Colocado em 2009-08-28 In Santuário Original

Tu operas irresistivelmente!

Noite do Santuário 2009Christin Benkner. Noite do Santuário! Tu operas irresistivelmente! Em sábado, 22.08.2009, além de muita música, os participantes do evento “Noite do Santuário” foram introduzidos mais profundamente no tema deste evento, mediante uma conferência. Quando se pretende explicar o vínculo dos schoenstattianos com o Santuário, soam três palavras célebres: para dentro- ao redor – para fora. Gostamos de ir ao Santuário, pois aí vivenciamos a graça da pátria, por outra, do abrigo espiritual. E quando depois aí nos encontramos, tudo se torna diferente a nosso redor; opera a graça da transformação. E, em última análise, quando saímos do Santuário (para fora), começou a graça da missão. E este processo foi tratado na conferência já acima referida; não obstante com o emprego de palavras bem diferentes das três célebres palavras já supramencionadas: Tu operas irresistivelmente! À retaguarda do lema do evento “Noite do Santuário” encontra-se algo bem mais do que simples trocadilhos de ideias com torrentes e gotas de água, mais do que associações para vida nova e grande vigor.

Tu operas irresistivelmente! A Noite do Santuário já teve seu início ontem à noite com muita alegria, música, encontros e oração. Entre 450 e 500 jovens lotaram o Ginásio Municipal de Vallendar, Alemanha, perdão, Papphocker, ficando alojados no Colégio Mariano e em muitas demais casas, em Schoenstatt, sendo a distribuição das refeições efetuada no pátio do Colégio Mariano.

Hoje de manhã, transcorrida a Santa Missa, celebrada em diversos Santuários em Schoenstatt, ocorreu uma conferência acompanhada de testemunhos, referentes ao tema desta Noite do Santuário: Tu operas irresistivelmente! O dirigente diocesano do Movimento Apostólico de Schoenstatt da arquidiocese de Friburgo, Alemanha, paro. Lucas Wehrle, descreve o lema deste evento com as seguintes palavras: “Três palavras, três graças, três presentes”. E quem nesse instante ainda pôde compreender nada a respeito de seu conteúdo, foi introduzido mais profundamente nestes pensamentos na conferência seguinte.

Tu

Esta foi a primeira palavra extraída pelo paro. O Pe. Lucas Wehrle do lema deste evento: Tu. Sempre que ele entrou em um Santuário, saía mais enriquecido. Não obstante não haver aqui presente algum em cima do altar para ser desembrulhado. Não! O presente é a própria Maria Santíssima, que quer dar-se a nós. A própria Nossa Senhora é a graça, e nós, ao mesmo tempo, no-la oferecemos a Ela, pois somos outrossim uma graça para Ela.

Matthias BrüllA esse respeito, Matias Brül, de Friburgo deu seu testemunho. Ele encontrou sua pátria no Santuário de Belmonte, situado em Roma. Por ocasião de uma peregrinação de coroinhas, empreendida já há alguns anos, os participantes conscientizaram-se de que algo devia ser feito nesse terreno de Schoenstatt, pelo próprio Pe. Kentenich escolhido. No primeiro ano achavam-se “apenas” presentes 10 jovens da Juventude Masculina de Schoenstatt, de Friburgo, que haviam ido a Roma. Matias, porém, não tinha participado. Os jovens prestaram seus préstimos em tudo o que tinha de ser feito. Já no segundo ano a Juventude Feminina associou-se à idéia, e pela segunda vez empreendeu-se uma ida a Roma com a presença de 21 jovens. A partir desse segundo ano, Matias tem participado sempre deste projeto, porque para ele algo mais se encontra à retaguarda de uma semana de trabalho em Roma. Em Roma ele encontrou uma pátria. E tal como ocorre em casa, aí outrossim todos trabalham! Ainda que as condições sejam diferentes das condições na Alemanha, muito já se conseguiu efetuar. No ano derradeiro aos auxiliares outros alemães deram-lhes cordialmente as boas-vindas como hóspedes, o que de modo algum nada a ver tem como estes jovens trabalhadores. “Em todo o caso, fomos nós que estivemos aqui primeiro!”, diz Matias, cheio de orgulho.

Operas

Aqui cresceu algo. Os jovens ouvintes retêm bem presente ante o olhar algo proferido pelo paro. Wehrle que, a bem dizer, já é do conhecimento deles. É quase inteiramente inacreditável o conteúdo de tais palavras: De uma capela do cemitério surgiu uma fonte de vida; de uma arrecadação, um oásis em que pessoas se transformam. Na infância, o Pe. Kentenich vivenciou amiúde a solidão, não tendo ninguém em que pudesse fortemente apoiar-se. E no entanto tornou-se um homem que sempre esteve próximo de todos e amava as pessoas. Um terceiro fato é que a partir de um pequeno grupo de jovens alemães tornou-se um Movimento de Schoenstatt internacional com indivíduos de todas as faixas etárias e estirpes. E o Operas deu fruto!

Ir. M. JulieO mesmo ocorreu com a oradora seguinte, ir. M. Júlia. Cresceu em Sidney, Austrália, católica, vindo posteriormente a estudar Administração, de quando em vez um tanto de Teologia. Não obstante sempre lhe faltava algo. Com leve sotaque australiano que provocava certo sorriso nos lábios dos ouvintes, narra algo acerca do dia em que visitou pela primeira vez o Santuário. Era um grupo de doze. E ainda que não se tenha tratado de um encontro a respeito de Schoenstatt, sendo apenas as salas utilizadas para serventia, ela, porém, sentiu que tinha de visitar novamente o Santuário; e esta promessa veio a cumprir-se, ainda que o tenha feito transcorridos oito anos. E esta visita foi algo bem peculiar, pois empreendeu sozinha uma peregrinação de bicicleta ao Santuário. Para ela, assim o descreve, o Santuário era o céu na terra, pois aí Deus tornou-se para ela muito mais próximo e pessoal. E eis que então chegou a altura em que começou a questionar-se a respeito de sua própria vocação. Tinha um bom emprego na área da Administração, empreendia muitas viagens e o trabalho proporcionava-lhe alegria. Seu anseio, porém, almejava por algo mais. Transcorrida a sua primeira “peregrinação de bicicleta” ao Santuário, passou então a visitá-lo uma vez por semana, ao longo de cinco anos consecutivos. E ao longo desses anos uma força indescritível opera em seu ser. Depois de haver estado em 2005 pela primeira vez no Santuário Original, apenas lhe chovia indicações e sinais de que deve fazer-se Irmã de Maria. E a certa altura, disse:” Okay! Chega! Já entendi!” E para ela isto foi outrossim o início para uma vida nova. O imenso tempo que a ir. M. Júlia já de antemão passou no Santuário foi para ela uma preparação constante para o seu vindouro. E assim vai, entretanto, como todas as irmãs, segundo ela, outrossim de bom agrado diariamente à Santa Missa, algo que há alguns anos ainda não fazia ideia de vir a fazer…

Irresistivelmente

Sem embargo o lema deste evento ainda não se encontrava concluído, pois faltava a palavra que deve ir ao encontro dos homens: irresistivelmente. Nesta palavra o paro. Wehrle vê uma missão vital, uma missão pessoal. Porém, ele próprio não se pronunciou muito a esse respeito, uma vez que já eram aguardados com certa expectativa os testemunhos de dois jovens sobre a sua momentânea fonte de vida que outrossim eles pretendem difundir por toda a parte.

Lisa LudwigE eis o primeiro testemunho: Em 2006/7 Lia Ludwig, estudante da Diocese de Würzburg, Alemanha, permaneceu por algum tempo no Centro de Schoenstatt, de Querétaro, México, participando do projeto “Um Período no Exterior”, promovido pelas Irmãs de Maria. Durante sua permanência no referido Centro de Schoenstatt perguntaram-lhe se estaria interessada em participar das Missões, a que respondeu que não fazia ideia alguma do vinha a ser a iniciativa “Missões”. Não obstante deu como resposta: “Claro que sim! Já que estou aqui, por que não?” Em suma: eram mais de 230 pessoas provenientes do México que participavam desta iniciativa. Lisa juntamente com mais nove pessoas tiveram como alojamento uma cabana a eles cedida pelos proprietários. Viviam em condições extremamente modestas, já para não falar das queixas surgidas pelo fato de no início nenhuma das famílias convidadas haver comparecido às reuniões. Tais “obstáculos” não foram porém motivo para desistirem, de sorte que no término da semana de Missões a cabana chegou a estar cheia de pessoas, no sentido mais verdadeiro da palavra! Uma vez regressada à Alemanha, e qual fruto dessas profundas experiências de fé vivenciadas em terras mexicanas, aumentou em Lisa mais intensamente o desejo de organizar algo análogo em sua pátria. Assim, quando em 2008 a ir. M. Anastásia lhe perguntou se outrossim gostaria de participar das Missões em terras hispânicas e deu seu sim de participação à referida irmã, esse desejo foi irresistível. E a experiência foi novamente tão profunda, tão irresistível quanto o foi no México, “não, porque não foi como no México, senão porque foi Missões”. Assim, desde setembro do ano derradeiro encontra-se planejado realizar este projeto em terras germânicas. E ainda que tenham havido outrossim imensos reveses, as primeiras Missões a ocorrer em terras germânicas partirão rumo a sua realização na próxima sexta-feira sob o lema: ” Viver a fé das Missões”. Sustentados com a oração da Família de Schoenstatt presente na América do Sul, em Itália e Espanha, estas Missões deverão ser um grande êxito. Isto já se percebe quando se ouve Lisa a falar a esse respeito.

Stefan TreuerPara encerramento, foi ainda relatado algo referente a um projeto da Juventude Masculina de Schoenstatt, neste caso da Juventude Masculina de Oberland, Alemanha, cujo projeto atingirá neste evento “Noite do Santuário” seu ápice de realização. Trata-se naturalmente da corrida com tochas. Stefan Treuer, dirigente do departamento da SMJ-Oberland, fala acerca deste projeto seu: “É o TEU CAMINHO… Shine your light…” Durante a noite, os corredores com tochas são enviados do Santuário para percorrer seu caminho. O respectivo corredor com a tocha deve estar no centro, pois o caminho percorrido significa outrossim percorrer um trecho do próprio caminho vital. Também este tem seus altos e baixos. Este caminho descomunal, um percurso de 1.600 km, é da juventude, para Schoenstatt e rumo a Roma. Mediante esta corrida com tochas é intuito dos jovens fazer o Movimento de Schoenstatt mais conhecido e levar a luz de Schoenstatt , a partir do Santuário Original, para o coração da Igreja Católica

Para esta família as Missões haviam de ser uma porta aberta

PAlém de haverem provocado certo riso entre os ouvintes, as frases conclusivas do paro. Wehrle outrossim os incentivaram a refletir: “Quando vou ao Santuário, já me sinto melhor. Quando me encontro no Santuário, eu mesmo torno-me melhor. E quando saio do Santuário, os outros sentem-se melhor

Transcorrida a conferência e os testemunhos, os jovens foram ainda convidados a formar grupos; assim, do Ginásio Municipal até o Santuário, vê-se por toda a parte grupinhos de jovens. Nesses grupos podia-se ainda trocar impressões a respeito dos testemunhos dados e discuti-los, caso houve necessidade de fazê-lo.

Pe. Lukas WehrleEm um grupo em que esteve Lisa Ludwig, o assunto sobre as Missões ainda se estendeu por longo tempo. Outrossim aqui os ouvintes puderam uma vez mais sentir que as Missões é deveras um assunto central. “Em nosso período de férias poderíamos dormir por mais tempo do que o habitual e simplesmente nada fazer. Porém não queremos isso. Mesmo que batamos em 100 portas e apenas uma família no-la abra, possibilitando assim o início de um diálogo, então eu sei: Para esta família as Missões haviam de ser uma porta aberta.”

Original: alemão
Tradução: Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa, PR, Brasil

>>>Fotoalbum

>>> Website Nacht des Heiligtums

>>> Aufzeichnung der Vigilfeier – Datum 22.08.2009

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