Colocado em 2015-09-18 In Francisco - Mensagem

Que a Igreja seja mãe

FRANCISCO – CITAÇÃOES SEMANAIS •

Todos os setores da Igreja, e outros tantos fora dela, crentes ou não, têm recebido as palavras claras e esperançosas, muitas vezes motivadoras de Francisco, para se assumir a responsabilidade que todos temos de construir um mundo de acordo com a vontade de Deus, na força do Espírito e no caminho de Cristo. Cardeais e bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, noviços e seminaristas, famílias, jovens e idosos, comunidades e instituições têm recebido essa proposta de sair “às ruas”, levando não uma esperança utópica, mas aplicada a gestos concretos, em projetos evangelizadores de vida ao ser humano, esteja onde estiver; e se estiver na “periferia”, ali mesmo, com todos os riscos e perigos que isso acarreta. Prefiro uma igreja acidentada porque sai a servir, do que doentia por fechar-se em si mesmo, nos repete constantemente. Testemunho de tudo isso está no anexo de schoenstatt.org onde, semana a semana, são publicados textos que nos impulsionam em nossa própria peregrinação rumo ao Jubileu 2014. Sem dúvida que, sendo nós Igreja, essas palavras também são dirigidas a todos nós. Como nosso Pai e Fundador se alegraria com esse impulso missionário que nos é oferecido do coração da própria Igreja! (Pe. José María García).

E nesta época em que, temos a sensação de orfandade, é um mundo órfão, esta Palavra tem uma grande importância. Ou seja, Jesus diz-nos: «Não vos deixo órfãos, dou-vos uma mãe». Uma herança que é também «o nosso orgulho: temos uma mãe, que está connosco, nos protege, acompanha, ajuda, também nos tempos difíceis, nos maus momentos

Missa em Santa Marta, 15.09.15

Os monges russos, dizem que, nos momentos das turbulências espirituais devemos refugiar-nos sob o manto da Santa Mãe de Deus e, deste modo, a mãe que acolhe-nos, protege e cuida. Mas, podemos dizer que esta maternidade de Maria vai mais além e é contagiosa. da maternidade de Maria vem uma segunda maternidade, a maternidade da Igreja.

Missa em Santa Marta, 15.09.15

A Igreja é Mãe. É a nossa Santa Mãe Igreja, A que nos gera no baptismo, nos faz crescer na sua comunidade e tem aquelas atitudes próprias da maternidade: a mansidão, a bondade: a Mãe Maria e a Mãe Igreja sabem acariciar os seus filhos, dão ternura. Pensar em Igreja sem esta maternidade, é como pensar numa associação rígida, sem calor humano, órfã.

Missa em Santa Marta, 15.09.15

A Igreja é mãe e recebe-nos a todos como mãe: Maria mãe, a Igreja mãe, uma maternidade que se expressa nas atitudes de humildade, de acolhimento, de compreensão de bondade, de perdão e de ternura. E, onde há maternidade e vida, há vida, há alegria, há paz, cresce-se em paz. Quando falta esta maternidade, só fica a rigidez, aquela disciplina e, não se sabe sorrir.

Missa em Santa Marta, 15.09.15

O que a Virgem pede sempre é que rezemos, que cuidemos da família e dos mandamentos. Não pede coisas estranhas. Pede que rezemos pelos que andam desorientados, pelos que se dizem pecadores – todos o somos, eu sou o primeiro. Mas a Virgem pede e há que se preparar através desses pedidos da Virgem, através dessas mensagens tão maternais, tão maternais… e manifestando-se às crianças. É curioso, Ela procura sempre almas muito simples, não é? Muito simples.

Entrevista à Rádio Renascença, Setembro de 2015

Deus está a abençoar muito a sua Igreja. E agora, com este Jubileu da Misericórdia, espero que muita gente sinta a Igreja como mãe. Porque pode acontecer à Igreja o mesmo que aconteceu à Europa, não é? Ficar demasiadamente avó, em vez de mãe, incapaz de gerar vida.

Entrevista à Rádio Renascença, Setembro de 2015

O que eu pedi foi isto: que cada paróquia, cada instituto religioso, cada mosteiro, acolha uma família. Uma família, não uma pessoa. Uma família dá mais segurança de contenção, um pouco para evitar que haja infiltrações de outro tipo. Quando digo que uma paróquia deve acolher uma família, não digo que tenham de ir viver para a casa do padre, para a casa paroquial, mas que toda a comunidade paroquial veja se há um lugar, um canto num colégio para aí se fazer um pequeno apartamento ou, na pior das hipóteses, que arrendem um modesto apartamento para essa família; mas que tenham um tecto, que sejam acolhidos e que se integrem na comunidade. Já tive muitas reacções, muitas, muitas. Há conventos que estão quase vazios.

Entrevista à Rádio Renascença, Setembro de 2015

Se uma pessoa tem em sua casa uma divisão, um quarto, fechado durante muito tempo, surge a humidade, o mofo e o mau cheiro. Se uma igreja, uma paróquia, uma diocese, um instituto, vive fechada em si mesmo, adoece (acontece o mesmo com o quarto fechado) e ficamos com uma Igreja raquítica, com normas rígidas, sem criatividade, segura, mais que segura, assegurada por uma companhia de seguros, mas não segura! Pelo contrário, se sai – se uma igreja, uma paróquia saem – lá para fora, a evangelizar, pode acontecer-lhe o mesmo que acontece a qualquer pessoa que sai para a rua: ter um acidente. Então, entre uma igreja doente e uma Igreja acidentada, prefiro uma acidentada porque, pelo menos, saiu para a rua.

E aqui, quero repetir uma coisa que já disse noutra ocasião: na Bíblia, no Apocalipse, há uma coisa linda de Jesus, creio que no segundo capítulo (no final do primeiro ou no segundo), em que está a falar a uma Igreja e diz: “Estou à porta e chamo” – Jesus está a bater – “Se me abres a porta, entro e vou comer contigo”. Mas eu pergunto: quantas vezes, na Igreja, Jesus bate à porta do lado de dentro para que O deixemos sair, a anunciar o reino? Por vezes, apropriamo-nos de Jesus só para nós, e esquecemo-nos que uma Igreja que não está em saída, uma Igreja que não sai, mantém Jesus preso, aprisionado.

Entrevista à Rádio Renascença, Setembro de 2015

 

Fontes: Rádio Vaticano, Osservatore Romano e Zenit. Coordenação: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 


Evangelii Gaudium

Misericordiae Vultus

Audiência a Schoenstatt

 

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