Feria diocesana, grupo de Schoenstatt

Posted On 2024-01-26 In Igreja - Francisco - movimentos

Um dia na Feira

ESPANHA, Bárbara de Franceschi •

Tivemos o privilégio de “ir e ver”. Habituados à nossa zona de conforto, às nossas rotinas e lugares onde nos sentimos confortáveis e seguros, é-nos difícil sair e conhecer outras realidades, outras formas de viver a fé. Mas é bom sairmos para ver o que se “cozinha” noutros lugares e deixarmo-nos surpreender por uma Igreja viva que abre as suas portas a todos aqueles que, por vezes, nem sequer ousam bater. —

Foi o que aconteceu na Diocese de Orihuela-Alicante no passado fim-de-semana, que abriu as suas portas numa feira diocesana, “Lux Mundi”, que teve lugar no Centro de Exposições de Alicante. Mais de 10.000 pessoas foram acreditadas (os organizadores esperavam cerca de 6.000), entre crentes e não crentes, para conhecerem a actividade de uma Igreja viva onde todos têm um lugar. O convite para participar neste evento, feito pelo Bispo da Diocese de Orihuela, D. José Ignacio Munilla, foi também um atractivo para o nosso grupo “Primeiro Anúncio”, da Comunidade Oficial da União das Famílias de Espanha, que nos pôs em marcha sem qualquer preâmbulo para ir ver. E fomos e vimos.

Feria diocesana

Feira diocesana

A diversidade de uma Igreja em movimento

Vimos como uma Diocese tem a capacidade de mobilizar uma organização para acolher milhares de pessoas, cada uma vivendo uma realidade diferente de uma Igreja plural e multicolorida. Assim o demonstraram os mais de oitenta stands: Acção Católica e secretariados; caridade, cultura, educação e vida pública; família e vida; crianças, jovens e vocação; Movimentos; Piedade popular, confrarias e capela; Primeiro anúncio; enfim, realidades desta Diocese, que exprimiam, cada uma à sua maneira, a diversidade de uma Igreja em saída para responder a muitas das necessidades da sociedade civil e religiosa.

Os colóquios e conferências abrangeram um vasto leque de temas (família, juventude, educação, liderança empresarial, evangelização…), em suma, como evangelizar de forma criativa e fazer da nossa vida uma missão para o mundo. Tudo isto foi acompanhado por um vasto leque de workshops onde os Movimentos e Equipas puderam falar sobre a sua oferta de evangelização, mas também sobre temas como o acompanhamento no fim da vida, a renovação pastoral, os testemunhos de vida, a afectividade, a sexualidade e a oração.

Feria diocesana

“O Homem é uma mistura de difícil equilíbrio entre a razão e o coração”

Mas, para além disso, porque a beleza não pode faltar num acontecimento desta natureza, as mais belas imagens e passos da Diocese foram entrando ao longo do fim-de-semana, acompanhadas pelos estandartes levados pelas Irmandades, pelas palmas e bandas musicais de Santa Faz, pela imagem de Nosso Pai Jesus de Orihuela e pela Imagem da Assunção de Elche, levadas em procissão e desfilando pelo recinto da feira, dando elegância e solenidade a este encontro fraterno e familiar.

Mas não é tudo: dois concertos tiveram lugar à noite, enchendo o recinto da feira de jovens e menos jovens com as carícias e emoções que a música desperta e que ajudam a integrar os conteúdos profundos recebidos e vividos durante o dia: um de Estenez, o outro de Hakuna. Como diz Monsenhor Munilla, “… a conjunção entre mensagem e música permite atingir não só o intelecto, a razão, mas também o coração. O Homem é uma mistura de difícil equilibrio entre razão e coração…”.

Uma experiência que ensina

Crianças, jovens, adultos e idosos puderam desfrutar de uma festa em família, rezar na capela da Adoração Perpétua, assistir aos actos litúrgicos, à preciosa Eucaristia, à Vigília, confessar-se se o desejassem, comer bem e barato, sentados com alegria para abrir o coração a outros que, talvez pela primeira vez, iam fazer esta experiência de Igreja em família.

Sentimo-nos acolhidos e colocámos a nós próprios a questão que sempre nos assombra o coração: podemos aprender com estes acontecimentos a mostrar, à nossa maneira, que somos Igreja e família para abrir as portas e encher as filas de pessoas sedentas de água fresca, como a Samaritana, cuja água do poço não pôde saciar a sua sede, porque só Deus dá a beber a água da vida eterna?

Uma experiência que ensina. Obrigado Alicante-Orihuela e à vossa grande equipa, liderada pelo Bispo Munilla, com quem aprendemos!

Feria diocesana

Original: castelhano (24/1/2024). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

Tags : , , , , , ,

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *