Colocado em 21. Janeiro 2019 In JMJ Panama 19

Jovens reclusos fazem báculo para obsequiarem o Papa

JMJ2019, Gabinete de Imprensa da JMJ/Maria Fischer •

Como uma prenda em honra da visita que o Papa Francisco fará ao Centro de Custódia de Adolescentes de Pacora na sexta-feira, 25 de Janeiro, um grupo de quatro jovens reclusos, entre os 17 e os 25 anos, fez um báculo para oferecer ao Pontífice.—

Os rapazes puderam elaborar esta peça graças aos conhecimentos adquiridos num dos programas de reinserção social que, são levados a cabo neste Centro. O Papa Francisco irá visitar o Centro para Adolescentes para fazer uma Celebração Penitencial com eles e ouvir alguns em Confissão. Veêm com optimismo e alegria o facto de o Papa lhes dirigir o seu olhar e demonstram-no com a sua entrega neste projecto de marcenaria, uma das muitas iniciativas que estão a preparar para esta visita especial.

Uma corrente partida ao meio pela Cruz de Cristo

O báculo é uma bengala que representa o pastoreio dos Bispos e é um símbolo da condução eclesiástica que, desde a sua nomeação, é usado pelos Purpurados em todos os actos litúrgicos que presidem.

O báculo elaborado pelos jovens de Pacora é de madeira e consta de 4 partes de 18 polegadas de comprimento (45,72 centímetros) cada uma. O entalhado da parte superior foi elaborado pelo artesão Ubaldino Batista da comunidade de Monagrillo, Província de Herrera, e tem no seu cajado o logotipo da JMJ Panamá 2019 e, no reverso, uma corrente partida ao meio pela Cruz de Jesus, simbolizando a mudança experimentada por estes jovens ao conhecerem a fé.

O Pe. Domingo Escobar, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Juan Díaz e Santa Maria do Caminho na Cidade Radial, foi o encarregado de supervisionar a elaboração deste elemento representativo da Igreja Católica e, assegura que os jovens tiveram um encontro pessoal com o Senhor, o qual lhes permitiu contemplarem novas metas.

2015, na Costanera de Assunção. Ao lado direito do Papa: Orlando e o Pe. Pedro Kühlcke

Esta não será a primeira ocasião em que o sucessor de Pedro se encontra com jovens privados de liberdade, considerando este grupo como uma das periferias existenciais que devem ser tratadas com misericórdia. Lembramos, com uma especial emoção, aquele encontro na Costanera de Assunção, Paraguai, durante a visita do Papa Francisco ao Paraguai, quando Orlando, um jovem da Prisão de Menores de Itauguá, juntamente com o Pe. Pedro Kühlcke, cumprimentou o Papa, levando Francisco a mudar o tema do seu discurso. Os jovens agradeceram o terem sido levados a sério como qualquer outro grupo de peregrinos e asseguram estarem a preparar-se para mostrar a sua reabilitação ao Papa, dispostos a terminarem a sua condenação e a contribuírem, de modo positivo, para a sociedade.

Por vezes perguntamo-nos: Qual seria o “produto” que Schoenstatt poderia pôr no “mercado” do mundo de hoje? Existirão muitas respostas, certamente.

Uma, contudo, é a pedagogia Kentenichiana na periferia.

Concreta e vital, sujando as mãos.

 

Original: espanhol (12/1/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

Etiquetas: , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *