Colocado em 2020-02-20 In Dilexit ecclesiam, Schoenstatt em saída

O MAMUTE começa a caminhar

COSTA RICA, Michelle Ramírez •

 Conseguem imaginar 19 Movimentos e 18 párocos juntos a conversarem entre si? Sentados em mesas de quatro, com um relógio digital no meio do auditório, visível… muito visível, marcando o tempo… a cada 18 minutos, em contagem decrescente… e mudança!  Aos 18 minutos novamente, mudança! E assim por diante até se completar nove vezes a mudança! Não, não é um jogo… são os Movimentos vs. a Igreja. É a apresentação e oferta dos seus apostolados e missão. É a realidade do trabalho dos católicos comprometidos fazendo sua a Igreja! A diferença deste “versus” é que não é “versus, contra”, mas é “com”, ou seja, “em união”, no mesmo espírito que nos une, na mesma missão: levar a Boa Nova da mensagem salvífica de Jesus, assim o expressou Mons. José Rafael Quirós, Arcebispo de San José, na sua mensagem de acolhimento.—

 

Alejandro Robles

Alejandro Robles e a sua mulher Elizabeth Fields, o casal que está a realizar este mega projecto, pertencem ao 4º curso da União das Famílias de Schoenstatt da Costa Rica, e falaram-nos sobre o mesmo:”A minha mulher e eu inspirámos-nos num modelo já comprovado por todos os gabinetes de comércio externo do mundo, ‘BTM’, que é um modelo desafiador e eficiente”. Cremos que devemos sonhar com métodos novos e inovadores de evangelização. Estes Círculos são a chave para abrir as portas dos Movimentos e das paróquias, para nos conhecermos e entendermos melhor e amar-nos como Deus e Nossa Senhora nos amam.

Tem sido um processo interessante de muito trabalho por parte de uma comissão, até se chegar a este ponto, onde um grupo selecto de Movimentos e Sacerdotes, deu um Sim histórico. Um Sim que o nosso Fundador, Pe. José Kentenich, visualizou há mais de 50 anos, com o que ele chamou a Confederação Apostólica Universal “CAU”, ou seja, incorporar os Movimentos no plano pastoral arquidiocesano, para que todos trabalhemos juntos, de mãos dadas, no serviço à Igreja, que ele tanto amou”.

Porquê um Mamute?

“Significa uma grande tarefa. Foi o maior mamífero que já viveu na Terra. É algo que já não vive, mas está em nós, dar-lhe vida e depois ajudá-la a andar. Que  desperte em cada um dos Movimentos e como irmãos dentro da Igreja”, explicam-nos Alejandro e Isabel, que agradecem ao Espírito Santo por terem suscitado este encontro. Os próximos Círculos lá virão!

Comunicarmos entre nós para melhor servir

“Finalmente estão a interligar-nos para nos conhecermos e nos ajudarmos uns aos outros. Para minha surpresa, vejo como se tem despertado o interesse dos párocos, pelas diferentes possibilidades que têm com os Movimentos! Esta é a oportunidade de nos misturarmos e vermos o que podemos oferecer uns aos outros para melhor servirmos“, partilha o Dr. Gaston de Mézerville Zeller, psicólogo e professor de psicologia no Seminário, que representa o Movimento “Árvore da Vida de Aliança”, que são pequenos grupos de apoio fraterno nas paróquias.

Por outro lado, o Director da Catequese Nacional, Padre Mario Alberto Segura comenta: “Agradeço a boa organização, o tempo bem passado nos Círculos, os pormenores e a grande oportunidade de conhecer a variedade nos apostolados de todos os Movimentos”.

Com uma visão clara

A preparação dos Movimentos ajudou a redescobrir o seu norte, a sua inspiração inicial, a olhar para os seus fundadores e a refrescar o seu carisma e, sobretudo, o seu serviço à Igreja. Desta forma, puderam assumir fielmente o seu compromisso com a missão e preparar-se de forma adequada e consciente para os “Círculos”.

 

 

 

 Original: espanhol (17/2/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

Círculos de comunhão e participação ou: fazer caminhar o mamute

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