Colocado em 2016-07-05 In Juntos pela Europa

Os Movimentos devem ser forças delineadoras da cultura europeia

JUNTOS PELA EUROPA, Nota de imprensa de 1 de Julho 2016 •

“A Europa de hoje” foi o título do segundo dia do Congresso da rede ecuménica “Juntos pela Europa” em Munique.

Michael Hochschild, Director de Investigação e professor de pensamento pós-moderno no TimeLab em Paris, explicou a importância sociopolítica dos Movimentos e das Comunidades espirituais, na Europa.

“Vocês são a resposta à questão de, se a esperança tem futuro, visto que, já mostraram hoje, como o amanhã poderia ser completamente diferente, Estamos numa profunda crise do sistema da sociedade moderna. O sistema social já não funciona. Vocês, como Movimentos, criam a confiança necessária no futuro. Para isso, inclusivamente, terão que se entender mais e, mostrar-se como forças formadoras de cultura, deverão converter-se em movimentos sociais”.

Em tempos de desconcerto e de falta de perspectivas, as comunidades, como as que participaram em “Juntos pela Europa” comprometem-se a ser modelos alternativos de vida.

Também, sobre o tema da reconciliação, o Prof. Hochschild vê os Movimentos espirituais como uma força importante na base das Igrejas: “A cooperação entre os Movimentos espirituais e as suas Igrejas é crucial: Só uma Igreja reconciliada pode dar uma contribuição credível para a reconciliação. Onde é reconhecido o seu poder de estruturador cultural, torna-se claro que existe um amanhã, uma alternativa para a crise actual.

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Herbert Lauenroth

Herbert Lauenroth, investigador cultural do Centro Ecuménico da Vida, em Ottmaring (Augsburgo), indicou que a situação actual na Europa é uma reação de medo e de insegurança devidos a uma sensação de opressão existencial. Mas, ao mesmo tempo, está, precisamente, perante um desafio: “só o medo do futuro pode ser o catalisador que nos obrigue a fazermos tudo o que é possível para que ele seja melhor”. O medo pode converter-se numa experiência de aprendizagem: “Trata-se considerar os desconhecidos, estranhos e marginalizados como um espaço em que se aprende a fé. “Será possível abordar os abismos com os quais a sociedade luta actualmente, redirecionando-os, novamente, para as fontes da fé. É necessário um “propulsor no sentido duma nova abordagem no conteúdo da fé, Deus liberta do medo e, isso cria a base para uma nova e necessária cultura da confiança, na Europa”.

Maria Voce, Thomas Römer

Original: alemão. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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