Colocado em 5. Março 2018 In Francisco - iniciativos e gestos

O papa faz uma visita surpresa a um lar para presas que vivem com os filhos

FRANCISCO E AS OBRAS DA MISERICÓRDIA, Álvaro de Juana via ACIprensa •

O Papa Francisco voltou a deixar o interior dos muros do Vaticano para visitar a “Casa de Leda”, uma residência que foi confiscada ao crime organizado e que alberga, agora, mulheres detidas e os seus filhos. Continuando com as “Sextas-feiras da Misericórdia” a que o Papa deu início durante o Jubileu da Misericórdia de 2016, Francisco deixou o Vaticano às quatro da tarde (hora de Roma) acompanhado pelo Mons. Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização. —

 

 

Continuando com as “Sextas-feiras da Misericórdia” a que o Papa deu início durante o Jubileu da Misericórdia de 2016, Francisco deixou o Vaticano às quatro da tarde (hora de Roma) acompanhado pelo Mons. Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

Este género de casa é a primeira que existe em Itália e o seu responsável Lillo Di Mauro, contou ao Papa os esforços para configurar a estrutura, assim como, a importância de restituir à sociedade um espaço onde possa ser desenvolvido um projecto de grande humanidade.

“Santidade, Padre querido, somos os invisíveis”, disse emocionado ao dar as boas-vindas a Francisco.

“Somos algumas, dos milhares de crianças de pais presos nas cadeias italianas que vivemos com eles na prisão ou que vamos visitá-los. Para defender a dignidade dos nossos pais presos contam-nos mentiras, fazendo-nos acreditar que entramos numa escola ou num local de trabalho”, expressou, de acordo, com uma nota divulgada pela Santa Sé.

 “Somos filhos de presos”

“Somos perseguidos, violentados na nossa intimidade pela mão de adultos desconhecidos que nos tiram os peluches, os pobres brinquedos que são nossos amigos, para os abrir, controlar, por vezes, tiram-nos a roupa interior para se certificarem que as nossas mães não tenham escondido drogas”, acrescentou.

Além de denunciar que “para muitos somos estatísticas”, também reconheceu que “para nos defendermos, nos tornamos agressivos e intratáveis mas que, não somos maus, são os outros aqueles que não veêm e nos querem assim: somos filhos de presos”.

Na actualidade vivem nesta casa cinco mães jovens que têm entre 25 e 30 anos, algumas de raça cigana mas também, uma do Egipto e uma italiana.

O Papa conversou com algumas mães e com os seus filhos, assim como, com o pessoal que, nessa altura, se encontrava na residência. Também brincou com as crianças e ofereceu-lhes Ovos da Páscoa de chocolate que, foram acolhidos com grande alegria.

As mães, por seu lado, ofereceram ao Papa alguns trabalhos manuais que realizam na casa.

Original: espanhol (4/3/2018). Tradução. Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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