deste simples gesto, que em muitas ocasiões, é a única refeição que fazem no dia.

Temos que seguir…

O que gostaria de ressaltar aqui, é que muitas vezes começamos algo e quando já cumprimos com o objetivo o deixamos. Deixamos a oração diária, o apostolado, deixamos isso que nos faria aproximarmos mais da Mãe e viver uma vida mais de mãos dadas com Deus. Este apostolado me deu, por quase décadas, uma aprendizagem e uma satisfação enorme, momentos de reflexão como também de muita alegria, e por isso dou graças à Mãe por ter me apresentado esta oportunidade há tento tempo e por me guiar sempre.

 

Não se trata de buscar sacrifícios, mas fazer o que mais gostamos de fazer

Por último, gostaria de destacar algumas palavras do Pe. Marcel Mouras que nos disse há alguns anos em um dos retiros da quaresma: “Neste tempo todo mundo faz grandes sacrifícios, e tenta corrigir seus defeitos. Hoje, proponho que vocês busquem o que mais gostam de fazer, aquilo que acreditam que fazem melhor. Agora tentem encontrar algum propósito que se relacione com isso e tenho certeza que este propósito vai durar muito mais que aquele que é difícil de fazer.

Este ano da misericórdia não está relacionado com sacrifício e dor, mas com a alegria, e fazer com que estes atos de misericórdia que levamos a sério, os prolonguemos por muito tempo mais, convertendo-se em nossa forma de viver, praticando de maneira cotidiana, fazendo parte de nossa vida.

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Original: espanhol. Tradução: Isabel Lombardi, Guarapuava PR, Brasil

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