Posted On 2015-04-27 In Francisco - Mensagem

Seguir Jesus Bom Pastor, como servo e não como manager, pede o Papa a quantos têm a missão de condução na Igreja

Por redacção •

Vento e frio numa Praça de S. Pedro completamente a abarrotar, para acompanhar o Papa Francisco, que abençoou os fieis, em companhia de, dois dos sacerdotes ordenados nessa mesma manhã. Com uma memória às vitimas da tragédia do Nepal e, um chamamento aos “que têm uma missão de condução, na Igreja – Sacerdotes, Bispos e Papas…” que “estão obrigados a não conservar a atitude do manager, mas a de servo”.

No início das suas palavras, o Papa instou a “voltarmos  a descobrir, com assombro, que Jesus é o Bom Pastor, O que oferece a vida pelas ovelhas”, o mesmo que, “obedecendo, voluntariamente, à vontade do Pai, Se imolou na Cruz”.

Texto completo das palavras do Papa antes da oração do Regina Coeli:

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O IV Domingo de Páscoa – este – chamado de “Domingo do Bom Pastor”, a cada ano nos convida a redescobrir, com estupor sempre novo, esta definição que Jesus deu de si mesmo, à luz da sua paixão, morte e ressurreição. “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10,11). Essas palavras se tornaram realidade quando Cristo, obedecendo livremente a vontade do Pai, se sacrificou na cruz. Então, torna-se bastante claro o que significa Ele como “o bom pastor”: deu a vida, ofereceu a sua vida como um sacrifício por todos nós: para você, para você, para você, para mim, para todos! Por isso é o bom pastor!

Cristo é o verdadeiro pastor, o maior modelo de amor pelo rebanho: Ele dispõe livremente a própria vida, ninguém a tira (cf. v 18.), Ele a dá em favor das ovelhas (v. 17). Em oposição aberta aos falsos pastores, Jesus se apresenta como o verdadeiro e único pastor do povo: o mau pastor pensa em si mesmo e usa as ovelhas; o bom pastor pensa nas ovelhas e doa a si mesmo. Ao contrário do mercenário, Cristo pastor é um guia cuidadoso que participa da vida do seu rebanho, não busca outro interesse, não tem outra ambição a não ser guiar, alimentar e proteger suas ovelhas. E tudo isso ao preço mais alto, o do sacrifício da própria vida.

Na figura de Jesus, bom pastor, contemplamos a Providência de Deus, a sua solicitude paterna por cada um de nós. Não nos deixa sozinhos! A consequência desta contemplação de Jesus Pastor verdadeiro e bom, é a exclamação de profunda admiração que encontramos na segunda leitura da liturgia de hoje: “Considerai com que amor nos amou o Pai…” (1 João 3,1). É realmente um amor surpreendente e misterioso, porque dando-nos Jesus como Pastor que dá a vida por nós, o Pai nos deu tudo aquilo que de maior e precioso poderia nos dar! É o amor mais alto e mais puro, porque não é motivado por nenhuma necessidade, não é condicionado por nenhum cálculo, não é motivado por nenhum interessado desejo de troca. Diante deste amor de Deus, nós experimentamos uma alegria imensa e nos abrimos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente.

Mas somente contemplar e agradecer não basta. É necessário seguir o Bom Pastor. Especialmente aqueles que têm a missão de guia na Igreja – sacerdotes, bispos, papas – são chamados a assumir, não a mentalidade do administrador, mas a de servo, à imitação de Jesus que, despojando-se de si mesmo, nos salvou com a sua misericórdia. A este estilo pastoral, de Bom Pastor, são chamados também os novos sacerdotes da Diocese de Roma, que tive a alegria de ordenar esta manhã na Basílica de São Pedro.

E dois deles se aproximarão para agradecer-lhes pelas orações e para cumprimentá-los… [dois padres recém-ordenados se aproximam do Santo Padre]

Maria conceda para mim, para os bispos e sacerdotes do mundo inteiro a graça de servir o povo santo de Deus por meio do anúncio jubiloso do Evangelho, a celebração dos sacramentos e a paciente e humilde guia pastoral.

Com material de Radio Vaticano e Religión Digital
Original: espanhol – Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa. Portugal

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