carta

Colocado em 2020-11-13 In José Kentenich

Carta aberta à Sra. von Teuffenbach

Por Paz Leiva, Madri, Espanha, 07.11.2020 •

Sra. von Teuffenbach: Eu li o seu livro. Não foi fácil, e não por causa da língua. A documentação, que forneceu, fez-me, ver por vezes, o ecrã desfocado, que um nó se formasse na minha garganta, ou que o meu estômago se fechasse. Senti-me mal.

No entanto, tenho de reconhecer a minha admiração por si. Realizou, em tempo recorde, um trabalho que Schoenstatt deveria ter começado em 1975. Mas, temos estado muito ocupados, celebrando Marcos Históricos, Aniversários, Datas, e quando não era assim, estávamos a coroar a Santíssima Virgem.

Tanto eu como o meu marido somos schoenstatteanos há 50 anos. Conhecemos o Movimento durante a nossa adolescência. Tivemos a sorte de encontrar pessoas nesta estrada que, não nos mentiram quando fizemos perguntas incómodas. O seu livro põe, a nu, histórias que não conhecíamos. É claro que estavam sob “segredo da canonização”.

O instrumento que Deus escolheu para nos deixar esta herança

O que aprendemos e experimentámos em Schoenstatt devemo-lo ao Padre Kentenich. Ficar-lhe-emos sempre gratos por tudo o que recebemos. Nunca tivemos a imagem idílica de um “santo de nascimento”, não o colocámos nos altares, nem lhe acendemos velas ou lhe pusemos flores. Amamo-lo com um amor maduro, não cego, capaz de tudo suportar.

É por isso que, queremos que a verdade resplandeça. Assumi-lo-emos com todas as suas consequências, aceitaremos a história e continuaremos a olhar para o futuro com esperança e a transmitir, dentro das nossas limitações, tudo o que de bom temos vivido e aprendido em Schoenstatt.

Se o instrumento, que Deus escolheu para nos deixar esta herança, chega a ser santo ou não, pouco nos importa. Importa-nos a sua Obra, porque estamos convencidos de que é um bom caminho para muitos.

Sra. von Teuffenbach: muito obrigado pelo seu trabalho: dá-nos a oportunidade de chegar à verdade. Muitos de nós, schoenstatteanos, temos a certeza que, pelo contrário, esconder a cabeça na areia não ajuda: gera incerteza e, portanto, desconfiança. E é isso que queremos evitar. Melhor a verdade, por mais difícil que seja, do que viver com dúvidas e desconfianças.

P. Kentenich 1945 (tercero de derecha)

Pe. Kentenich 1945 (terceiro a contar da direita)

Original: Espanhol (11/11/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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