Colocado em 2020-08-04 In José Kentenich

Uma carta como prova de novas acusações? Nem por isso…

PERGUNTAS SOBRE O Pe. KENTENICH, Maria Fischer com a equipa de schoenstatt.org •

“O fundador de Schoenstatt nunca foi reabilitado. Esta carta de Ratzinger prova-o”, grita um novo artigo de Sandro Magister em letras grandes, escrito a partir do material que lhe foi dado por Alexandra von Teuffenbach (EN). Esta carta do então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, do ano de 1982, e dirigida ao Reitor Geral dos Pallotinos, é autêntica – mas não é a última carta sobre o assunto, algo que von Teuffenbach e Magister não sabiam ou se esqueceram de ter em conta. —

Na carta de 1982, assinada pelo Cardeal Ratzinger, diz-se (tradução feita a partir da versão em espanhol da nota de Sandro Magister):

  1. A Congregação não é da opinião que as respostas que o Visitador deu nessa altura à doutrina e actividade do Padre Kentenich tenham sido um erro desagradável e se tenham baseado em informações erróneas.
  2. Na sessão do Santo Ofício de 29 de Outubro de 1965, nenhuma das decisões anteriores do Santo Ofício relativas à doutrina, à actividade e à pessoa do Pe. Kentenich foi anulada; simplesmente não se insistiu para que o Pe. Kentenich, tendo viajado dos Estados Unidos a Roma sem a autorização da Congregação, mas apenas com base num telegrama interpretado erroneamente, tivesse que regressar.
  3. A Congregação deu a sua permissão quando a Congregação dos Religiosos dispensou o Padre Kentenich das suas promessas feitas na Sociedade de Vida Apostólica dos Pallotinos e lhe deu permissão para ser incardinado na Diocese de Münster, mas com a condição de que o Padre Kentenich não entrasse no Instituto Secular dos Sacerdotes de Schoenstatt e não assumisse a direcção da Obra de Schoenstatt.

Sabe-se que em 1983, como resultado dessa carta e dos tumultos por ela causados, a Presidência Geral de Schoenstatt escreveu ao Cardeal Ratzinger pedindo esclarecimentos sobre o assunto. Deve ter-se em conta que, nessa altura, Schoenstatt se preparava para o centenário do nascimento do Padre Kentenich, cujo processo de beatificação já se encontrava no seu 10º ano.

O que se sabe sobre a resposta do Cardeal Ratzinger é que, após o processo, as águas acalmaram. Sabemos também que nunca houve um decreto formal de reabilitação, e o Pe. Angel Strada confirmou-o nas suas recentes entrevistas. (ES)

O Nihil Obstat para o processo, mencionado em pormenor pelo Cardeal Ratzinger na sua resposta à Presidência Geral (assim como o abençoado desenvolvimento do trabalho e o trabalho de tantos membros de Schoenstatt, que não pode ser explicado pela mera acção humana), é entendido, segundo esta carta, aparentemente, como uma espécie de “reabilitação de facto”.

Não é isto que mais nos deve e pode inspirar neste momento?

Bom dia, irmãos e irmãs da Aliança, creio que em vez de discutirmos e escrutinarmos tantas teorias de sim ou não, esforcemo-nos mais por aprofundar e renovar a nossa Aliança com a Mãe e o Padre Kentenich e traduzi-la em acções concretas que concretizem a teoria de Schoenstatt em todas as áreas da vida”, li hoje num grupo WhatsApp de schoenstatteanos chilenos.

Talvez não tenha sido pura coincidência que,  nestes dias tenhamos publicado uma série de artigos sobre obras sociais de Schoenstatt tais como Dequeni, Casa Mãe de Tupãrenda, Maria Ayuda, Shema, Reinvéntate CDE

 

Actualização 4/8/20

Do Chile chegou esta tradução da mencionada carta do Cardeal Ratzinger para a Presidência Geral de Schoenstatt

Trata-se da segunda carta, a de 1983, cujo texto, anteriormente, não pudemos disponibilizar.

Foto: Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, Wikipedia,   Jim McIntoshhttps://www.flickr.com/jimcintosh/5551554714

 

Original: espanhol (3/8/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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1 Responses

  1. Há 42 anos que estou em Schoenstatt, nunca me preocupou a canonização ou não canonização do Padre Kentenich… Sempre achei que nós, os filhos, teríamos de ter tantas obras feitas e tanta auto-educacão em curso que ,só assim, o fundador poderia ser canonizado. Nunca vi isso como uma prioridade nem um assunto que tivesse pressa. O amor que tenho ao fundador não depende da sua canonização… Com confiança aguardo a Verdade sabendo que, atrás de tempo tempo vem … Sendo o tempo um grande sacramental. A árvore conhece-se pelos frutos, sejamos, nós, bons frutos para a Igreja e para o mundo.

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