Colocado em 2015-02-03 In Schoenstatt em saída

A Pastoral da Esperança da Obra Familiar do Paraguai – tema destacado nos meios de comunicação

VATICANO/PARAGUAI, mda. O testemunho da Pastoral da Esperança para divorciados, separados, que se voltaram a casar, apresentado por Stella e Victor Dominguez, da Obra Familiar de Schoenstatt no Paraguai durante o Congresso Internacional de movimentos, grupos e associações de família e vida que se celebrou de 22 a 24 de janeiro em Roma, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família do Vaticano, tornou-se em algo quase viral nos meios de comunicação, com entrevistas em portais destacados como ACIprensa, Zenit e Aletia. Republicamos aqui o artigo de Ary Waldir Ramos Diaz, de Aleteia.org, artigo que se encontra entre os mais lidos deste portal na semana passada.

Misericórdia é a palavra que resume a ação do casal paraguaio que veio ao Vaticano para testemunhar a sua missão pastoral acompanhando casais, divorciados que voltaram a casar e homossexuais.

Victor (63 anos) e Stella (60 anos) Domínguez, participaram no Congresso Internacional de movimentos, grupos e associações de família e vida que se celebrou de 22 a 24 de janeiro em Roma, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família do Vaticano.

Eles representaram em Roma a voz da Pastoral da Esperança, cujo objetivo é “acolher os divorciados casados de novo, acompanhando-os para viver em Cristo, fazendo com que se sintam parte importante da Igreja, mostrando-lhes que continuam a ser filhos de Deus”.

O casal pertence ao movimento de Schoenstatt do Paraguai, 39 anos de casados, 6 filhos, 4 já casados, 3 netas e outro a chegar.

Nem tudo é cor de rosa

Victor e Stella confirmam que nem tudo é “cor de rosa” numa relação de casal mas há uma chave para a felicidade do casal. Victor com voz de apaixonado disse: “Eu tenho a missão de fazer feliz a Stella. Se me esforçar em fazer feliz a minha mulher e ela a mim, esta é a chave, tendo Cristo sempre presente”.

Custou-lhe viver a sua relação com a sua esposa? “Sim houve momentos difíceis, mas os melhores equivalem a 99%” disse Victor em tom convencido.

“Depois de 7 anos de casamento, iniciámos o trabalho como casal para ajudar os outros e juntámo-nos à pastoral da família da Igreja no Paraguai” conta Stella.

A maioria da população no Paraguai é católica, de 6,4 milhões, 6,1 milhões seguem o Papa e os ensinamentos da Igreja, onde se conta com 15 circunscrições e 367 paróquias.

Eles precisam de sentir o amor da igreja

O tema dos divorciados que se casaram de novo não é alheio à realidade da Igreja local, a este respeito os Dominguez acreditam que o “amor pastoral” para eles “deve fazer-se notar, não só nos discursos mas também na prática. Não é suficiente saber que a Igreja os ama. Eles necessitam senti-lo (…) mostrar-lhes que continuam a ser filhos de Deus”.

A pastoral da Esperança atualmente desenvolve-se em seis dioceses, mas há projetos para espalhá-la, com a colaboração dos bispos, por todo o país. O objetivo ´aplicar a misericórdia nas paróquias e outros lugares para acolher as famílias feridas (separados, divorciados, que não voltaram a casar, que voltaram a casar, famílias mono-parentais).

“Falamos primeiro de crescer na fé. Um acolhimento misericordioso, mas a partir da verdade. Fazê-los conhecer o amor de Deus. Eles são tão amados por Deus como os casamentos sacramentados” afirmou Stella.

Testemunho

Na proposta da Pastoral da Esperança o testemunho é importante. Trata-se de casais que acompanham e ajudam outros casais. “O nosso testemunho é o que vale mais. O que saia da minha boca não tem a mesma força. A pessoa tem que ver em nós que vivemos isso (o amor cristão do matrimónio) e vão ansiar viver o amor de Deus, porque o Senhor está entre nós, não é verdade? Asseguou Victor, também administrador de empresas.

“Nós – continuou – casámos os dois, mas o terceiro convidado na nossa relação é Cristo (…). Maria Santíssia intercede sempre por nós nos momentos de dificuldade”. O casal vive momentos de ansiedade, quando há sede ou fome e o esposo diz à esposa: isto é teu, toma aqui está” acrescentou.

Quando um casal está em crise eu pergunto-lhe: “Como estás com Deus? Eles dizem-me há muito tempo que não me confesso, há tanto tempo que não vou à missa, que não dou graças a Deus pelo dia que passou. É incrível como nos perdemos. Mas isto, faz parte do aspeto pessoal. Quando largamos a mão de Deus, vem tudo abaixo” disse Victor.

Para saber mais sobre a pastoral da Esperança, ler o texto integral do casal Dominguez, publicado na página web do Conselho Pontifício para a Família.

Source: Aleteia


Original: Espanhol – Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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