Colocado em 7. Outubro 2018 In José Kentenich

Unidos, na diversidade, somos o cartão-de-visita do Padre Kentenich

ITÁLIA, Pamela Fabiano •

A festa anual da Família italiana de Schoenstatt, no 50º Aniversário da morte do nosso Pai- Fundador. As palavras do Pe. Alexandre Awi de Mello, são um convite a cultivarmos, juntos, o espírito de fundação. —

Por ocasião do XIV Encontro Nacional da Família italiana de Schoenstatt que, teve lugar em Belmonte no Domingo 30 de Setembro, o Pe. Alexandre Awi de Mello – Secretário do Dicastério para os Leigos, Família e Vida e Padre de Schoenstatt em Roma – celebrou a Santa Missa na qual participaram cerca de 250 pessoas oriundas de toda a Itália. Publicamos abaixo a sua Homilia que, é uma reflexão sobre a tripla mensagem de Schoenstatt, os traços essenciais do nosso carisma, o nosso dom e a nossa tarefa e, um convite a continuarmos, em unidade, com o espírito de família.

 


Querida Família italiana de Schoenstatt!

É para mim uma alegria poder falar-vos a todos pela primeira vez. Agradeço ao Pe. Facundo pelo convite e, naturalmente, peço desculpa porque sou consciente que estou a ponto de “assassinar” a bela língua italiana com o meu “portu-itanhol”…Procurarei, então, falar com o coração para compensar a falta de espontaneidade de uma Homilia lida (ainda por cima com um sotaque estrangeiro). Espero que me perdoem!

Das leituras de hoje, gostaria de mencionar apenas a Primeira Leitura, do Livro dos Números: “Naqueles dias, o Senhor desceu na nuvem e falou a Moisés. Retirou um pouco do espírito que Moisés possuía e o deu aos setenta anciãos. Assim que repousou sobre eles o espírito, puseram-se a profetizar (…) (Nm11,25). E, Moisés que faz? Expressa um único desejo: “Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito!” Eis que, providencialmente, este foi o mesmo trecho bíblico da Primeira Leitura da Missa de Abertura do Ano do Padre Kentenich, que teve lugar em Schoenstatt em 15 de Setembro de 2017. Na Homilia, o Pe. Juan Pablo Catoggio, Presidente da Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt, aplicou este texto aos filhos espirituais do Padre Kentenich: “Talvez seja este o dom deste Ano do Padre Kentenich que, Deus pegue num pouco do espírito que pôs no coração do Padre Kentenich e no-lo transmita. Por isso, pedimos na oração especial deste ano: “Dá-nos do seu fogo e do seu espirito de Fundador!…Que o seu carisma viva em nós!”.

Quando estive há duas semanas em Schoenstatt para o Encerramento do Ano Kentenichiano quis lembrar também uma outra Homilia: a de Mons. Tenhumberg durante os funerais do nosso Fundador, há 50 anos. Na Homilia dizia que “todo grande homem é uma carta de Deus para o seu tempo, uma mensagem para os homens”. Uma carta escrita “não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em corações viventes” (2Cor 3, 1-3). “O livro da sua vida é o nosso livro de Deus”.

Tenhumberg, no entanto, diz também que nós somos ”a carta de apresentação” do Pai, o seu cartão-de-visita”. O que a Igreja dirá alguma vez sobre nosso Pai e Fundador”, dizia o pregador, “se decide em nossa vida, se decide na forma como nós encarnarmos o seu espírito”. Mons. Tenhumberg falou pois de três capítulos do livro da vida do Pai: A mensagem da Fé Prática na Divina Providência; a Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável e a consciência da missão de Schoenstatt para o tempo presente. Estes três capítulos referem-se ao que chamamos a tripla mensagem de Schoenstatt, os traços essenciais do nosso carisma, do nosso dom e da nossa tarefa. Creio que, são ainda completamente válidos e têm uma grande relação com o que, hoje, está a viver a Família de Schoenstatt em Itália. Portanto, gostaria de reforçar, sem entrar em pormenores, a importância destas mensagens (capítulos) da vida do Pai que queremos encarnar no livro da nossa vida como seus filhos.

  • A Fé Prática na Divina Providência: foi assim que nascemos como Família, como viram, hoje, na história de Pompeia, a parte italiana da Fundação de Schoenstatt. O Pai era um mestre na arte do diálogo com o Deus da vida que, nos fala constantemente através dos acontecimentos; das pessoas, as vozes do ser, da alma, do tempo. Hoje, imploramos o seu espírito a fim de que possamos escutar o Deus da vida e deixarmo-nos guiar por Ele.
  • A Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt: o centro da nossa espiritualidade, o dom maior da vida do Padre Kentenich para o mundo. Por isso, o nosso esforço em levarmos a Aliança a muitos em Itália, em A divulgar, em fazermos, juntos, um caminho de Aliança, cultivando uma cultura de Aliança. Hoje imploramos o seu espírito de modo que possamos oferecer a Itália inteira este grande dom que recebemos.
  • Um outro importante capítulo do livro da vida do Padre Kentenich é a consciência da missão: O Padre Kentenich esteve sempre profundamente convencido e impregnado da missão de Schoenstatt. “Tudo para Schoenstatt, Schoenstatt para a Igreja, a Igreja para a Trindade”. Imploremos hoje o seu espírito para vivermos com entusiasmo e ousadia a nossa missão na Itália, de modo que, muitos descubram a alegria de pertencer a Nossa Senhora, ao Santuário, à nossa Família, ao serviço da Igreja e da sociedade.

Queremos participar no espírito fundacional e carismático do Pai, queremos profetizar como ele. Por isso, imploramos hoje, à distância de 50 anos da sua morte que, o Espírito Santo venha sobre nós, distribua o espírito profético de Kentenich sobre nós, como fez com o espírito de Moisés sobre os israelitas no deserto. Talvez seja por isso que, providencialmente, a Família de Schoenstatt italiana quer conquistar, este ano, o Símbolo do Espírito Santo para o Santuário Matri Ecclesiae que, por sua vez, é um dom do próprio Padre Kentenich. É como se, o próprio Pai nos mandasse o seu espírito no símbolo do Espírito Santo! Espírito da Fé Prática, espírito da Aliança, espírito de missão. É pois um momento de Pentecostes para a nossa Família em Itália. (Uma outra confirmação providencial é que o símbolo colocado na Capela do Pai, onde está o seu Túmulo, há 15 dias, foi justamente um vitral que representa o Fogo Pentecostal. O envio missionário, a “Igreja em saída”, como o Papa Francisco nos pede que sejamos).

Em conclusão, gostaria de vos lembrar que este espírito se recebe na Família, unidos na diversidade dos diversos Ramos, comunidades, regiões e realidades de Schoenstatt em Itália. Os israelitas no deserto receberam, juntos, o espírito profético de Moisés. É o desafio da denominada “federatividade” da nossa Família, um conceito tão difícil mas muito apreciado pelo Pai. Procuremos continuar a trabalhar juntos, porque esta é a condição para podermos dar o nosso contributo à Igreja e ao mundo. “Sejamos como as pequenas peças de um mosaico que só juntas mostram o todo”, disse o Pe. Catoggio na Homilia mencionada anteriormente. “O mosaico é como um puzzle difícil e exigente que devemos montar. Só, dessa maneira, representamos plenamente o Padre Kentenich” (15/9/2017).

Creio, sinceramente, que este mosaico com o rosto do Pai é a capa do livro das nossas vidas. Sim, da vida de todos nós, porque Deus nos pensou desde sempre juntos, como um único livro” Só assim a vida do Pai – o livro da sua vida – viverá na Igreja a fim de que o seu carisma de Fundador contribua para a transformação do Homem e do mundo de hoje. Continuemos a escrever juntos este livro de modo que, a imagem do Pai possa aparecer sempre mais viva e clara nos próximos 50 anos da nossa história.

 

Símbolos da nossa Família neste ano: Nossa Senhora de Pompeia “o lado italiano de Schoenstatt” e os símbolos JM/JF

Original: italiano (3/10/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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