Colocado em 3. Março 2016 In Francisco - Mensagem

Como se nos fosse dirigido: Francisco sobre… o Homem no centro da empresa

Francisco, semana a semana (6) •

A citação desta semana tirámo-la do discurso do Santo Padre a mais de sete mil empresários italianos da Confindustria (Confederação Geral da Indústria Italiana) que, desde há mais de cem anos, reúne para cima de cento e cinquenta mil empresas

Leiamos, escutemos esta semana a mensagem aos empresários como se nos fosse dirigida, um Movimento com um grande número de empresários e de executivos, muitos deles agrupados no Centro Ibero-americano de Empresários e Executivos (CIEES) ou na IKAF (Academia Internacional Kentenichiana de Executivos), um Movimento com o encargo de empresas próprias como Editoras e Fundações com alguns ou muitos empregados, a um Movimento que se sente chamado a moldar uma cultura de aliança também no mundo do trabalho.

No complexo mundo da empresa, “agir juntos” significa investir em projectos que saibam envolver pessoas que, frequentemente, são esquecidas ou descuradas. Entre eles, sobretudo as famílias, centro de humanidade, nas quais a experiência do trabalho, o sacrifício que o alimenta e os frutos que daí resultam, encontram sentido e valor. E, com as famílias, não podemos esquecer as categorias mais débeis e marginalizadas, como os idosos que, ainda, poderiam contribuir com recursos e energia para uma colaboração activa mas, frequentemente, são postos de lado, por inúteis e não produtivos. E, que dizer de todos os potenciais trabalhadores, em particular, os jovens que, prisioneiros da precariedade ou de longos períodos de desemprego, não são interpelados por um pedido de trabalho que lhes confira um salário honesto e também a dignidade da qual às vezes se sentem privados.

Todas estas forças juntas, podem fazer a diferença numa empresa que coloque a pessoa no centro, a qualidade das suas relações, a verdade do seu compromisso em construir um mundo mais justo, um mundo, verdadeiramente, de todos. “Agir juntos” quer dizer, de facto, estabelecer o trabalho, não sobre a solitária genialidade de um indivíduo mas, sobre a colaboração de muitos. Significa, por outras palavras, “tecer redes” para valorizar os dons de todos, sem, por isso, descurar a unicidade irrepetível de cada um. Que o centro de cada empresa seja, pois, o Homem: não O abstracto, ideal, teórico mas, O concreto, com os seus sonhos, as suas necessidades, as suas esperanças, as suas canseiras.

Contemplaremos esta mensagem, segundo o que conhecemos do Pe. Kentenich:

  • O que me diz, Francisco a mim, nos diz a nós?
  • O que digo a mim próprio (a) em resposta?
  • O que respondo a Francisco, em Aliança Solidária, como resposta?

Convidamos-vos a fazê-lo, pois estamos convencidos que Deus nos fala através de Francisco.

Convidamos-vos a entrarem em diálogo com Francisco, diálogo que cria encontro que, é cultura de Aliança.

Convidamos-vos e abrimos o espaço para entrarem em diálogo, deixando as vossas respostas como comentário ao fundo deste artigo… e respondendo aos que escreveram os seus pensamentos.

 

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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