Colocado em 2014-06-15 In Francisco - iniciativos e gestos

“Ela é minha Mãe”

BRASIL, Karen Bueno/mda – Em entrevista concedida ao autor, Pe. Alexandre Awi Mello,  diretor nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil, que foi seu secretário durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, o Papa Francisco descreve seus encontros com Nossa Senhora, desde sua infância até sua missão atual como Bispo de Roma. Fala de suas orações e devoções marianas preferidas e destaca a importância de Maria na vida da Igreja e dos cristãos, o valor dos santuários marianos e da piedade popular, o lugar da mulher na Igreja e muitos outros temas da atualidade. Indo além da entrevista, o autor consegue desbravar os caminhos que conduzem à mente e ao coração mariano do Papa Francisco e convida o leitor a fazer o mesmo percurso, recorrendo sempre ao cuidado maternal de Maria.

Para escrever “Ela é minha Mãe! Encontros do Papa Francisco com Maria”, o Pe. Alexandre entrevistou o Santo Padre, que lhe contou suas experiências marianas desde a infância.

Pe. Alexandre explica mais sobre este trabalho:

Qual o objetivo deste livro?

Ele busca conhecer o coração mariano do Papa, seu pensamento mariológico. O Santo Padre tem um carinho muito grande para com Nossa Senhora e eu, pessoalmente, queria entender o seu lado teológico. O livro em si quer mostrar o lado filial de Francisco com Nossa Senhora, ajudar as pessoas a conhecerem melhor o Papa para que, assim, elas tenham um amor maior a Maria, como ele o tem, o Papa é um exemplo a ser seguido.

Como surgiu a ideia de lançá-lo?

A Maristela Ciarrocchi, uma jovem que trabalhou na JMJ e tem ligação com a editora Loyola, foi na Missa no Santuário da Vila Mariana-São Paulo/SP; nós conversamos e ela perguntou se eu não poderia escrever um livro sobre o lado mariano do Papa, mesmo sem saber que eu era professor de Mariologia. Eu disse que aceitava, mas só se o Papa estivesse de acordo. Então escrevi para ele e ele disse que concordava. Como eu estaria em Schoenstatt em dezembro de 2013, foi me proposto o dia 26, e foi nesse dia que conversamos.

Como o Papa reagiu diante da proposta?

Foi muito cordial, era amável, estava feliz em nos encontrarmos novamente. Perguntei o tempo que tínhamos para conversar, e nós nos falamos por uma hora. Ele disse que o próximo compromisso seria a oração do Ângelus, então me convidou para acompanhá-lo. Depois do Ângelus ele me chamou para visitar o Palácio Apostólico, me mostrou os seus aposentos, a capela papal, seu escritório, tudo muito cordial, ameno, muito agradável. Foi nessa ocasião que lhe entreguei o Materttone e a vela da missão.

Como foi a conversa sobre Maria?

Ele tem um amor muito grande à Nossa Senhora, assim como o povo tem, muito simples, cordial, sem muita teologia, sem se perguntar muito o porquê. Claro, ele tem toda uma reflexão teológica, mas o que me chamou a atenção é como ela está norteada por essa singeleza. Suas respostas eram todas no campo pessoal, sem se preocupar com formulações teológicas, simples, singelas, autênticas, uma mariologia aplicada na prática, como a do povo, uma piedade e um amor à Maria muito práticos e aplicados à vida.

Esse trabalho tem um caráter schoenstattiano?

A perspectiva é schoenstattiana, porque eu o sou, mas não é algo explícito, algumas vezes aparece. O livro é dedicado à Mãe pelos 100 anos da Aliança de Amor, é um presente para o centenário. Não é primeiramente schoenstattiano, o que nos assemelha é o amor.

 

Para adquirir o livro online acesse
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Pe. Alexandre Awi Mello pertence ao Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt. Além de diretor nacional do Movimento, é assessor da Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas). Como teólogo, é doutor em Mariologia. Foi secretário do Papa, então Cardeal Bergoglio, na V Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), em Aparecida/SP (2007), e na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro/RJ (2013). Lecionou Teologia na PUCPR e, atualmente, dá aulas em São Paulo/SP no Centro Universitário Salesiano (Unisal) e na Faculdade São Bento.

Fonte: maeperegrina.org.br

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