Colocado em 8. Janeiro 2016 In Francisco - Mensagem

Os pastores e os magos, os simples e os sábios

FRANCISCO EM ROMA •

Epifania do Senhor, “Natal em saída”.

Francisco lembrou que na Noite de Natal, Jesus manifestou-Se aos pastores, os primeiros a levar-Lhe um pouco de calor naquela gruta fria. Depois chegaram os Magos de terras longínquas, também eles atraídos, misteriosamente, por aquele Menino e, acrescentou, se bem que os pastores e os Magos sejam muito diferentes entre si, estão unidos pelo céu, visto que, todos eles levantando os olhos ao céu, viram um sinal, escutaram a sua mensagem e seguiram-no.

Um Padre José Kentenich muitas vezes assinalou: São os pastores e os Magos que encontram e compreendem Jesus. Os simples e os sábios. São, também, eles que compreendem o mistério de Schoenstatt. Os simples e os sábios; os que vêm com humildade e os que saem com audácia.

Texto da alocução do Santo Padre Francisco antes de rezar á Mãe de Deus na Solenidade da Epifania do Senhor:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho de hoje, a história dos Reis Magos, que foram do Oriente até Belém para adorar o Messias, atribui a festa da Epifania um clima de universalidade. Esse é o clima da Igreja, que quer que todos os povos da terra possam encontrar Jesus e vivenciar o seu amor misericordioso. Este é o desejo da Igreja: encontrar a misericórdia de Jesus, o seu amor.

Cristo acabou de nascer, ainda não sabe falar e todos os povos -representados pelos Magos- podem agora encontrá-lo, reconhece-lo e adora-lo. Os Magos dizem: “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Herodes ouviu isso logo que os Reis Magos chegaram a Jerusalém. Estes Magos eram homens prestigiosos de regiões e culturas diferentes, e foram para a terra de Israel para adorar o Rei que havia nascido. Desde sempre, a Igreja viu neles a imagem da humanidade e com a celebração de hoje, da festa da Epifania, pretende levar respeitosamente todo homem e mulher deste mundo até o menino que nasceu para a salvação de todos.

Na noite de Natal Jesus se manifestou aos pastores, homens humildes e desprezados, alguns brigantes, dizem; eles foram os primeiros a levar um pouco de calor à gruta de Belém. Agora, chegam os Reis Magos de terras distantes, eles também misteriosamente atraídos por aquele Menino. Os pastores e os Magos são muito diferentes uns dos outros; mas têm uma coisa em comum: o céu. Os pastores de Belém correram imediatamente até Jesus, não porque eles eram bons, mas porque eles velavam de noite e olhando para o céu, viram um sinal, ouviram a sua mensagem e o seguiram. Da mesma forma os Reis Magos: perscrutavam os céus, viram uma nova estrela, interpretaram o sinal e se colocaram a caminho desde longe. Os pastores e os Magos nos ensinam que para encontrar Jesus é necessário saber elevar o olhar para o céu e não ficar fechado em si, no nosso egoísmo, mas termos o coração e a mente abertos para o horizonte de Deus, que sempre nos surpreende; é preciso que saibamos acolher suas mensagens e responder prontamente e com generosamente.

Os Magos, diz o Evangelho, ao verem “a estrela, experimentaram uma grande alegria”. Também para nós há uma grande consolação quando vemos a estrela, ou seja, quando nos sentimos guiados e não abandonados ao nosso destino. Esta estrela é o Evangelho, a Palavra do Senhor, como diz o Salmo: “A tua palavra é lâmpada para os meus passos e luz para o meu caminho”. Essa luz nos guia em direção a Cristo. Os Reis Magos, seguindo a estrela, chegaram ao lugar onde Jesus estava. Lá “eles viram o menino com Maria, sua mãe, prostraram-se e o adoraram”. A experiência dos Magos nos ensina a não contentar-nos com a mediocridade, a não vivermos “mais ou menos”, mas a procurar o sentido das coisas, a procurar com paixão o grande mistério da vida. Nos ensina a não nos escandalizarmos com a pequenez e a pobreza, mas a reconhecer a grandeza na humildade e a sabermos ajoelhar diante dela.

Que a Virgem Maria, que acolheu os Magos em Belém, nos ajude a elevar o olhar, a deixarmo-nos guiar pela estrela do Evangelho para encontrarmos Jesus e a sabermos nos abaixar para o adora-Lo. Assim, poderemos levar aos outros um raio de sua luz e compartilhar com eles a alegria desse caminho.

FONTE: Zenit.org/pt

Coordenação: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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