Colocado em 17. Julho 2018 In Francisco - iniciativos e gestos, Francisco - Mensagem

Face aos desafios migratórios, a resposta é solidariedade

PAPA FRANCISCO – MENSAGENS E GESTOS •

“Acho que, em vista de algumas mensagens, há cristãos que duvidam se é ético ou não, se é bom ou não, ir resgatar migrantes que estão em notório risco de naufragarem e morrer. Como me parece positivo que o Papa lhes tenha solucionado a dúvida”, comenta, no Twitter, José Antonio Cerezuela, de Barcelona, que se auto denomina “mais um de 8.000 milhões, tentando publicar um tweet positivo diariamente”. Este tweet, é um tweet positivo, juntamente com a mensagem que o Papa Francisco encarna na sua pessoa, nos seus gestos e nas suas palavras, quando está em questão o assunto dos migrantes que, por estes dias, apresenta a Europa e os Estados Unidos como um terreno, no qual, demasiados homens e mulheres estão a lutar pelos seus territórios, por cada centímetro de poder, influência e conforto…—

“Quantos pobres são hoje esmagados! Quantos desfavorecidos são feitos perecer! Todos eles são vítimas daquela cultura do descarte que repetidamente foi denunciada. E, entre eles, não posso deixar de incluir os migrantes e os refugiados, que continuam a bater às portas das nações que gozam de maior bem-estar”, clamou o Papa Francisco durante a Missa pelos migrantes celebrada na Basílica de S. Pedro, no Vaticano, no dia 6 de Julho, por ocasião do quinto aniversário da visita do Santo Padre à ilha de Lampedusa. Este Papa Francisco que, por mais de uma vez, diz: “Eu também nasci numa família de Migrantes”, e que procura derrubar a barreira invisível entre o norte e o sul. Fá-lo com a defesa das migrações – matizada, ultimamente, quando indica que só devem chegar os que podem ser acolhidos – em actos, como a Missa em S. Pedro do passado dia 6 de Julho, sexta-feira, para celebrar o quinto aniversário da viagem a Lampedusa; a ecologia, à qual dedicou uma encíclica ou a pobreza”, como se pode ler no jornal El País (Madrid) do dia 8.

Estados Unidos, crianças a chorar pelos pais

Os migrantes continuam a bater às portas das nações que gozam de maior bem-estar

Perante cerca de 200 pessoas, entre as quais estavam numerosos refugiados, migrantes e outros desfavorecidos, o Pontífice quis lembrar, de modo especial, “os migrantes e os refugiados, que continuam a bater às portas das nações que gozam de maior bem-estar”

“Há cinco anos, lembrando as vítimas dos naufrágios, durante a minha visita a Lampedusa, fiz-me eco deste perene apelo à responsabilidade humana: «“Onde está o teu irmão? A voz do seu sangue clama até Mim”, diz o Senhor Deus.

Francisco explicou que “Esta não é uma pergunta posta a outrem; é uma pergunta posta a mim, a ti, a cada um de nós. Infelizmente, apesar de generosas, as respostas a este apelo não foram suficientes e hoje choramos milhares de mortos”.

“A aclamação de hoje ao Evangelho contém este convite de Jesus: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos» (Mt 11, 28). O Senhor promete descanso e libertação a todos os oprimidos do mundo, mas precisa de nós para tornar eficaz a sua promessa. Precisa dos nossos olhos para ver as necessidades dos irmãos e irmãs. Precisa das nossas mãos para socorrê-los. Precisa da nossa voz para denunciar as injustiças cometidas no silêncio – por vezes cúmplice – de muitos”.

Política justa é aquela que se coloca ao serviço da pessoa

“Na realidade, diz o Papa, deveria falar de muitos silêncios: o silêncio do sentido comum, o silêncio do «fez-se sempre assim», o silêncio do «nós» sempre contraposto ao «vós». Sobretudo o Senhor precisa do nosso coração para manifestar o amor misericordioso de Deus pelos últimos, os rejeitados, os abandonados, os marginalizados”.

Por fim, disse que “perante os desafios migratórios da atualidade, a única resposta sensata é a solidariedade e a misericórdia; uma resposta que não faz demasiados cálculos, mas exige uma divisão equitativa das responsabilidades, uma avaliação honesta e sincera das alternativas e uma gestão prudente”.

“Política justa é aquela que se coloca ao serviço da pessoa, de todas as pessoas interessadas; que prevê soluções idóneas a garantir a segurança, o respeito pelos direitos e a dignidade de todos; que sabe olhar para o bem do seu país tendo em conta o dos outros países, num mundo cada vez mais interligado”, concluiu.

“Os refugiados são a carne viva de Cristo que sofre, e imagem visível do Deus invisível”, disse Francisco.

O Movimento de um Fundador que passou 14 anos da sua vida como migrante deve ouvir, com atenção especial e com alegria, neste Ano do Padre Kentenich, a mensagem do nosso Papa Francisco.

Homilia do Papa Francisco na Missa para os Migrantes

Com material de ACIprensa

Original: espanhol (8/7/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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