Colocado em 10. Outubro 2015 In Francisco - Mensagem

Não sejamos sociedade-fortaleza mas, sociedade-família capaz de acolher

SÍNODO DOS BISPOS, por redacción de schoenstatt.org

A seguir à Missa celebrada na Basílica Vaticana com a qual, se inaugurou o Sínodo da Família que, tem como tema “A vocação e a missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Papa Francisco saudou os fiéis na Praça de S. Pedro e, antes da oração mariana do Ângelus dirigiu umas palavras nas quais pediu “sustentar com a oração os trabalhos do Sínodo para que, o Espírito Santo torne os Padres Sinodais totalmente dóceis às Suas inspirações.

Em muitos meios católicos do mundo foram lançadas iniciativas para acompanhar o Sínodo com orações. Fazemo-lo, obviamente, e, em Aliança Solidária com o Papa Francisco, através do nosso schoenstatt.org: Rezemos pelo Sínodo.

O Papa Francisco pediu que se usasse a oração que ele preparou por ocasião da Festa da Sagrada Família, no ano de 2013. A oração é a seguinte:

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do carácter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projecto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica. Ámen

Texto completo da reflexão do Papa à hora do Ângelus

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Concluiu-se há pouco, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística mediante a qual demos início à Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Provenientes de todas as partes do mundo e congregados ao redor do Sucessor de Pedro, os Padres sinodais meditarão durante três semanas sobre a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade, para um atento discernimento espiritual e pastoral. Manteremos o olhar fixo em Jesus para identificar, com base no seu ensinamento de verdade e de misericórdia, os caminhos mais oportunos para um compromisso adequado da Igreja com as famílias e em prol das famílias, a fim de que o desígnio originário do Criador sobre o homem e a mulher possa realizar-se e desenvolver-se em toda a sua beleza e força no mundo de hoje.

A liturgia deste domingo volta a propor precisamente o texto fundamental do Livro do Génesis sobre a complementaridade e reciprocidade entre o homem e a mulher (cf. Gn 2, 18-24). Por isso — diz a Bíblia — o homem deixa o seu pai e a sua mãe e une-se à sua esposa, e os dois tornam-se uma só carne, ou seja uma única vida, uma só existência (cf. v. 24). Em tal unidade, os cônjuges transmitem a vida a novos seres humanos: tornam-se pais. Participam no poder criador do próprio Deus. Mas atenção! Deus é amor, e nós participamos na sua obra quando amamos com Ele e como Ele. Tendo em vista esta finalidade — diz são Paulo — o amor foi derramado nos nossos corações por meio do Espírito Santo, que nos foi conferido (cf. Rm 5, 5). E este é também o amor oferecido aos esposos no Sacramento do matrimónio. É o amor que alimenta o seu relacionamento, através de alegrias e dores, de momentos tranquilos e difíceis. É o amor que suscita o desejo de gerar filhos, de os esperar, acolher, criar e educar. É o próprio amor que, no Evangelho de hoje, Jesus manifesta às crianças: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham» (Mc 10, 14).

Hoje, peçamos ao Senhor que todos os pais e educadores do mundo, assim como a sociedade inteira, se tornem instrumentos daquele acolhimento e daquele amor com os quais Jesus abraça os mais pequeninos. Ele fita os seus corações com a ternura e a solicitude de um pai e, ao mesmo tempo, de uma mãe. Penso nas numerosas crianças famintas, abandonadas, exploradas, obrigadas à guerra, desprezadas. É doloroso ver imagens de crianças infelizes, com o olhar perdido, que fogem da pobreza e dos conflitos, que batem às nossas portas, à porta dos nossos corações implorando ajuda. Que o Senhor nos ajude a não ser sociedades-fortaleza, mas sociedades-família, capazes de acolher, com regras adequadas, mas acolher, acolher sempre com amor!

Convido-vos a sustentar com a oração os trabalhos do Sínodo, a fim de que o Espírito Santo torne os Padres sinodais plenamente dóceis às suas inspirações. Invoquemos a intercessão maternal da Virgem Maria, unindo-nos espiritualmente a quantos, neste momento, no Santuário de Pompeia, recitam a «Súplica a Nossa Senhora do Rosário».

Coordenação: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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