Colocado em 2015-09-11 In Campanha, Schoenstatt em saída

Com a “Peregrina do Santuário Original” na Fundação da União de Sacerdotes, em Cuba

CUBA, Maria Fischer entrevista o Pe. Egon M. Zillekens •

“Colhemos o que outros semearam”, disse o Pe. Egon Zillekens, resumindo as suas experiências em Cuba, na Fundação da União dos Sacerdotes Diocesanos nesta ilha cheia de alegria, esperança e ânsias perante a próxima visita do Santo Padre, e pelo “encontro” entre este país e os Estados Unidos, fruto em grande parte da sua mediação. “Ver as pessoas vestidas com t-shirts ou calças com as cores da bandeira dos Estados Unidos, em plena Havana, parece cena de filme”, comenta o Pe. Egon Zillekens. As fotografias dos cubanos levando, em suas mãos, a Peregrina, não o é menos…

Voltando ao assunto da colheita do que os outros semearam. “Os outros” são o Pe. Carlos Cox e, alguns jovens do Santuário de Campanário: a Missão Cuba, iniciada em 1999. Eles: são três jovens sacerdotes, o Pe. Rolando Gibert Montes de Oca Valero, o Pe. José Gabriel Bastián Cadalzo e o Pe. Bladimir Navarro Lorenzo. Participaram no Jubileu de Schoenstatt e, agora, reuniram-se com o Pe. Egon M. Zillekens e com o Pe. Maximiliano Bartel, da Argentina para, se consagrarem, oficialmente, como 1º Curso da União de Sacerdotes Diocesanos, fundando, assim, a União dos Sacerdotes de Schoenstatt, em Cuba.

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Os frutos da “Missão Cuba”

“Há alguns anos”, conta Matías Rodríguez da “nova” Missão Cuba, foi iniciado um apostolado com o Ramo de Universitários de Campanário que ultrapassaria fronteiras e pessoas: a Missão Cuba. Nessa época, três jovens chilenos com o Pe. Carlos Cox foram para Havana para estudar e convidar muitos a conhecer Schoenstatt, selar a Aliança de Amor e crescer no amor a Maria. A missão foi um êxito e, numerosos grupos seguiram esses três primeiros mas, ao fim de um tempo – em parte pelas restrições do governo cubano – a missão deixou de ser realizada.

Hoje, muitos anos depois, vemos os frutos dessas “pequenas” viagens, já que, graças a esse primeiro impulso e, à mão de Deus que conduz, três sacerdotes diocesanos conheceram Schoenstatt e, nas suas Paróquias começaram a cultivar um estilo mariano e familiar. Esses mesmos sacerdotes, são os que, na celebração dos cem anos de Schoenstatt, nos convidaram a voltarmos a Cuba para evangelizar, já não, em Havana, mas, na cidade de Camagüey (no centro da ilha, com cerca de 300.000 habitantes) e, poder fundar-se, aí, nas Paróquias, um Movimento vivo de amor à Mater, de crescimento espiritual profundo e de forja de líderes ao serviço do país e da Igreja”.

Nos “arquivos” de schoenstatt.org, há uma mensagem recebida há três anos que, reflete o caminho de Schoenstatt, em Cuba: “Muitos anos temos estado a caminhar, praticamente, sós, com a presença de Raymond que, do Chile nos dá alento e nos diz que, mau grado a lonjura do caminho, a meta é certa. O saber que vocês também pensam em nós, como nós em vocês e, no resto dos que, no mundo, pertencem ao Movimento, reconforta-nos o espírito. Hoje, na cidade de Guantánamo realizamos a peregrinação de Nossa Senhora da Caridade, na Véspera da Sua Festa e, leremos a sua mensagem aos membros da Família que assistirem. Receba um grande abraço e uma saudação especial de Cuba, a terra onde a Mater recebe o Seu nome mais doce: Nossa Senhora da Caridade…”

Sementes semeadas, fidelidade, confiança… e a MTA foi-lhes fiel.

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Uma Igreja pobre para os pobres

A viagem do Pe. Egon M. Zillekens com a sua Peregrina começou na cidade de Camagüey, onde o Pe. Rolando já tem grupos de Schoenstatt; levou-o depois à Diocese de Guantánamo, onde, de momento, está a trabalhar. Em ambos, os lugares, participando, simplesmente, da vida e do trabalho de um Pároco comprometido, o Pe. Egon Zillekens experienciou “uma Igreja pobre e dos pobres”, uma “Igreja nas casas” – muitas vezes, a casa-de-jantar ou a sala de uma família servem para celebrar a Stª Missa: uma mesa como Altar, um baú como Fonte Baptismal – uma Igreja que está a surgir, com pessoas recém- baptizadas, uma Igreja missionária à espera da visita do Papa Francisco. “ Há pessoas pobres, há doentes e, vou visitá-los”: resumo singelo do Pe. Rolando ao falar do seu trabalho. E, a Mãe Peregrina está presente.

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Quem sou eu para que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor?

E, com ele, vai visitá-los o Pe. Egon…e, vai visitá-los a Peregrina. Em cada lugar há expectativas pela visita do Santo Padre. O Pe. Egon diz simplesmente: ”Esta é a Mãe Peregrina de Schoenstatt. O Santo Padre tem esta Imagem na sua mesa-de-cabeceira”.

Não é preciso explicar mais nada. Ela conquista os corações, provocando a grande pergunta, tantas vezes feita pelas pessoas doentes, pobres, presas…e, tantos outros “que aos nossos olhos ou aos do mundo são menos agradáveis”, como disse o Santo Padre na Audiência aos Padres de Schoenstatt. Quem sou eu para que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor?

Na Diocese de Guantánamo, onde fizeram uma visita ao Bispo – claro está, também, com a Peregrina – chegaram ao ponto leste de Cuba, com a Peregrina nas mãos, olhando em direcção do Haiti. Tão próximo. Ela também está no Haiti. O Bispo que abriu as portas da Igreja do Haiti à Mãe Peregrina e a Schoenstatt, morreu no devastador terramoto de há 10 anos. As sementes semeadas sobreviveram e continuaram a crescer.

Perto de Guantánamo há um sacerdote italiano que dá assistência a, nada menos que, 47 igrejas e capelas. Uma Irmã que lhe dá apoio na sua tarefa pastoral, nem pôde acreditar: “Claro que, conheço Nossa Senhora de Schoenstatt!”

Num gesto, tão espontâneo como simples, o Pe. Egon colocou a Peregrina na Ermida próxima da Paróquia…”alojada” na Ermida, Ela parece querer dizer. Já sou cubana…Cuba já é minha, são os meus filhos, os meus aliados, os meus missionários…

O Santo Padre visitará as cidades de Havana, Holguín e Santiago de Cuba, na parte ocidental da ilha, é uma viagem considerada histórica, visto que, o Papa agiu como medianeiro discreto no processo de degelo entre Havana e Washington. “Em Santiago de Cuba”, comenta o Pe. Egon, “em cada lugar, em cada canto, sente-se que tudo se prepara para a visita do Papa, para a Stª Missa com o Santo Padre. Tirámos uma fotografia – claro está, com a Peregrina – no local onde estará o Santo Padre dentro de poucas semanas. Foi um momento muito especial”.


A Fundação da União de Sacerdotes na Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, em Santiago de Cuba

Foi em Santiago de Cuba, no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, que foi fundada a União dos Sacerdotes Diocesanos em Cuba. Ela é a Padroeira do país, o Santuário é “o coração de Cuba”. Todos vão visitá-l’A. “A devoção chega primeiro que a oração”, diz o Pe. Egon. Palpa-se a força da religiosidade popular, de que tanto fala Aparecida.

Muito perto da Imagem de Nossa Senhora da Caridade, os três sacerdotes cubanos, acompanhados pelos dois sacerdotes da União – um da Alemanha, um da Argentina – e, pelo Pe. José Luis Correa, do Chile, Assessor dos sacerdotes na América Latina, consagram-se com ardor e profundidade. Estão presentes duas Peregrinas, pois o Pe. Bladimir levou A que tem desde a Missão Cuba… O presente do Pe. Egon aos três jovens pioneiros fundadores, não poderia ser mais adequado: “Heróis de Fogo”, a história da geração fundadora de Schoenstatt.

A Mater tem, agora, três heróis de fogo em Cuba.

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Para o Movimento, para o santo Povo de Deus

“Durante todo o tempo, fomos acompanhados por um casal, familiares de um dos três”, comenta o Pe. Egon. Foi algo providencial, disse, pois foi, como que, um sinal de que os sacerdotes são chamados a trabalhar para o santo Povo de Deus em Cuba e, para o nascente Movimento de Schoenstatt.

“Precisam de mais Peregrinas?” Surge, espontaneamente, a pergunta no fim da entrevista. Os jovens da Missão Cuba levaram 5… O Pe. Egon transmite a oferta de lhes oferecerem mais algumas Peregrinas, algumas mais …e, a resposta do Pe. José Gabriel mostra que as sementes semeadas, realmente, caíram em terra missionária fértil: “Umas 25 para começar…”

Com 25 Peregrinas começou a internacionalização da Campanha da Mãe Peregrina, há mais de 30 anos.

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“José pega no Menino e na Sua Mãe”

Tudo foi preparado com empenho e alegria em Buenos Aires, Argentina. Mas, uma questão ficou pendente, Como fazer chegar as Imagens a Cuba? Pelo correio é um pouco difícil pela situação do país. Pela Nunciatura? Com alguém que viaje, mas… quem? Quando?

E, precisamente no momento de pensar e rezar por uma solução chega outro artigo sobre a grande estátua de S. José que será enviada de Buenos Aires para Cuba, para a Catedral de Havana, … Será que S. José escutou uma vez mais o pedido do Anjo: “José pega no Menino e na Sua Mãe” ?

Sim, será assim: as Peregrinas para Cuba sairão com S. José…

Ela quer chegar e tem pressa. Cuba já é Sua…e, Ela quer estar com os Seus.

Para o que se seguir, schoenstatt.org já tem um correspondente: o Pe. José Gabriel!

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Fotografias e mais fotografias

 

5 de Setembro de 2015 , Cuba
Original: espanhol. Tradução, Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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