Colocado em 17. Dezembro 2018 In JMJ Panama 19

JMJ 2019: O Papa Francisco visitará um Centro de Detenção para jovens

JMJ Panamá 2019, Ary Waldir Ramos Díaz via aleteia.org/Maria Fischer •

O Papa Francisco visitará um Centro de Detenção para jovens no Panamá e, será um dos momentos “mais emocionantes” do itinerário papal, por ocasião da XXXIV Jornada Mundial da Juventude que terá lugar no Panamá de 22 a 27 de Janeiro de 2019, sobre o tema: “Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38), destacou o Mons. José Domingo Ulloa, Arcebispo do Panamá. —

Na sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019, o Papa presidirá a Celebração Penitencial com os jovens privados de liberdade, no Centro de Correção de menores “Las Garzas de Pacora” que tem capacidade para albergar 192 jovens em processo de reabilitação.

“Eu acho que para o Papa, inclusivamente, será um dos actos mais emocionantes. Os jovens (presos) têm-se vindo a preparar com uma série de retiros, recebendo catequese e estão cheios de ilusão; não há, apenas, jovens católicos, há jovens de outras confissões mas, esperam com a mesma ilusão o Santo Padre”, explicou o Mons. Ulloa, durante um encontro com a imprensa internacional que, teve lugar no NH Collection de Roma. Os jovens reclusos deram uma contribuição muito especial à JMJ 2019. “Construíram os Confessionários que o Papa Francisco utilizará para dar o Sacramento da Reconciliação.

Também serão trazidos “jovens de outros Centros (de reabilitação) do país, para se concentrarem ali e terem a oportunidade desta visita única que, sabemos vai ser um marco e o próprio Papa disse-o: “Vou a este lugar porque não podemos perder a perspectiva da JMJ. Vou aonde os jovens não podem vir, por isso, escolhemos este Centro de Reclusão”, acrescentou Mons. Ulloa.

Encontrar-se com a realidade juvenil das periferias

O alto prelado panamiano frisou a finalidade do Papa Francisco em se encontrar com a realidade juvenil das chamadas periferias existenciais, especialmente, onde há marginalização, pobreza e injustiça. Portanto, “jovens indígenas, afroamericanos” terão um espaço na agenda da JMJ e do Papa. Um convite para nos pormos ao serviço dos outros pois “não existe a vocação do egoísmo”.

Assim, se meditará com os jovens sobre a Doutrina Social da Igreja, o papel activo da mulher na Igreja e fora d’Ela, prevenir a violência doméstica e de género.

Além disso, a JMJ será uma montra para se pedir maior dignidade para os migrantes, no contexto actual da caravana dos migrantes da América Central que, em Tijuana, México, foram reprimidos pela polícia da fronteira dos Estados Unidos e estão à espera de uma solução, confinados provisoriamente, em campos para refugiados.

O Papa Francisco quer abraçar o Miguel, o André, o Ali, o Javier…

Miguel, André, Ali, Javier…os meus amigos da Casa Mãe de Tupãrenda e da cadeia de menores de Itauguá no Paraguai não podem estar neste momento do encontro com o Papa. O Papa Francisco não pode dar-lhes este abraço apertado que dará aos jovens presos no Panamá. Menos mal, que existem uns pequenos Papas Francisco chamados: Pe. Pedro, Ani Souberlich, Ricardo Acosta, Cristy, Ismelda, Ana Maria, Gisela, Mirta…e, menos mal que, há quem de longe, com as suas orações e os seus donativos, torna possíveis os abraços que eles dão ao Miguel, ao André, ao Ali, ao Javier…

Original: espanhol (14/12/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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